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Monte da Padela mais que formal está a parte emocional

A Padela Natural Associação Promotora organizou o Hard Trail Monte da Padela by Compressport nas distâncias de HTMP25: 25 km D+ 1 800m; HTMP20: 20 km D+ 1 300m; HTMP15: 15 km D+ 990m; Júnior Trail: várias distâncias e Caminhada no dia 3 de junho de 2018.

Hard Trail Monte da Padela

A prova do Hard Trail Monte da Padela volta a contar para a Liga Allianz Running by Record e agora como prova de homologação para o calendário de skyrunning da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal.

Mais do que a parte formal da coisa está a parte emocional… Há muito que ouvia falar desta prova, a prova do coração da minha querida amiga carina Verde.

Este ano, decidimos faze-la sem a companhia da Carina Verde que se encontra encostada às boxes, já há algum tempo devido a uma lesão mas convencidos de que iriamos de alma e coração representá-la bem como o seu companheiro de vida e de corridas, Marco Santos.

Partimos no sábado em direção a Vila Praia de Âncora, onde dormimos. Eu já conhecia, aproveitei para, de forma muito rápida, mostrar os encantos daquele paraíso à beira-mar plantado ao Pedro.

Foto: JCP 1960 Fotografia

O dia da prova da Hard Trail Monte da Padela

Já no domingo, pelas 6 horas e 30, toca o despertador e preguiça imperava. De um salto lá nos levantamos, preparar as coisas e rumar a Viana do Castelo, Barroselas para ser mais especifica. Chegamos cedo, fácil estacionar e poucos atletas deambulavam pelo local: as Piscina Municipal de Barroselas. A t-shirt é lindíssima, tive ainda direito a copo telescópico.

O Pedro seria o primeiro a partir no autocarro, pouco passava das 8 horas para o local onde se daria a partida, a Igreja de S. Martinho, em Balugães. Sendo que o autocarro onde iria eu e o Marco para a partida dos 15 quilómetros só partia às 9 horas, começamos por ir ver as barraquinhas .

Preparadas as coisas, lá partiu o autocarro. Chegados à Igreja de S. Martinho, ainda vimos o pessoal dos 20 km a partir. Lugar bonito. Alongamentos feitos, o Marco foi aquecer e eu decidi entrar na Igreja.

De volta à meta, o speaker João Carvalho Joca lá fez a contagem e partimos nós todos contentes.

Foto: Reflex Studio

15 Km’s

Começamos sempre a subir, uma parte em single track e lá íamos todos a caminhar em filinha indiana J A paisagem ao fim de cada subida era muito bonita. Infelizmente, também aqui passamos por alguma mata queimada.

O Marco já me tinha dito que havia aqui, poucos trilhos traçados, que teríamos de ser nós a desbravar caminho e assim foi. Por entre pedras, rochas, paus, erva. Lá íamos colocando os pés quer nas descidas quer nas subidas. Por falar em descidas, a dada altura, pouco antes do 1º abastecimento, de referir a descida com rochas no chão, uma descida técnica que exigia atenção e cautela devido ao perigo aos que são propícios a quedas: Eu ??

Foto: JCP 1960 Fotografia

Não posso deixar de mencionar, também a quantidade de apoio que tivemos ao longo de toda a prova. Havia organização em tudo quanto era sitio, senti-me segura e acarinhada a cada bom dia, a cada palavra de incentivo, a cada presença. O percurso muito bem marcado e os abastecimentos muito recheados.

A dada altura apanhamos uma rocha, junto ao rio que parecia nascer das próprias rochas, uma atleta terá mesmo caído, valeu-nos um outro atleta que, com o bastão, nos puxava.

Laje Preta

A Laje negra

O segundo abastecimento, antes da Laje Negra tinha, pasmem-se, bolas de Berlim.

Quanto à Laje negra, uma rocha gigante, sempre a subir com apoio de cordas. Obrigada à Carina e à Joana que estavam lá a dar apoio, sorrisos e motivação.

Foto: Reflex Studio

Up Hill

Descemos durante algum tempo e aparece a também famosíssima Up Hill, lembro me de perguntar cá em baixo a apontar quase para o céu se era “SÓ” até ali e o senhor me dizer que só tinha que levantar o braço mais um bocadinho. Meu Deus. Que subida era aquela?? Mais, não acabava nunca! Ao fim da subida, tinha outra e outra. Ninguém merece.

Chegados ao último abastecimento após esta Up Hill infernal e interminável, faltavam apenas, sensivelmente, 4 quilómetros. Mas aqui as pernas já prometiam caibras. Vamos lá, disse para mim mesma.

