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Artur e Justyna vencem a Corrida de Avintes

Segue o mês de Fevereiro, passada a folia do Carnaval é tempo de voltar às corridas e a paragem deste fim-de-semana foi num dos locais mais emblemáticos do concelho de Vila de Nova de Gaia, a vila de Avintes, com a Corrida de Avintes.

Sobejamente conhecida pela sua broa, Avintes também tem o gosto pelo atletismo e foi palco dos 10km de Avintes.

Foto: Davide Pinheiro

Os 10Km de Avintes aconteceram este Domingo (18) pelas 10 horas e foi uma organização a cabo do Clube Atletismo de Avintes com o apoio do  Município de Vila Nova de Gaia, da Junta de Freguesia de Avintes, da Federação Portuguesa de Atletismo, do Conselho regional de arbitragem da AAP, dos Motards de Pedroso, dos Bombeiros Voluntários de Avintes, da Guarda Nacional Republicana e da Policia Municipal.

A compor o evento estava uma cronometragem da prova assegurada pela empresa Chrono – Eventos Desportivos, numa corrida com distância de dez quilómetros e ainda uma caminhada de cinco quilómetros intitulada de caminhada do dia de Avintes.

Fátima Soares, Marina Almeida, Sandra Nogueira, Cleonice Mendes e Bi Nogueira em destaque da equipa tecla 3 runners – Foto: Objetiva em movimento

A Chrono Eventos Desportivos tem como principal função a cronometragem de eventos desportivos, com resultados em tempo real.

Percurso selectivo e exigente da Corrida de Avintes

A vila de Avintes possui um perfil geográfico que em nada é plano e como tal qualquer prova de atletismo que aí decorra, o seu percurso será fortemente marcado por essa irregularidade.

Quem fosse de perto da área da prova sabia de antemão que a prova seria exigente, quem fosse de fora e não soubesse ao que vinha, certamente ficou a conhecer a vila de Avintes com um ligeiro cerrar de dentes e a perguntar se ainda faltava muito para terminarem as subidas.

Pode-se dizer que o percurso da prova era composto por duas voltas, uma de maior dimensão e outra mais reduzida.

A primeira volta rondou os 3600 metros de extensão e foi um típico “carrossel”.

Logo após o tiro de partida era mostrado aos atletas ao que vinham com uma subida para os levar pelo largo de Palheirinho e daí descer para Igreja Paroquial. A passagem aí era em descida acentuada mas logo os atletas tinham uma longa subida no Cruzeiro do Alferes para voltarem ao largo de Palheirinho e dai descerem para a meta.

Foto: Davide Pinheiro

A segunda volta era mais exigente

Desde a passagem intermédia na meta até ao quilómetro sete o perfil era sempre de subida. A subida não era acentuada de todo mas era uma extensão elevada e que ia desgastando.

Se na primeira volta, os atletas foram para a zona norte da vila, nesta volta foram para sul rumo ao Zoo de Santo Inácio e Zona Industrial.

Aí era feito retorno para depois haver algum descanso na longa descida na Nacional 222 rumo ao centro da vila. Saídos da estrada nacional, os atletas subiam novamente ao largo de Palheirinho para depois irem à descida final para a meta.

Em suma, o percurso dos 10km de Avintes é um percurso selectivo, exigente e que faz com que os atletas tenham de gerir bem as forças ao longo da prova.

 

Artur Rodrigues vence competição masculina

O grande vencedor dos 10km de Avintes foi Artur Rodrigues do Grupo Desportivo e Cultural de Guilhovai com um tempo final de 32:44min.

Artur Rodrigues – Foto: Davide Pinheiro

Depois de na semana passada, ter ficado na terceira posição na corrida do Carnaval de Lousada, Artur Rodrigues sobe esta semana ao lugar mais alto do pódio.

Na segunda posição ficou Óscar Mendes do Águias de Alvelos com 33:08min e a terceira posição foi para José Azevedo do Boavista FC com 33:18min.

Foto: Davide Pinheiro

Justyna Wojcik triunfa no sector feminino

Em termos femininos da prova, a grande vencedora foi Justyna Wojcik do ACD São João da Serra com 38:41min.

Justyna Wojcik – Foto: Davide Pinheiro

Tal como Artur Rodrigues, Wojcik também esteve em destaque na corrida do Carnaval de Lousada onde obteve um segundo lugar.

