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Hugo Santos e Marisa Barros campeões regionais

Estamos a terminar o mês de Julho e o Verão está aí em força mas há sempre tempo para uma corrida ao Domingo de manhã e nem que para isso nos chamem de loucos por correr debaixo de um sol tórrido como o que se fez sentir no fim-de-semana, Hugo Santos e Marisa Barros provaram o sabor da vitória apesar das condições atmosféricas.

Campeonato regional de fundo

A escolha para se correr neste fim-de-semana era reduzida na zona do grande Porto. Enquanto muitos dos principais clubes nacionais estavam no campeonato nacional em Braga, a cidade de Felgueiras era palco da corrida de Felgueiras, prova esta que também tinha em disputa o campeonato regional de fundo.

A corrida de Felgueiras aconteceu este Domingo (22) de julho pelas 9 horas e foi uma organização do Município de Felgueiras com o apoio da Associação de Atletismo do Porto, da União Desportiva de Várzea, do Grupo Desportivo de Moure – Felgueiras, do Núcleo de Barrosas Amador, da Desportave – Eventos desportivos, dos Bombeiros Voluntários de Felgueiras, da Guarda Nacional Republicana e da Policia Municipal.

A compor a manhã desportiva estiveram vários eventos, a principal, uma corrida cronometrada de dez quilómetros de extensão, corridas jovens nos diversos escalões, corrida de cadeiras de rodas e ainda a tradicional caminhada na distância de cinco quilómetros. Ou seja, uma prova modelo para se mostrar como deve ser um evento de atletismo.

A presença dos clubes e associações desportivas portuenses foi notória e a equipa de Opraticante.pt não podia faltar a esta prova e agora apresentamos as notas sobre o evento.

Percurso selectivo mas foi o calor a ter o destaque

Quem é conhecedor da localização da cidade de Felgueiras certamente estaria ciente que uma prova na cidade teria os seus desafios. Falando a nível pessoal, não conhecia a cidade e como tal na viagem para o local comecei a ficar apreensivo ao ver a paisagem circundante, mas no final, posso dizer que há provas com percursos bem mais complicados.

A prova teve partida e chegada na Av. Dr. Leonardo Coimbra e era composta por um percurso em duas voltas.

O percurso tinha um inicio em ligeira subida até ao cruzamento com a Avenida Doutor Ribeiro Magalhães que seria percorrida nos dois sentidos até à rotunda do Rotary Club. A ida começava em descida e acabava em subida e no retorno fazia-se o inverso.

O terceiro quilometro deste percurso era o mais complicado pois logo a seguir a esta subida no final da Ribeiro Magalhães, os atletas viravam à direita para uma subida acentuada rumo à câmara municipal e onde esta era em empedrado.

Percurso da prova foi equilibrado

Os atletas contornavam o jardim da Avenida da República e o pior do percurso estava ultrapassado. Com nova inclusão à direita, os atletas entravam na Avenida Agostinho Ribeiro e voltariam depois a fazer o retorno no sentido inverso e indo depois rumo à zona de meta.

Na minha opinião, o percurso da prova foi equilibrado com este a ser circunscrito a três, quatro ruas da cidade e com três pontos de retorno. Os pontos de retorno é algo que nunca gera opiniões unânimes entre os atletas devido ao corte de ritmo mas devido ao perfil da prova com vários pontos selectivos, acredito que os pontos de retorno não provocaram grandes efeitos no ritmo. A subida ao quilómetro três e oito foram os pontos onde se fez a maior selecção dos atletas no percurso.

Atendendo à hora da prova, o principal obstáculo colocado aos atletas não foi de todo o percurso mas sim o calor que se fazia sentir. Naquela hora, os termómetros marcavam temperaturas a rondar os trinta graus. Correr com uma temperatura assim nunca é bom mas a organização esteve muito bem a tentar combater esse handicap, algo que iremos falar mais à frente.

