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Muralhas de Valença um misto de trail e corrida urbana

Foi em Valença, nas muralhas de Valença, da Praça Forte de Valença, que se realizou o 1º Trail Urbano das Muralhas de Valença, numa organização de Alexandre Rodrigues conjuntamente com a Câmara Municipal de Valença.

Valença

As origens de Valença são muito antigas, admitindo-se como provável a presença de comunidades humanas neste território desde a pré-história. Efectivamente, os diversos vestígios arqueológicos aqui descobertos revelam-nos como este sempre foi, desde a alta antiguidade, um local propício à fixação humana – em grande medida devido aos diversos recursos naturais que aqui se encontram disponíveis.

Trail Urbano das Muralhas de Valença

No dia 8 julho ocorreu a prova Trail Urbano das Muralhas de Valença, Muralhas também conhecidas por Praça Forte de Valença, uma prova urbana dentro das muralhas e alguma montanha fora dela.

O Trail Urbano das Muralhas de Valença nasceu da ideia de tornar mais visível a beleza das muralhas de Valença e as paisagens que estas proporcionam sobre o centro histórico. No fundo, trata-se de fazer uma simbiose entre o património construído em Valença e a atividade física.

Uma prova que contou com 150 participantes inscritos, alguns do pais vizinho da parte da Galiza que faz fronteira com Valença.

O Trail Urbano das Muralhas de Valença teve partida dentro das muralhas as 9h 30 com 2 percursos a escolha pelos atletas , percorreram 8 km e 12 km.

Um dos mais belos percurso urbanos do nosso país, sendo também uma das Muralhas melhor conservadas da Europa e com vista para o Rio Minho e Espanha.

O percurso foi constituído por vários tipos de piso, sendo maioritariamente em relva e terra batida, mas também lajetas de granito, paralelo e pela ecopista que contorna uma das partes da Muralha.

Aqui fica a classificação dos atletas que ocuparam os pódios nas duas distâncias

8 Kms

Pedro Rodrigues foi o vencedor percorrendo a distância em 49m42s, João Morgado – 42;53 foi o 2º e em 3º Mário Braga – 45;21.

No sector feminino venceu Alejandra Sanroman – 49;37, seguida de Irene Carrera – 50;10 e Susana Mendez – 59;54, respectivamente 2ª e 3ª classificada.

12 kms

Pódio geral 12 kms

Manuel Bessada – 49.42 foi o 1º classificado, Rúben Veloso – 50.42, subiu ao lugar imediato no pódio e Paulo Fonseca – 52.01, completou o pódio.

Yolanda Rivas foi a melhor feminina com 01h00m, nas posições imediatas classificaram-se Paula Costa – 01h01 e Isabel Cunha – 01h10.

Pódio geral 12 kms

Restantes escalões

8 kms ( 35 atletas terminaram )

Pedro Rodrigues – 42;53 – Sénior, Irene Carrera – 50;10 – Sénior, João Morgado – 43;20 – M40, Maria Garcia – 48;48 F40

12 kms ( 69 atletas terminaram )

Manuel Bessada – 49;42 – Sénior, Paula Costa – 1:01;12 – Sénior, Paulo Fonseca – 52;01 – M40, Yolanda Ribas – 1:00;33 – F40

 

OPraticante.pt com dobradinha no trio que o representou

Nesta prova os atletas que representaram o projecto de OPraticante.pt estiveram em bom plano, Rúben Veloso e Paula Costa em representação de OPraticante.pt / CAAV obtiveram no Trail Urbano das Muralhas de Valença um honroso segundo lugar da geral tanto masculino, como feminino, com o Rúben a ser também 2º do escalão sénior, e a Paula 1ª do escalão sénior, também ainda em representação de OPraticante.pt / Hora do Lobo esteve Duarte Barbosa, obtendo um dignificante 9º lugar da geral / 5º do escalão M40, a estes que nos representaram e a todos os participantes felicita OPraticante.pt pela prestação conseguida

Resultados completos.

Visualiza mais fotos do evento.

Até para o ano Valença do Minho!!!!

 

Muralhas de Valença

Também são conhecidas, e com um nome mais apropriado e sofisticado, como a Praça Forte de Valença. É com este nome que realmente aparece nos documentos oficiais. Realmente este nome surgiu como uma pequena fortificação, nos finais do séc. XII e princípios do séc. XIII, para defesa da povoação e da travessia daquele trecho do rio Minho, uma vez que está incorporado na raia Portuguesa com a Galiza.

Entretanto, mais tarde, no contexto da Guerra da Restauração da Independência Portuguesa, esta fortificação foi inteiramente reformada pela mão do francês Miguel de L`École, reconstruindo muros para abraçar o perímetro estendido da Vila, e erguidas novas estruturas abaluartadas entre os quais:

Coroada com três baluartes (Santa Ana, Santa Bárbara e São Jerónimo) e dois meios baluartes (São José e Santo António). Foram abertos novos fossos, sobre os quais se ergueram relevos em talude. Revelins para defesa de algunas cortinas,

E finalmente a abertura de sete novos baluartes, tais como: Carmo, Esperança, Faro, Lapa, São Francisco, São João e Socorro.

Já no séc. XIX esta fortificação continuou a ter o seu plano de relevo, começando pela Guerra Peninsular, após uma denotada resistência caiu nas mãos das tropas Napoleónicas, em que fizeram explodir a porta do Sol. Continuando com as Guerras Liberais, em que aclamou o Rei D. Miguel, tendo sido recuperado pelos Liberais.

Considerado como a mais importante fortificação do Alto Minho, tendo sido objecto de várias intervenções de conservação e restauro ao longo do séc. XX, as estruturas chegaram até aos dias de hoje no mais perfeito estado de conservação.

 

Esta fortificação está na lista como Monumento Nacional.

Agora estar atento porque foi anunciada pela organização a realização de outro evento dentro de Muralhas de outro Monumento Nacional, para te inscreveres e viveres a aventura.

Texto: Rúben Veloso
Fotos: Organização

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