A completar o pódio feminino da prova ficaram Rosa Madureira do Futebol Clube de Penafiel com 39:05min e Susana Vilela do ACD São João da Serra com 40:44min.

Foto: Davide Pinheiro

A prova teve vencedores por escalões e os vencedores foram os seguintes:

Na competição masculina venceram Mário Lopes do Centro de Atletismo de Tondela (Jun), Artur Rodrigues do Grupo Desportivo e Cultural de Guilhovai (Sen), Vítor Santos do Fiães Sport Clube (Vet1), Sérgio Sousa do ACD São João da Serra (Vet2), Manuel Valente Ferreira do Yazaki Runners (Vet3), Belmiro Rodrigues do C.F.Oliveira do Douro (Vet4) e Manuel Dourado do Carcavelos Sinergie (Vet5)

Em termos femininos triunfaram Justyna Wojcik do ACD São João da Serra (Sen), Rosa Madureira do Futebol Clube de Penafiel (VetA) e Maria Barbedo do Sucupira on TOUR (VetB).

A equipa do OPraticante.pt esteve representada por três atletas, 88º geral / 22º Vet 2 – Manuel Vieira (40:05), 145º G / 54º Sénior – Miguel Queirós (42:11) representaram a equipa de OPraticante.pt / AD Amarante e 529º G / 166 Sénior – Nuno Fernandes (55:09)  somente OPraticante.pt.

Manuel Vieira – OPraticante.pt / AD Amarante de verde à direita da foto – Foto: Objetiva em movimento

Atrasos marcaram a prova

Os 10km de Avintes foram pautados por diversos atrasos. O levantamento dos dorsais decorreu de forma lenta e de tal forma que a dez minutos da hora prevista de inicio da prova ainda havia uma longa fila de espera. Dada a situação, a organização foi obrigada em mudar a hora de saída para as 10h15 e muitos dos atletas que estavam a finalizar o seu aquecimento tiveram de o interromper a meio o que é sempre desagradável.

Aqui, coloco as culpas tanto na organização como nos atletas.

Primeiro a organização, pois se anunciaram a presença de mil participantes no evento, tinham de ter algumas condições mais abrangentes para se poder levantar o dorsal e não ter somente duas pessoas no guichet de levantamento de dorsais.

Levantei o meu dorsal eram 8h30 e mesmo a essa hora já tive que esperar algum tempo na fila e isto porque como mencionei só tinha duas pessoas a trabalhar nessa mesa, uma a verificar a lista e outra a dar o dorsal.

Foto: Objetiva em movimento

Os portugueses no seu melhor, neste caso os atletas portugueses

Em segundo lugar culpo os atletas que sabendo de antemão a que hora fecha o secretariado, teimam em aparecer em cima da hora anunciada e até mesmo após.

Depois ainda se tem de ouvir na boxe de partida comentários do tipo que “Não me ia estar a levantar cedo para pegar o dorsal às 8 horas“. Um dia, há o azar de baterem com o nariz na porta e ficam sem dorsal, e depois a culpa será sempre dirão eles da organização.

Aquando do levantamento do dorsal era somente entregue o dorsal com o chip.

Após a prova era entregue aos atletas para além da medalha de finisher, uma tradicional broa de Avintes, águas e fruta (maçã e pêra). Para um preço de inscrição a variar entre os 7.5 e 9 euros o que foi oferecido aos atletas está de bom nível.

Não houve direito a t-shirt mas oferecerem uma broa. T-shirts há muitas e em quase todas as provas, agora uma broa de Avintes genuína, não é todos os dias que se tem.

O quartel-general da prova estava na Escola Básica Adriano Correia de Almeida. Foi aí o secretariado, e a entrega de ofertas e de prémios no final. Junto à partida tinha wc`s portáteis para homem e mulher. Não havia a valência de guarda-roupa disponível para os atletas.

Foto: Objetiva em movimento

Calor marcou a prova

A semana esteve quase sempre chuvosa mas neste fim-de-semana, o tempo soalheiro voltou a dar o ar da sua graça.

A manhã amanheceu fria e pela hora da prova ainda se sentiam por vezes alguns rasgos de vento com aragem gélida mas à medida que a manhã foi avançando, a temperatura também aumentou e o calor foi uma constante em toda a prova. Já se tinha saudades de correr no tempo quente.