Hugo Santos
Hugo Santos do ACD S. João da Serra

Vencedores

Hugo Santos triunfa na competição masculina

A competição masculina da corrida de Felgueiras teve emoção até aos metros finais da prova e somente decidida na recta da meta. Na entrada dos últimos metros, Hugo Santos do ACD S. João da Serra e Vítor Oliveira do Maia AC vinham a marcar-se para o sprint final.

O atleta do ACD São João da Serra Hugo Santos vinha na dianteira a controlar a sua posição e assim conseguiu vencer a prova com um tempo de 29:01minutos. O atleta Vítor Oliveira do clube maiato terminou a prova a escassos quatro segundos. Na terceira posição e a seis segundos do vencedor ficou Pedro Cruz do CD São Salvador do Campo.

Marisa Barros domina competição feminina

Marisa Barros do Sport Comércio e Salgueiros deu bom seguimento à vitória na corrida Portucale do fim-de-semana passado e dominou a corrida de Felgueiras para a vencer de forma isolada com um tempo final de 32:50mintuos. Na segunda posição ficou Sónia Ferreira do UD Várzea com 33:54minutos e no terceiro posto, Carla Nunes do AD Lustosa com 38:28minutos.

Marisa Barros do Sport Comércio e Salgueiros

Vencedores por escalão

No que diz respeito à competição por escalões, em termos masculinos, os vencedores foram Lucas da Silva (Jun), Hugo Santos do ACD São João da Serra (Sen), Artur Rodrigues do GDC Guilhovai (M35), Davide Figueiredo do Figueiredos Runners & Friends (M40), Joaquim Figueiredo do CD São Salvador do Campo (M50) e José Monteiro do Centro PT Bairro Carcavelos (M60).

Na competição feminina triunfaram Sara Duarte do Sporting Clube de Portugal (Jun), Marisa Barros do Sport Comércio e Salgueiros (Sen) e Carla Machado do UD Várzea (F35).

Competição por equipas

No que toca à definição dos vencedores por equipas, na competição masculina, o triunfo foi para o CD São Salvador do Campo com 15 pontos e em femininos para o ACD São João da Serra com 44 pontos.

Camadas jovens

Na competição das diversas camadas jovens que abriram o evento, sagraram-se vencedores os seguintes atletas, João Nuno (Benj A Masc), Inês Pacheco do NBA Barrosas (Benj A Fem), Tiago Pinto do CA Estrelas de Marco Canaveses (Benj B Masc), Catarina Brito do Maia AC (Benj B Fem), João Bessa do UD Várzea (Inf Masc), Lara Sampaio do UD Várzea (Inf Fem), Ruben Pires do UD Várzea (Inic Masc), Diana Fernandes do CRDC Santiago (Inic Fem), Marco Magalhães do FC Vizela (Juv Masc) e Filipa Lopes do UD Várzea (Juv Fem). No colectivo por equipas, o triunfo foi para o UD Várzea.

Competição em cadeira de rodas

Em relação ao desporto adaptado, o vencedor da prova de cinco mil metros em cadeira de rodas foi Alberto Batista do NBA Barrosas com 14:09minutos. Na segunda posição ficou Filipe Carneiro da Associação de Boccia Luis Silva com 15:51minutos e no terceiro lugar, Fernando Mendonça do NBA Barrosas com 19:17minutos.

Mais um evento em que os atletas de cadeira de rodas foram inseridos

Opraticante.pt

A equipa de Opraticante.pt esteve representada por três atletas e cujas classificações foram as seguintes: Nuno Fernandes (73º escalão / 391º geral) – 53:15minutos, Patrícia Silva (32º escalão / 397º geral) – 54:32 minutos e Susana Rodrigues (33º escalão / 398º geral) – 54:33minutos.

Patricia Silva, Nuno Fernandes e Susana Rodrigues de Opraticante.pt

Prova com inscrição gratuita mas de grande valor

A corrida de Felgueiras não tinha qualquer taxa de inscrição mas o que apresentou de forma global em termos organizativos foi de grande valor. O secretariado do evento estava colocado perto do local de partida. O levantamento do dorsal teve algum tempo de espera pois havia duas filas, uma para levantar o dorsal e outra para levantar a t-shirt da prova.

