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Sporting Clube Portugal domina Meia Maratona de Ovar

Começou o mês de Outubro e este é por norma um mês forte no atletismo nacional com várias provas de relevo a acontecerem no país. Passando pela maratona de Lisboa, meias maratonas e até provas clássicas, Outubro é um dos meses mais aguardados pelos atletas. Para abrir da melhor forma o mês, nada melhor que uma das meias maratonas com mais tradição em Portugal e a mais doce, a meia maratona de Ovar, que o Sporting Clube de Portugal dominou.

Foto: Caldas de S.Jorge Sport Clube

Meia Maratona de Ovar

A meia maratona de Ovar celebrou este ano de 2018 a sua trigésima edição aconteceu no Domingo (7) de Outubro pelas 10h00 horas em Ovar e foi uma organização da AFIS/OVAR – Atletas Fim-de-semana com o apoio da Câmara Municipal de Ovar, União de Freguesias de Ovar, São João, Arada e S. Vicente Pereira Jusã, Federação Portuguesa de Atletismo e Associação Atletismo de Aveiro.

Na manhã desportiva estava um vasto leque de actividades, duas provas competitivas, a prova rainha que dá nome ao evento e a corrida do Azulejo na distância de dez quilómetros e duas provas sem carácter competitivo, a caminhada cidade de Ovar na distância de oito quilómetros e a mini maratona Correr pela vida / Não à droga para todos os jovens dos 9 aos 16 anos na distância de 1500 metros.

Foto: Caldas de S.Jorge Sport Clube

A equipa de Opraticante.pt esteve presente no evento e agora apresentamos todas as notas sobre a forma como este decorreu.

Percurso misto ideal para boas marcas

A meia maratona de Ovar tem partida e chegada no Largo 5 de Outubro e desenrola-se num percurso misto que envolve passagens na cidade, junto à floresta, à praia e à ria de Aveiro.

Os primeiros seis quilómetros de prova desenrolam-se dentro da cidade de Ovar com duas voltas de três quilómetros pelas ruas adjacentes ao centro e que envolvem passagens junto da câmara municipal e da igreja matriz. Este segmento de prova é talvez o mais fácil pois os atletas vão ainda juntos e sente-se muito o apoio popular, pelo que “nem se sente” os quilómetros a passarem.

O próximo segmento da prova é o segmento da floresta, onde os atletas seguem pela via exterior à cidade junto à floresta. Este segmento prolonga-se até ao quilómetro onze da prova e é quase todo em terreno de ligeira descida e onde dava para os mais aventureiros “embalar”. O próximo passo da prova era a ida e volta à praia do furadouro que cujo andamento só ficou marcado pelo forte vento que se fazia sentir no local.

Foto: Caldas de S.Jorge Sport Clube

Último segmento e o mais difícil de prova

O último segmento e o mais difícil de prova é uma ida perto da Ria com novo segmento de ida e volta que faz mossa a nível psicológico. Os dois últimos quilómetros de prova também exigem do psicológico e do físico dos atletas já que é uma longa recta sempre na linha do horizonte e com duas pequenas subidas disfarçadas que castigam os atletas.

No que toca à corrida do Azulejo, o percurso envolve uma só passagem no centro da cidade e excluí a ida à praia do furadouro e junto da Ria.

Os dois percursos são muito equilibrados e com todas as condições para se obterem grandes marcas.

A meia maratona de Ovar teve um domínio claro dos atletas do Sporting Clube de Portugal que colocou atletas em duas posições do pódio tanto no sector masculino como feminino.

Foto: Caldas de S.Jorge Sport Clube

Nuno Lopes bisa na Meia Maratona de Ovar

O grande vencedor da 30ª meia maratona de Ovar foi Nuno Lopes. O atleta leonino terminou a prova de forma isolada com 1h03m57s. Este foi o melhor tempo obtido nesta prova desde 2009 e foi a segunda vitória para o atleta que tinha vencido em 2016 a prova ao representar o Seia. A completar o pódio ficaram Rui Pinto do Sport Lisboa e Benfica com 1h04m51s e Licínio Pimentel do Sporting Clube de Portugal com 1h05m0s.

Maratona de Ovar
Foto: Alfredo Nata

Dobradinha para o Sporting Clube de Portugal em femininos

A vertente feminina da prova viu as atletas do Sporting Clube de Portugal, Catarina Ribeiro e Inês Monteiro a dominarem a prova e a discutirem a vitória entre si, A vitória sorriu para a primeira com um tempo final de 1h11m09s e com Inês Monteiro a ficar a 25segundos. A fechar o pódio e a mais de três minutos ficou Carta Martinho do Recreativo Desportivo de Águeda com 1h14m16s.