O Doloroso mas divertido cruzar da meta

Apanhei, pelo caminho um senhor, Celso Gomes, da Juventude Cortegacense. Lá fomos, ora eu o ultrapassava, ora ele me ultrapassava. Fomos embalados na descida em alcatrão que ajudava a soltar as pernas. A dada altura eu paro. O atleta Celso parou também para me dar ânimo e me dizer para não parar agora. Uma rapariga diz-me que faltam menos de 200 metros.

Sílvia Gomes a chegar à meta

Recomeçamos a correr. Vejo o Pedro que já tinha chegado dos 25 km. Acompanha-me até à meta e deixa-me ir… ainda me lembro de pensar que agora sim percebia o motivo pelo qual a Carina me disse que cruzar a meta teria que ser de cambalhota, a meta ficava logo a seguir a uma rampa.

Só que… mesmo antes de começar a rampa dá-me as cãibras que andavam a prometer nos dois adutores. Não conseguia mexer-me um musculozinho sequer. E tudo aconteceu tão rápido… o Sr. Celso parou a par comigo e não saiu dali, Muito muito obrigada, não tenho palavras sequer.

Um senhor que estava ali o lado veio fazer-me massagens às pernas, o nosso querido speaker estava lá em baixo a fazer da situação aquilo que de facto ela era, a joking. Eu já não sabia se havia de chorar com dores ou rir com todo o ridículo da situação.

A meta estava ali e eu parada, imobilizada, cheia de caibras. O Celso ficou comigo ate ao fim, ajudou-me a descer e cruzou a meta comigo. Parabéns grande atleta pelo coração que, calculo, deve ter.

Claro que quando cruzei a meta o Joca veio falar comigo e com o Pedro que entretanto também se me juntou e brincou um bocadinho com a situação. Mais uma vez a organização foi impecável, vieram perguntar se precisava de algo, disponibilizaram tudo e mais alguma coisa. Espetacular mesmo.

O Pedro salientou ainda o apoio de todas as pessoas que se juntavam em alguns pontos apenas a dar-nos apoio, motivação, palmas. Obrigada a todos eles.

Vim a saber que o Marco também passou al e até chegou a pensar desistir, ainda bem que não o fez porque ele sim é grande atleta e apesar de não estar nas melhores condições físicas, acabou a prova e ficou bem classificado.

Amiga Carina Verde, valeu cada segundo, obrigada por me injetares esta vontade de fazer este trail, valeu tanto a pena.

O balneário onde tomamos banho era grande, limpo, água quente. Tudo impecável também. Tivemos ainda direito, para além do abastecimento final a uma bifana e bebida.

Pedro Lopes – Foto: José Amaro Fotografia

Nossos Resultados

Pedro – 25 km – 11º Geral 03:10:39 – 8º Escalão Sénior Masculino
Marco – 15 km – 6º Lugar – 01:39:44 – 5º Lugar Sénior Masculino
Eu – 15 km – 84º Lugar – 02:23:27 – 4º Lugar Sénior Feminino

Marco Santos – Foto: Filipe Puga

Resultados Gerais

25 km – 62 atletas

Masculino

1º Morgan Elliott – Alexandra Carvalho Team – 02:24:13
2º José Domínguez – Edv-Viana Trail – 02:49:00
3º Humberto Vara – individual – 02:51:39

Foto: JCP 1960 Fotografia

Feminino

1ª Rosa Nogueira – individual – 03:57:01
2ª Mariana Ballester – Trail-Running.Pt – 04:01:47

Foto: Reflex Studio

20 km – 79 atletas

Masculino

1º Jorge Pereira – Ozxtreme/Adcrpereira – 02:00:27
2º José Pereira – Ozxtreme/Adcrpereira – 02:01:44
3º Francisco Fontelo – Padela Natural Team – Fisiofreixo – 02:04:25

Feminino

1ª Sabina Marques – Clube De Montanha Alto Trilho – Javalis – 02:35:37
2ª Daniela Barreto – Olímpico Vianense Trail – 02:41:21
3ª Natália Martins – Olímpico Vianense Trail – 02:42:04

Carla Amorim 1.ª Classificada F40 – Foto: Manuel Felgueiras

15 Km – 197 atletas

Masculino

1º Rafael Adriano – Padela Natural Team – Fisiofreixo – 01:32:29
2º Paulo Moreira – C.C.Recreativo de São Martinho – 01:33:41
3º Augusto Leitão – Alexandra Carvalho Team – 01:34:41

Foto: Radio Geice FM – Ricardo Sousa

Feminino

1ª Elisabete Alves – individual – 01:56:49
2ª Maria Gonçalves – individual – 01:59:53
3ª Isabel Cunha – Cerveira Team Running – 02:04:48

Foto: Reflex Studio

Texto: Sílvia Gomes – Correio de Albergaria Trail Running
Fotos: Filipe Puga/ JCP 1960 Fotografia / José Amaro Fotografia / Manuel Felgueiras / Radio Geice FM / Reflex Studio.

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