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Bandeira, irmãos conquistam títulos nacionais de DHI

Gonçalo Bandeira (Miranda Factory Team) e Margarida Bandeira (Montanha Clube/LouzanPark) conquistaram na Penha, Guimarães, os títulos nacionais de elite de Downhill (DHI).

Na mítica e renovada pista de Downhill da Montanha da Penha foram atribuídos os títulos de Campeões Nacionais em todos os escalões etários.

O Campeonato Nacional de Downhill foi promovido pela Associação de Ciclismo do Minho e pela Federação Portuguesa de Ciclismo com o apoio da Câmara Municipal de Guimarães e da Irmandade da Penha, entre outras entidades.

Bandeira

Irmãos Bandeira conquistam títulos nacionais de DHI

Apesar de ainda ser júnior, Gonçalo Bandeira continua a dar cartas no panorama nacional do DHI.

Tal como já tinha feito no arranque da Taça de Portugal, conseguiu o melhor registo absoluto, o que lhe garante o título nacional de elite.

O corredor lousanense fez a descida final em 2:07.719, melhor marca do Campeonato Nacional de Downhill disputado na Penha.

Sabia que tinha uma forte concorrência, principalmente, do Francisco Pardal, meu amigo e colega de treino.

Fiquei muito satisfeito por ter alcançado o meu objetivo, vencendo na minha categoria e obtendo o melhor tempo da prova o que me permitiu conquistar a camisola de Campeão Nacional”, afirmou Bandeira.

Bandeira
Gonçalo Bandeira

O atleta da Lousã reconheceu que a pista de Downhill da Penha não é muito ao seu estilo mas que partiu determinado em conquistar a vitória.

É uma pista curta em que qualquer pequeno erro nos rouba logo dois, três segundos.

De resto, é uma pista muito divertida e muito boa”, salientou o atleta.

Bandeira
Gonçalo Bandeira

“Sentimento agridoce”

O elite Francisco Pardal (BlackJack Factory Racing) foi o segundo mais lesto, gastando mais 503 milésimos.

Francisco Pardal (Blackjack FactoryRacing) venceu a categoria de Elites, mas perdeu a camisola de Campeão Nacional para Gonçalo Bandeira e confessa que “o sentimento é agridoce.

Estou feliz por ter vencido em Elites.

Mas frustrado porque não consegui segurar a camisola de Campeão Nacional, que foi para o Gonçalo”.

Na primeira manga sofri uma queda.

A segunda descida foi muito boa, mas foi controlada para não cair.

Penso que fiz uma boa descida, mas a verdade é que não foi suficiente para sair daqui coma camisola de Campeão Nacional”.

A terceira posição absoluta foi conquistada por outro júnior Nuno Reis (Miranda Factory Team), a 2,363s de Bandeira.

Na classificação do escalão de juniores, Gonçalo Bandeira foi o primeiro, seguido de Nuno Reis (Miranda Factory Team) e do vimaranense João Baptista (Bike House DH Team/Guimarães).

Margarida Bandeira revalidou o título de elite feminina, com uma descida completada em 2:52.146.

Ana Leite (Axpo/FirstBike Team/Vila do Conde) foi 1,402 segundos mais lenta, quedando-se pelo estatuto de vice-campeã.

Bandeira
Margarida Bandeira

Margarida Bandeira “a pista da Penha é bastante bonita”

Não estava à espera de vencer na Penha.

A Ana Leite anda muito e sabia que a luta seria renhida, mas claro que estou muito contente com este”, explicou Margarida Bandeira.

Margarida Bandeira referiu ainda que “a pista da Penha é bastante bonita, um pouco curta para mim, mas muito física, de pedal e com algumas zonas técnicas.

Gostei bastante. É uma boa pista para vir cá fazer uns treinos”.

A terceira classificada, a 26,326 segundos foi Ilda Pereira (Casa Myzé Team).

bandeira

“Não esperava ganhar”

Marco Pinheiro, do Desportivo Jorge Antunes, sagrou-se Campeão Nacional de cadetes.

O vizelense Marco Pinheiro (Desportivo Jorge Antunes) confessou que “não estava à espera de ganhar e conquistar a camisola de Campeão Nacional”.

Estou bastante contente. Como sou de perto venho muitas vezes treinar.

Conheço bem o terreno e sabia onde podia acelerar, apesar da pista estar diferente depois de terem feito a remodelação”, referiu o atleta.

Concluindo que, quanto ao futuro, vai “trabalhar para evoluir ainda mais. Esta camisola serve de incentivo para não baixar os braços”.

O ciclista de Vizela desceu o percurso em 02:31.182, deixando na segunda posição Diogo Pereira, da Bike House DH Team/Guimarães, que gastou mais sete segundos.

Diogo Cunha (Desportivo Jorge Antunes) completou o pódio ao terminar com o tempo de 02:46.967.

Sara Ferreira (Maiatos) foi a atleta feminina presente na prova.

Pódio Cadetes

Masters

Em masters impuseram-se o master 30 Daniel Pombo, o master 40 José Sousa (Casa do Povo de Abrunheira), o master 50 José Salgueiro (MCF/XDream/Município de S. Brás) e o master 60 Rui Portela.

A Miranda Factory Team conquistou o título coletivo, seguindo-se na classificação MCF / Xdream / Município de São Brás, Desportivo Jorge Antunes e Bike House DH Team/Guimarães.

No balanço da realização do Campeonato Nacional de Downhill na Penha, José Luís Ribeiro, Presidente da Associação de Ciclismo do Minho, expressou a satisfação pelo êxito da iniciativa.

Este Campeonato coincide com o encerramento de um ciclo em que a Associação de Ciclismo do Minho conseguiu organizar os Campeonatos Nacionais em todas as vertentes do ciclismo.

Estamos muitos satisfeitos e gratos a todos os que nos ajudaram nesta missão”, concluiu.

“A Penha é um palco natural e com tradições no ciclismo”

Roriz Mendes, Juiz da Irmandade da Penha, comentando a escolha da Penha para o Campeonato Nacional de DownHill, disse ser “com enorme prazer e orgulho que recebemos esta iniciativa”.

A Penha é um palco natural para vários tipos de evento – com fortes tradições na área do ciclismo , e a ACM escolheu um excelente local para realizar esta prova”, referiu Roriz Mendes destacando a satisfação por tudo ter corrido bem e pelo facto dos atletas terem gostado do percurso e saírem da Penha satisfeitos.

Aquele responsável referiu ainda que “estamos sempre recetivos a receber provas desportivas ligadas à natureza e o Downhill é um desses desportos.

Temos aqui excelentes condições e uma pista muito boa para a prática desta vertente do ciclismo”.

Roriz Mendes salientou que “a realização desta importante prova mostra-nos que é possível regressar a uma nova ‘normalidade’.

Temos de ter respeito e muito cuidado porque não se sabe onde está o Covid, mas também não devemos deixar de fazer as coisas.

Na Penha respira-se ar puro, é um pulmão verde que em breve, esperemos, será classificado como paisagem protegida”.

Texto:ACM
Fotos: Jorge Almeida

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