Foto: Caldas de S.Jorge Sport Clube

Vencedores por escalão

A prova teve vencedores por escalão e os vencedores foram os seguintes:

Em masculinos venceram Nuno Lopes do Sporting Clube de Portugal (Seniores), Licínio Pimentel do Sporting Clube de Portugal (M40), Paulo Gomes do GDC Guilhovai (M45), Antonio Fernandes do GDC Guilhovai (M50), João Pereira do Afis/Ovar (M55) e Pedro Terra do Serviços Sociais do Pessoal do Município de S. João da Madeira (M60).

Em femininos triunfaram Catarina Ribeiro do Sporting Clube de Portugal (Seniores) e Clarisse Cruz (F40).

Foto: Caldas de S.Jorge Sport Clube

Corrida do Azulejo

Brad Bickley vence competição masculina

O grande vencedor da segunda corrida do Azulejo foi Brad Bickley que terminou a prova de forma isolada com um tempo de 32:18min. Na segunda posição ficou Sérgio Teixeira do Núcleo de Atletismos de Cucujães com 33:18min e a fechar o pódio Davide Figueiredo do Figueiredo Runners and Friends com 33:28min.

Grecas domina competição feminina

Na vertente feminina desta prova, o Grecas colocou duas atletas nas duas primeiras posições. A vencedora da prova foi Patrícia Oliveira com 38:31min e na segunda posição ficou Ana Margarida Lopes com 38:45min. A fechar o pódio ficou Andreia Cunha com 39:08min.

Foto: Caldas de S.Jorge Sport Clube

Vencedores por escalão

A prova teve vencedores por escalão e os vencedores foram os seguintes:

Em masculinos venceram Brad Bickley (Seniores) e Davide Figueiredo do Figueiredo Runners and Friends (M40)

Em femininos triunfaram Patrícia Oliveira do Grecas (Seniores) e Helena Sampaio do Afis/Ovar (F40).

Opraticante.pt

A equipa de Opraticante.pt esteve representada no evento por Nuno Fernandes que terminou a prova em 2h0min42s – (1220º geral / 341º seniores).

Nuno Fernandes – OPraticante.pt

Prova com organização irrepreensível

O ano passado, estive pela primeira vez neste evento, mas somente participei na corrida do Azulejo e na altura já tinha ficado impressionado com o ambiente vivido e decidi que voltaria este ano mas para participar na meia maratona.

Com uma organização a cargo da AFIS/OVAR- Atletas Fim-de-semana. de inicio a fim só podemos elogiar toda a dedicação que colocam nesta prova. De princípio a fim do evento não tenho qualquer falha a apontar.

A organização colocou sexta-feira e sábado para levantar o dorsal da prova e a possibilidade de levantar no dia. Dado ser uma prova com grande tradição, muitos atletas de longe da cidade levantam o dorsal no dia e como tal já é habitual a longa fila de espera no salão paroquial. No espaço, o levantamento decorreu de forma expedita.

No levantamento do dorsal somente recebeu-se um saco plástico com uma t-shirt técnica azul alusiva à prova e o dorsal com chip. No que toca às restantes ofertas, irei falar mais à frente.

Foto: F.A.P Fotos Atletismo Pista

Partida e chegada da prova

A partida e chegada da prova acontece no centro da cidade de Ovar que não fica muito longe do salão paroquial e era notória a agitação no local tanto por parte dos atletas que procediam ao aquecimento e também por parte dos habitantes locais que se percebe que têm o gosto pelo atletismo e cedo colocam-se nas beiras da estrada para apoiarem os atletas.

No local, a organização colocou todas as valências para uma prova decorrer em condições. Tendas com espaço de massagem, guarda-roupa, espaço médico. Todo o espaço estava vedado, havendo no final separação do espaço para a meia maratona e para a corrida do azulejo. A linha de partida estava devidamente vedada e com o espaço da caminhada separado das corridas, o ano passado foi visível ver caminheiros misturados com quem ia correr.

Foto: F.A.P Fotos Atletismo Pista

Apresentação do percurso

No que toca à apresentação do percurso, mais uma vez bem a organização. Colocou de abastecimentos de água e esponjas molhadas a cada cinco quilómetros de prova na meia e um abastecimento ao quinto km na corrida do azulejo. Aqui mais uma vez, melhorias em relação ao ano transacto onde a corrida do azulejo teve somente abastecimento num ponto tardio da prova e faltaram águas no ultimo abastecimento da meia maratona aos atletas mais lentos.

Todos os cruzamentos do percurso estavam devidamente isolados por autoridades. A quilometragem esteve toda assinalada por placas informativas e em alguns pontos do percurso, um elemento da organização junto à placa da quilometragem indicava o tempo decorrido de prova.