Aos atletas era entregue o dorsal com chip e uma t-shirt técnica azul alusiva ao evento e após a prova, para além de um medalhão, os atletas recebiam um saco com lanche que tinha água, iogurte líquido, sumo, maçã, bolachas, croissant. Portanto, para uma prova gratuita, o que ofereceram aos atletas faz ver a muita prova com valor de inscrição a rondar 8/10 euros e que no final somente dão uma água e uma fruta.

Todas as provas decorreram com normalidade e onde desde o atleta mais novo até ao mais crescido, todos tiveram a sua hipótese de brilhar. Todas as provas tiveram acompanhamento de carro-cronómetro e de ambulância. Em todas as provas, o speaker de serviço esteve sempre a bom nível tanto a incentivar e promover os atletas bem como a pedir respeito para os que iam correr pedindo para saírem da estrada.

Hidratação não faltou e até os bombeiros ajudaram

Com mencionado, o calor esteve em destaque nesta prova. Com um extenso rol de provas a decorrer ao longo da manhã foi sem surpresa que se viu o atrasar da prova principal e o que devia começar por volta das 10:30 horas começou perto das 11 horas.

Poderá se dizer que correr em pleno mês de Julho com este calor é desumano mas só vai lá quem quer. Para tentar remediar a situação, a organização teve uma postura digna e de salutar ao ter colocado vários pontos de hidratação no percurso. Até mesmo antes da partida, forneceram águas aos atletas.

Quem quisesse um refresco “mais à bruta” também tinha essa possibilidade pois a meio da Avenida Doutor Ribeiro Magalhães estava colocado um autotanque dos bombeiros e com estes a darem um banho bem fresco a todos os atletas. Se na passagem da primeira volta, o banho não soube muito bem, já na segunda volta foi agradável.

Prova com contraste de ambientes

Nesta prova foi possível verificar o melhor e o pior do atletismo nacional. Na zona de partida/chegada viu-se um bom ambiente, com muita animação e incentivo entre os presentes. É sempre bom ver o apoio aos atletas mais jovens.

Durante a prova viu-se o pior com a prova no seu percurso a não ter qualquer apoio popular. É triste quando vamos correr a uma cidade longe de casa e sabemos que somos estranhos lá mas mais triste se fica quando se está a correr e somos olhados de um jeito de ser ainda ser mais estranhos.

Problemas no percurso

A principal lacuna a apontar a este evento está na distância do percurso da prova principal. Anunciada como sendo uma prova na extensão de dez mil metros, a verdade é que a distância final ficou curta e muito longe dessa marca.

O percurso não tinha placas informativas da quilometragem da prova.

Os pontos de retorno estavam bem isolados e em zonas com cruzamentos as autoridades estavam a trabalhar em conformidade. No entanto, foi visível em vários pontos ver residentes locais a atravessarem o percurso da prova.

Na segunda volta da prova, muitos dos participante da caminhada estavam a ocupar toda a faixa de rodagem. Foi visível ver muitos atletas a terem que fazer a principal subida da prova e a ter que fazer ziguezague por entre os caminheiros.

Destaque para os vários voluntários que estavam em prova a distribuir águas e que no final estavam a apanhar e a recolher da via as garrafas vazias.

Corrida de Felgueiras com recorde de adesão

Participando nesta prova pela primeira vez, foi com agrado que se viu uma prova com excelente organização. Sendo uma prova em Julho e com calor, o facto de a prova não ter uma taxa de inscrição ajudou certamente a que os atletas marcassem presença no evento.

Olhando a números, esta foi a edição da prova com maior número de atletas finalizadores com 426.

Na minha opinião, tirando os pontos que enumerei sobre o percurso e onde se deviam proceder a alterações, a corrida de Felgueiras é uma prova de grande valia e que merece a presença dos atletas.

Texto: Nuno Fernandes
Fotos: Desportave

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