BTT Trigo – Por entre vales e montes
Foto: Vitor Bigodinho - BTT TV
Numa organização de O Clube BTT Trigo, realizou-se no passado domingo de março, dia 25, a 18ª edição do BTT Trigo.
Monte do Trigo, Portel – uma prova muito dura
Monte do Trigo, mais uma vez recebeu de braços abertos os atletas para a 18ª edição do BTT TRIGO.
Local com tradição de BTT que de ano para ano, surpreende os atletas, não só com a dureza dos percursos, mas também pela inúmera qualidade dos mesmos e pela imensa beleza da região, que fazem com que muitos sejam já repetentes e assíduos neste evento e com eles vão trazendo amigos e conhecidos.

Tudo indica que a atual freguesia de Monte Trigo já constituísse, no século XIII, “um espaço importantíssimo e fundamental quer em termos da sua localização geográfica (como nó distribuidor da rede viária que servia a região)” quer em termos de recursos económicos, o que levou a que as terras de Monte Trigo não fossem, desde logo, incluídas na doação efetuada por D. Afonso III a D. João de Aboim.
Em 1283 era a herdade de Monte Trigo propriedade da coroa, data em que D. Dinis a trocou pela Vila de Alvito, ficando então na propriedade do Mosteiro da Trindade de Santarém.

Estaleiro da Junta de Freguesia de Monte Trigo quartel general do evento
No século XV, parte deste reguengo, foi doado à Condessa de Faro. Posteriormente toda a área, passou a ser património do padroado da Casa de Bragança. Como “quartel general” deste evento foram escolhidas as instalações do estaleiro da Junta de Freguesia de Monte Trigo.
Neste local funcionou de forma exemplar toda a logística do evento, na qual se incluía o Secretariado, entrega de dorsais, local de pequeno almoço, almoço e local de Partida e Chegada das provas.

Cedo, Monte Trigo despertou com um anormal movimento nas suas ruas, de atletas e familiares que se preparavam para o inicio de mais um dia de festa na Aldeia, que se avizinhava duro, mais não fosse pela certeza das condições atmosféricas das semanas antes e também pela incerteza das condições atmosféricas que se adivinhavam adversas para a manhã.
18º BTT Trigo
Esta 18ª edição do BTT Trigo, tinha à disposição dos participantes 3 opções: 25 Kms (com classificação até aos 16 anos), 45 kms ou 65 kms.
Esta prova em termos de participação teve presente 250 participantes à partida, divididos em 30 atletas para os 25 kms, 149 atletas para a Meia maratona de 45 kms e 78 atletas para a Maratona de 65 kms.
Eram 9H00 certas e deu-se a partida, para a Meia Maratona e Maratona, estando os 25 kms agendados para 10 minutos depois. A organização decidiu que as partidas eram organizadas por boxes por numeração dos dorsais!
O arranque deu-se, com os primeiros metros a serem percorridos em alcatrão, dentro da Aldeia, com uma grande moldura humana a apoiar todos os atletas.
BTT Trigo iria ser mais dura do que é costume
Cerca de 500 metros após o arranque, entra-se logo em estradão, e deu logo para se perceber que esta edição do BTT Trigo iria ser mais dura do que é costume.

O terreno apresentava-se muito pesado, enlameado, com muita água, devido à quantidade de chuva dos últimos dias.
Os primeiros 10 kms, foram percorridos nos estradões e trilhos da periferia da aldeia, fazendo com que houvesse publico em vários cruzamentos.
Após a saída de Monte Trigo, o pelotão passou pela Barragem do Loureiro em direção aos trilhos da Serra de Portel. Já em plena Serra de Portel, e com a Ermida de S. Pedro à vista, a organização presenteou todos os atletas com um single brutal, muito enlameado e duro, mas espetacular, o Trilho da Horta da Velha.
Aos 31 kms de distância, foi feita a separação de percursos da Maratona e da Meia Maratona. Após separação de percursos, mais um trilho espetacular, o da Sobreira, que culminou no topo da Ermida de S. Pedro. Do S. Pedro até à meta, como já é tradição, é sempre a rolar até Monte Trigo.

Clube BTT Trigo
Mais uma vez, a organização esteve 5 estrelas. A quantidade de voluntários, foi mais do que suficiente… não existiu nenhum cruzamento, ou cortada em que não houvesse elementos da organização a apoiar. Nos locais mais perigosos havia sempre alguém, para caso fosse necessário. Marcações exemplares, fitas balizadoras, sinalizadoras, variados sinais pelo percurso, e inclusive como é tradição da organização, várias marcações no chão. O secretariado funcionou perfeitamente, e nada a falar das refeições. Tanto do pequeno almoço como da refeição principal, o famoso Cozido de Grão.

OPraticante.pt / SFOA Cycle Team
A equipa do OPraticante.pt / SFOA Cycle Team, esteve presente em Monte Trigo com 6 atletas, com as seguintes classificações:
45 kms – Meia Maratona
73º classificado – Nelson António – 22º Master B
80º classificado – Luis Filipe José – 34º Master A
88º classificado – Bruno Coutinho – 36º Master A
101º classificado – José Luis Ferreira – 18º Master C
102º classificado – Luis António Freire – 30º Master B
65 kms – Maratona
52º classificado – Carlos Silva – 23º Master B

Classificações
Em termos de classificações gerais foram as seguintes:
25 kms – Troféu Piorneira
Masculino
1º classificado – Gonçalo Faustino – BTT Malagueira – Amigos do Pedal
2º classificado – João Miguel Santos – Cágados Rolantes BTB
3º classificado – Rúben Miguel Cardoso Silva – VASP
Feminino
1ª classificada – Matilde Branco Matias – Churrasqueira Matias
2ª classificada – Patrícia Branco Matias – Churrasqueira Matias
45 kms – Meia Maratona
Masculino
1º classificado – Luís Morgado – Equipa BTT Casa Benfica Grândola
2º classificado – José Francisco Cantante – Team Escala visual
3º classificado – Rui Serrano – Equipa BTT Casa Benfica Grândola
Feminino
1ª classificada – Leontina Borges Palhas – BTT JD Carvalhal
2ª classificada – Bráulia Maria Gamito – Equipa BTT Casa Benfica Grândola
3ª classificada – Vitória Vieira – BTT Casa Benfica Almodôvar / Swick Drilling
65 kms – Maratona
Masculino
1º classificado – David Moreira Marques – Nutrimania / 360Bike-Trail / RudyProject Portugal
2º classificado – Bruno Miguel Rosa – Vasconha BTT / Vouzela
3º classificado – Filipe Salvado – BTT Loulé / Elevis
Feminino
1ª classificada – Maria Dores Jesus – Team Escala Visual
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Texto: Bruno Coutinho
Fotos: Bruno Coutinho / Luís Freire