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DCI/Pedrulha – Mealhada triunfa na fria S. S. de Aveiro

Entramos no mês de Dezembro. Mês da família, de festas, do frio e para o atletismo é chegado o tão genuíno e afamado período das corridas nocturnas da época, as São Silvestres!

Se no Brasil, toda a comunidade se reúne numa só corrida São Silvestre, a tão aclamada São Silvestre de São Paulo, por terras lusas não se faz por menos e quase toda as grandes cidades do país tem a sua São Silvestre.

Pedrulha

Assim sendo, está oficialmente aberta a época das São Silvestres e a primeira realizou-se em Aveiro com a OLI Corrida São Silvestre Cidade de Aveiro. A prova tinha associado a si um carácter solidário promovido pela BOSCH. O evento foi desenvolvido pela Câmara Municipal de Aveiro em parceria com empresa Prosperignition Lda

A SS de Aveiro teve partida e chegada junto ao centro de congressos local e teve como pano de fundo a ria de Aveiro. A compor o evento estava uma corrida cronometrada de dez quilómetros e a tradicional caminhada de cinco quilómetros. Destaque ainda para o prémio para o quilómetro mais rápido que se iria realizar no primeiro quilómetro da prova.

Percurso sobretudo citadino sem grandes dificuldades

A corrida de dez quilómetros consistia em duas voltas que envolviam passagem pelo centro da cidade de Aveiro, junto da Igreja de São Domingos, das pontes sobre a ria e pela câmara municipal. O percurso era quase todo ele plano e em ligeira descida tendo somente como única dificuldade a subida de um viaduto que dava para uma via rápida na saída da cidade e que poderia levar a corte de ritmos.

Em boa verdade, quem participou na corrida cidade de Aveiro no passado mês de Março e nesta corrida certamente reconheceu a grande semelhança entre os percursos mas com o percurso da São Silvestre a corresponder ao seu propósito e a ter traços mais citadinos que a corrida de Março.

Hélder Lopes DCI / Pedrulha – Mealhada vence no sector masculino

A São Silvestre de Aveiro teve como grande vencedor Hélder Lopes do DCI / Pedrulha – Mealhada com um tempo de 32:13 minutos. Na segunda posição ficou João Almeida (32:54min) e a completar o pódio Miguel Neves da BOSCH com 33:30 minutos.

Márcia Martins triunfa no sector feminino.

Na vertente feminina da prova, a grande vencedora foi Márcia Martins do DCI / Pedrulha – Mealhada com um tempo final de 36:44 minutos. A completar o pódio estiveram duas atletas da ADREP com Débora Santos na segunda posição com 38:35 minutos e na terceira posição Edna Neves com 39:37 minutos.

A OLI Corrida São Silvestre Cidade de Aveiro teve vencedores por escalões e estes foram os seguintes:

No sector masculino triunfaram Hélder Lopes do DCI / Pedrulha – Mealhada (Seniores), Luís Silva (M40), José Marques da 3 Santos Populares (M50) e Carlos Alberto Ferreira (M60).

No sector feminino venceram Márcia Martins do DCI / Pedrulha – Mealhada (Seniores), Carla Rosa da QViagem (F40), Dina Mota da Tondela Runners (F50) e Ana Santos da Gandaio CCD dos funcionários da CMAveiro (F60).

São Silvestre com falhas em questões de gestão e organização da prova

O levantamento do dorsal aconteceu sem grandes demoras. O secretariado estava colocado dentro do centro de congressos e como tal tudo corria ordenado e com normalidade. O que já não foi normal foi a não existência de guarda-roupa.

Falando na situação pessoal de quem escreve este artigo, no decorrer da semana antes da prova questionei a organização do evento via facebook se teria guarda-roupa, pois sendo eu de uma cidade distante de Aveiro iria usufruir da parceria da prova com a CP para um desconto no comboio e como tal precisava de um lugar para guardar a mochila.

A resposta dada foi para pedir no secretariado da prova. Pois bem, ao pedir no secretariado a resposta dada foi que não teriam guarda-roupa e a pessoa que atendeu chegou ao ponto de duvidar que tenham dado essa resposta via facebook.

Pergunto para que é que se cria uma parceria com a CP se depois não se tem onde guardar os pertences, devem os atletas vindos de fora já virem equipados ou têm que correr com a mochila às costas durante a prova?

E não tem que ser os atletas a terem que andar a telefonar aos responsáveis depois de correrem para irem buscar os seus pertences nem terem que pedir a estes quase por favor para lhes guardar a mochila. Haja coerência! Felizmente havia um Pingo Doce junto ao local da prova com cacifos e casa de banho.