Foto: Margarida Mares

Após a prova, não havia longas filas para receber o abastecimento final, o espaço estava todo vedado e nota para a presença de bombeiros prontos a ajudar os atletas mais necessitados.

Deixaria somente duas sugestões, colocarem mais wc’s portáteis em locais perto da partida, pois com tanta afluência de público, foi recorrente ver durante o aquecimento atletas ou a correrem para casas de banho de cafés locais ou então encostados às paredes de casas perto dali, o que não e bonito nem higiénico. A outra sugestão é nas ruas mais apertadas da cidade por onde passa a prova, retirarem os carros da berma.

Foto: Caldas de S.Jorge Sport Clube

Excelente leque de ofertas aos atletas

Algo que fiquei impressionado com a meia maratona de Ovar foi com a ofertas recebidas pelos atletas. Como disse em cima, no levantamento do dorsal recebia-se o dorsal e uma t-shirt técnica. Os grandes presentes vinham após a prova. Os participantes da corrida do azulejo recebiam uma medalha finisher já os da meia maratona recebiam o já conhecido prato alusivo à prova. Para além disso, os atletas recebiam o abastecimento de águas e fruta, um mini pão-de-ló de Ovar e ainda um saco cheio de ofertas com queijos, frutos secos, iogurtes, sumo, achocolatado, bolachas e barras de cereais.

Para um preço de inscrição na meia maratona de dez euros e na corrida do azulejo de oito euros, atrevo-me a dizer que o que os atletas receberam é do melhor que se vê em provas nacionais. Em muitas provas que participei, pelo menos na região norte do país, não me lembro de ter recebido um número tão grande de ofertas. Faz ver a muitas provas com preços de inscrição escandalosos e que no final dão a medalhinha, a águazinha e uma palmadinha nas costas.

Foto: Caldas de S.Jorge Sport Clube

Bom ambiente em Ovar

Logo que se chega a Ovar sente-se logo que irá decorrer na cidade uma prova de grande nível. Sente-se isso pelo número de atletas presentes, pela sua azáfama em levantar o dorsal e preparar-se para a prova e sente-se também a euforia por parte dos habitantes locais que desde cedo enchem as ruas da cidade. De notar que a caminhada adjacente à prova teve centenas de participantes o que é sempre algo de salutar pois desporto não é só correr, caminhar também faz bem e estava uma manhã perfeita para se fazer exercício físico.

Ouvi em jeito de brincadeira um atleta dizer durante a prova que esta podia acontecer dentro da cidade com várias voltas que não se importava e até se pode dar razão a ele. Os primeiros quilómetros da prova dentro da cidade decorrem com uma grande animação, a cada passagem em cruzamentos, as pessoas estão aglomeradas nas ruas a apoiarem, há bandas de música a tocarem, muitos são os conhecidos a apoiarem-se, há crianças na berma da rua a pedirem hi5`s, o coração fica cheio de alegria.

É esse apoio popular que nos faz animar no regresso à meta pois junto à praia do Furadouro, a rua está apinhada de gente dos dois lados a aplaudirem e a incentivarem e são as gentes de Ovar que nos últimos quinhentos metros de prova nos incentivam a acelerar na descida para a meta e terminar a prova. Assim vale a pena correr!

Foto: Caldas de S.Jorge Sport Clube

Meia Maratona de Ovar 2018 tem quebra de participação

Por mais qualidade que o evento tenha tido tanto a nível de organização como de resultados, os números não mentem e com um total de 1380 finalizadores na meia maratona, este foi o pior valor de afluência da prova desde 1997 que teve na altura 1247. O ano passado tinha sido de 1749. Por outro lado, a corrida do Azulejo teve um aumento em relação à edição inaugural, passando dos 333 para 470 finalizadores.

O que pode ter explicado esta quebra de participação? Mais pessoas optaram pela corrida dos dez quilómetros, em Leiria aconteceu à mesma hora a primeira meia maratona da cidade, há também a proximidade da meia maratona de Lisboa que acontece na próxima semana, ou simplesmente surgiram outros desafios que os atletas preferiram.

Mas como diz o ditado, só faz falta quem está e quem esteve certamente saiu do evento com uma excelente impressão sobre o mesmo. Uma organização que não descurou nenhum pormenor da prova, pessoalmente achei que tudo correu bem e levo uma excelente impressão já que tenha sido no secretariado, durante a prova nos abastecimentos e no final da prova, todos os elementos da organização foram de uma simpatia única e a saber tratar os atletas com o respeito que merecem.

Texto: Nuno Fernandes
Fotos: Cedidas por Alfredo Nata / Caldas de S.Jorge Sport Clube / F.A.P Fotos Atletismo Pista / Margarida Marques

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