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Nuno Lopes e Catarina Ribeiro vencem São João do Porto

A RunPorto levou a cabo este Domingo (18) mais uma edição da Corrida de São João do Porto que este ano tinha como principal patrocinador o banco Santander Totta.

A prova que este ano celebrou a sua “maioridade” já que era a 18ª edição apresentava como maior destaque a mudança de local de partida e chegada para o Jardim do Cal, em vez do Jardim do Passeio Alegre.

Corrida de São João do Porto

A prova principal tinha a extensão de quinze quilómetros e a mini corrida/caminhada associada tinha uma extensão de oito quilómetros.

O percurso da prova apesar da mudança acima mencionada mantinha o mesmo trajecto das edições transactas.

Os atletas após o tiro de partida tinham uma passagem no Jardim do Passeio Alegre, ida à Avenida do Brasil, consequente retorno, passagem na meta com ida à Alfândega, via Cais das Pedras e novo regresso para a meta.

O percurso era quase todo ele em plano e os únicos pontos que podiam causar problemas aos atletas eram as ligeiras subidas na Avenida do Brasil e junto à Alfândega e alguns segmentos de empedrado.

Na verdade, o principal obstáculo que os atletas tiveram pela frente nesta prova não estava no percurso em si, mas nas condições climatéricas em que a prova decorreu.

O aviso tinha sido dado de véspera, que o calor se ia fazer sentir durante a prova.

A temperatura não esteve elevada durante a prova, mas o sol que acompanhou os atletas era o chamado “sol de trovoada” que ia moendo os atletas aos poucos e os fazendo desgastar.

Como é normal neste tipo de condição climatéricas, a humidade estava muito elevada.

Prova com um grande número de atletas de topo

Sector masculino

Sendo a corrida de São João uma corrida de enorme tradição e com bons prémios monetários, o lote de atletas de calibre presentes era notório.

No sector masculino, destaque para os atletas do Sporting CP, Rui Pedro Silva, José Moreira e Pedro Ribeiro, Miguel Ribeiro do Olímpico Vianense, Rui Muga do Clube Académico De Mogadouro e ainda para os vencedores de duas meias maratonas com destaque na zona norte Nuno Lopes do Centro Atletismo De Seia que venceu em Cortegaça e o brasileiro Paulo Paula que venceu em Barcelos.

Sector feminino

No sector feminino, a competição ia ser marcada com base na ressaca da Taça da Europa de 10.000 metros que aconteceu a semana passada em Minsk e que teve Sara Moreira como grande vencedora.

Sara Moreira e Catarina Ribeiro

A atleta do Sporting CP que garantiu na Bielorrússia os mínimos para os Mundiais foi uma confirmação de ultima hora para a corrida do Porto e juntou-se a Catarina Ribeiro, Inês Monteiro do Centro Atletismo De Seia que tinha triunfado na Meia Maratona de Cortegaça e Daniela Cunha do Sporting CP que venceu a prova do ano passado e que também esteve a competir em Minsk.

Assim, a competição da prova feminina ia desenvolver-se no sentido de se as atletas do Sporting CP iam conseguir recuperar do desgaste da Taça da Europa e estar na luta pela vitória e assim poder dar luta a Catarina Ribeiro que partia como a grande candidata à vitória.

Os vencedores

Nuno Lopes vence ao sprint Paulo Paula

A competição masculina foi rica em emoção e somente foi decidida na recta da meta.

À passagem pelo quinto quilómetro já o grupo de candidatos era longo e já tinha diferenciado da restante competição e a promessa de luta até final estava anunciada.

 

O vencedor da prova foi Nuno Lopes do Centro Atletismo De Seia (46:08) que bateu ao sprint na linha de meta Paulo Paula (46:09). Na terceira posição ficou Miguel Ribeiro do Olímpico Vianense (46:38).

 

Na competição por escalões masculinos, os vencedores foram Nuno Lopes (M20) Paulo Paula (M35), Paulo Gomes do G.D.C. Guilhovai (M40), Davide Figueiredo do Figueiredo´S Runner´S And Friends (M45), Joaquim Figueiredo do Figueiredo´S Runner´S And Friends (M50), Joaquim Silva do Carcavelos Synergie (M55) e Casimiro Galhardo do Carcavelos Synergie (M60).

Catarina Ribeiro vence confortavelmente e Sara Moreira desiste

No sector feminino, a disputa prometia ser interessante mas não passou da promessa à prática.

Na passagem do quinto quilómetro, já Catarina Ribeiro liderava a prova com autoridade e com margem para Sara Moreira.

O domínio da segunda classificada na maratona do Porto em 2016 foi evidente em toda a prova e venceu isolada a mesma com um tempo final de 50:55. Na segunda posição ficou Inês Monteiro do Centro Atletismo De Seia (52:07) e na terceira posição Daniela Cunha do Sporting CP com 53:00.

Destaque ainda para a desistência de Sara Moreira que no decorrer da prova sentiu uma dor que obrigou a abdicar da competição.

Na competição por escalões femininos, as vencedoras foram Catarina Ribeiro (F20), Inês Monteiro (F35) Elisabete Lopes do Nucleo Atletismo das Taipas (F40) e Lídia Pereira do G. D. R. Granja – Trutas Do Mau (F45)

Abastecimentos com água quente não dignificam a corrida

Fica bem aos promotores da prova virem anunciar para a televisão e para as redes sociais que devido ao calor que se ia fazer sentir iam ser aumentados os pontos de abastecimento e que as águas iam ficar a refrescar a noite toda em camiões refrigeradores.

O aumento dos pontos de abastecimento em tais condições é sempre bem-vindo o que não é bem-vindo são as águas dadas aos atletas nesses pontos estarem quentes.

Nos cinco pontos de abastecimento onde este simples participante na prova que vos escreve passou, não recebeu uma única garrafa de água fresca.

Tal como eu me queixo muitos foram aqueles que se queixaram.

A pergunta que se faz neste momento é, de que vale colocar a água a refrescar se depois fica a aquecer na beira da estrada durante horas?

Mas no final o que vai ficar é a impressão final já que após a prova havia cerveja para os participantes à descrição.

Este é o principal ponto negativo para esta prova

Queria também destacar algo que constatei na prova. O abastecimento ao quilómetro dez acontecia pouco antes da entrada do viaduto do Cais das Pedras, dado o número de garrafas que estavam no chão do viaduto, pergunto-me quantas garrafas acabaram por cair ao Rio Douro. Terem colocado o abastecimento uns quinhentos metros antes não tinha sido mal pensado.

Deixo também uma sugestão aos organizadores da prova. O local de partida foi alterado para o Jardim do Calem presumo por questões de logística e de melhores acessos para a prova, sugeria que na próxima edição colocassem alguns autocarros para levar os participantes para o local tal como fazem na Meia Maratona que tem nesse local a sua chegada.

Em resumo, a Corrida de São João do Porto Santander Totta teve um total de 2486 finalizadores.

Texto: Nuno Fernandes
Fotos: RunPorto

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