Por falar em casa de banho, no local da partida e chegada não havia nenhuma indicação da existência de WC`s. Se houvesse seria algo dentro do centro de congressos o que certamente seria pouco para um evento que segundo os responsáveis teria mais de duas mil pessoas presentes no total.

KIT do atleta

Do kit do atleta fazia parte um saco com uma t-shirt técnica de manga comprida, folhetos e uma barra energética. No final era dado banana, água e uma medalha de finisher. Era um kit dentro do habitual mas dado o preço de inscrição era esperado um kit mais interessante.

Foi verificado posteriormente à prova que quem desejou tomar banho após a corrida nos balneários de uma escola local se deparou com banhos de água fria. Deve ser certamente uma experiência muito reconfortante correr no frio e depois ir tomar banho em água fria!

Quem corre à noite em Dezembro é certo que vai correr sob um frio cortante. Na SS de Aveiro não foi diferente com a temperatura a rondar os 8 graus mas com uma sensação térmica inferior pois estávamos junto à ria de Aveiro. A beneficiar os atletas esteve a ausência de vento que costuma ser característico das cidades à beira-mar. Posto isso, diga-se que os atletas não tiveram medo ao frio e compareceram em grande número à prova.

Prova em época quase festiva mas despida de público

Como mencionado, fazia parte do evento uma caminhada solidária e esta teve o seu inicio uma hora antes da corrida e ainda era de dia. Na minha opinião foi discriminatório para os caminheiros.

Porque não se colocar a corrida e a caminhada com o inicio à mesma hora com a caminhada a seguir depois da corrida. Da forma como decorreu, foi retirar a quem participava da caminhada todo o espírito da São Silvestre.

O evento não proporcionou aos presentes um aquecimento o que é algo já rotineiro neste tipo de eventos. É algo que tem sempre grande adesão seja para quem vai caminhar ou para quem vai correr. Colocar música de classe duvidosa e um speaker a debitar as mesmas frases e piadas minuto após minuto antes da caminhada e da corrida é saturante.

Lindo gesto a partida coincidir com o acender da árvore de Natal da cidade

Destaque para o inicio da corrida coincidir com o acender da árvore de Natal da cidade. Foi um lindo gesto e como digo, quem participou da caminhada merecia estar nesse momento. Lembre-se que a caminhada tinha um valor de inscrição que rondou entre os 5 a 10 euros.

As São Silvestres são provas sempre acarinhadas pelo público e havia uma expectativa de que a prova tivesse uma boa moldura humana nas ruas a apoiar os atletas mas isso não aconteceu e só em certos pontos do percurso é que se viam algumas famílias. Em certos momentos era visível pessoas a atravessaram o estrada e quase que a reclamar com a presença da prova e dos atletas aí.

A prova teve um abastecimento de águas ao quinto quilómetro o que foi adequado dadas as condições climatéricas, o que já não foi adequado foi as águas estarem tanto ou mais geladas que o frio que se sentir no ar.

O percurso da prova não teve no seu decorrer placas indicativas da quilometragem da prova.

O final da prova decorreu sem grandes confusões com os atletas a saírem por uma zona lateral onde pegavam à sua discrição em banana e águas.

Os atletas estragam sempre o que de bom existe

Os membros da organização de forma a distribuírem as medalhas de forma mais rápida colocaram estas em cima de uma mesa para facilitar a estes pegar nas medalhas.

A mesa ficava junto a passagem dos atletas e não se admite e foi vergonhoso ver certos “atletas” com a sua medalha ao pescoço, quando ninguém estava a ver, pegarem em medalhas na mesa como se aquilo se tratasse de um self-service.

A medalha de finisher apresentada aos atletas foi mais um trabalho de qualidade da Oficina das Medalhas.

Para os atletas que o desejassem havia um serviço de massagem disponibilizado por um parceiro da prova.

A São Silvestre Cidade de Aveiro 2017 teve um total de 1022 finalizadores o que revela um aumento de quase 30% em relação aos 748 do ano passado.

É uma prova que tem um potencial para crescer mais pois está numa zona onde se vive muito o atletismo contudo precisa de melhorar certos aspectos nomeadamente nas valências aos atletas, melhorar a harmonia das provas s sobretudo verificar o balanço preço de inscrição na prova / o que se dá aos atleta pois o que era oferecido era muito pouco para o preço de inscrição de 13 euros se fosse realizado em médio tempo e que podia chegar aos 15 euros em última hora.

Texto: Nuno Fernandes
Fotos: Diogo Moreira

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