Mesmo estando tempo quente, a organização somente colocou um abastecimento durante a prova e com água a boa temperatura. Decisão aceitável mas se houvesse um segundo abastecimento não se perdia nada.

A prova não teve a sua quilometragem definida ao longo da sua extensão. Uma palavra de apreço para as autoridades que fecharam bem todos os acessos durante a prova.

Nuno Fernandes – OPraticante.pt em destaque ao centro de azul – Foto: Objetiva em movimento

Pouco público nas ruas

Já é costume em terras lusitanas, não vale a pena sempre insistir na mesma tecla mas mais uma vez, a prova que mesmo sendo corrida no centro de uma vila teve pouco público a assistir e somente uns fogachos de apoio em alguns cruzamentos.

Demora na entrega das ofertas no final

Após o final da prova, os atletas tinham de se dirigir para o interior da escola básica e subir alguns lanços de escadas e dar a volta a um dos pavilhões da escola para somente aí entregarem o chip e receberem as ofertas.

Com um espaço tão amplo, podiam evitar sujeitar os atletas a terem de subir escadas e estar numa longa fila.

Descriminação de escalões em termos masculinos e prémios

Algo que ainda acontece em algumas provas de atletismo é a descriminação de género na definição de escalões. Nesta prova verificou-se isso com os atletas veteranos masculinos a terem cinco escalões e as atletas femininas somente dois. Como é costume dizer, os tempos são outros.

Foto: Objetiva em movimento

Speaker da prova deixou a desejar

Em vários rescaldos de provas que já fiz muitas foram as vezes que elogiei os speakers de prova.

Um speaker que saiba o que está a fazer, que saiba animar o público, traz logo outra vivacidade à prova. No caso do speaker desta prova, a minha opinião é que ficou muito a desejar na sua tarefa.

Vejamos, pelas 9 horas estava quase aos gritos a avisar os moradores dos prédios vizinhos que tinham até as 9h30 se quisessem retirar os carros da estrada se assim o quisessem pois esta seria fechada. Não creio que seja a forma mais apropriada para se avisar alguém de algo.

Dada a enorme fila para levantar o dorsal, o senhor praticamente só faltou destratar os atletas e os clubes que chegaram tarde, isto sempre em altos berros e num tom quase altivo.

Para mim a gota de água, foi após a prova, o senhor convidar alguns atletas a darem a sua opinião sobre a prova e este não aceitar nenhuma critica que se fazia. Se o atleta dizia que a prova era dura, o speaker dizia que há provas muito mais duras, se o atleta dizia que deviam ter mais um abastecimento de água, o speaker dizia que as regras de abastecimento foram cumpridas.

Um pouco mais de fair play nunca fica mal a ninguém. Aceitar as críticas com vista a melhorar no futuro é sempre fundamental pois quem faz as provas são os atletas.

Equipa dos Nascidos Para Correr – Associação Desportiva – Foto: Objetiva em movimento

10 km de Avintes foram um sucesso em termos de participação

Um detalhe que ainda não foi mencionado é que esta prova nas suas edições anteriores foi uma prova de quinze quilómetros e este ano a organização decidiu encurtar a percurso para dez quilómetros.

O ano passado a prova teve 296 finalizadores, este ano foram de 727. Como se vê o aumento de participantes mais que duplicou e como tal a decisão da organização em colocar a prova mais curta foi uma decisão bem tomada.

Os 10km de Avintes é uma prova exigente que com o seu recorrente sobe e desce lança um bom desafio aos atletas.

Para o preço de inscrição praticado e com o que é oferecido aos atletas é uma prova a se ter no calendário de provas para o mês de Fevereiro.

A prova com a alteração na sua distância também se torna exigente para os organizadores que têm que criar as condições necessárias em termos de logística para receberem mais atletas pois receberem mil participantes é diferente do que receberem um par de centenas e é a principal falha a apontar à edição deste ano da prova.

Podem ser visualizadas mais fotos efectuadas pelos dois referenciados no artigo:

Davide Pinheiro

Álbum I, Álbum II, Álbum III, Álbum IV.

Objectiva em Movimento

Álbum I, Álbum II.

Texto: Nuno Fernandes
Fotos: Davide Pinheiro / Objetiva em Movimento

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