Corrida Saúde beneficia quatro instituições

Elijah Prince vê as noticias. “Comboio EastRail nr177 descarrilou perto de Filadélfia. Das 132 pessoas a bordo, apenas um sobrevivente, David Dunn. Este segurança não só sobreviveu como não apresenta nenhuma lesão aparente”. Elijah pensa para si que pode finalmente ter encontrado aquilo que há muito procurava. Carregando a cruz de uma doença incapacitante desde a nascença, procura a razão de ser para a sua dor. Osteogenesis imperfecta, uma doença que faz com que os seus ossos se partam com facilidade, é o combustível da sua demanda. Toda a sua existência procurou a confirmação de que na vida, como nos livros de banda-desenhada, há dois opostos no mesmo espectro. Se ele é assim tão vulnerável, haverá alguém no outro lado do espectro imune às doenças e às dores. E David Dunn pode ser aquele que ele há tanto procurava.

Esta trama é a de um filme, Unbreakable (O Protegido, 2000), protagonizado por Bruce Willis e Samuel L. Jackson.

Doença incapacitante ou mesmo fatal

Seria um bom ponto de partida se na vida real existissem pessoas como David Dunn, imunes a doenças, mas com maior facilidade nos encontramos na perspectiva de Elijah, com uma doença incapacitante ou mesmo fatal.

Esta é uma situação à qual nenhum de nós é imune, nem mesmo o mais forte. A doença, tenha ela maior ou menor gravidade, é uma certeza da vida e por isso mesmo todos partilhamos um dever de sensibilidade a este facto. Sejamos mais ou menos solidários, a verdade é que todos somos capazes de substituir a simpatia pela empatia e nos colocarmos na pele daqueles que sofrem com as vulnerabilidades da condição humana.

Foi com esta ideia em mente que participámos este domingo, dia 7 de maio, na Corrida Saúde + Solidária, em Lisboa. Uma prova que visa não só promover a saúde mas também a solidariedade.

Quatro instituições saíram com uma ajuda extra desta prova, sendo elas a DAVID VAZ associação, a DRAVET Portugal, a LAVA-VIDAS e a SPEM.

Estão convidados os leitores a pesquisarem um pouco mais sobre estas louváveis associações.

Corrida Saúde + Solidária

Dado que somos residentes em Lisboa, a deslocação até ao arranque da prova foi rápida. Em 15 minutos estávamos na Alameda da Universidade, local de arranque da prova e onde nos juntámos aos restantes ‘Vicentes’. O calor marcou presença, nesta nossa primavera tão Portuguesa, que em qualquer outro local seria chamada verão. Já estivemos em países com verão mais frio que isto.

A Inês não correu. Uma lesão provocada pela sobrecarga da meia maratona de Lisboa e os Trilhos do Almourol, vai fazê-la parar uns tempos. Não é tão motivante correr a sós, mas a verdade é que o apoio e incentivo constante dos inúmeros ‘Vicentes’ faz valer a pena fazer parte da família do ‘Correr Lisboa’.

Poucas pessoas nas ruas. Um número razoável de participantes (pensávamos que seriam mais) e mais uma prova que arrancava. A Inês tirava fotos, o Bruno ‘dava corda aos sapatos’.

Alameda da Universidade

10km eram o menu do dia. E assim foi. Partimos da Alameda da Universidade às 17:30, descida até ao cruzamento onde começa a Avenida do Brasil e toca a virar a esquerda até às rulotes do Campo Grande. Contornar o jardim e aí vem a ‘caminhada’ até ao Saldanha. Recta, desce e sobe nos túneis…recta, desce e sobe nos túneis. Foi assim para um lado e o mesmo para o outro. Sempre em alcatrão … (que saudades de um bom trail!)…contornar de novo o jardim do Campo Grande junto às rulotes, subir a Alameda da Universidade, contornar o Estádio Universitário pela frente do Hospital Santa Maria e entrada no estádio para a apoteose final.

Objectivo: melhorar tempo aos 10km. Primeiros 3km com ritmo alto, últimos 7km bastantes mais lentos e mais uma vez a noção que a gestão de esforço é uma arte que é preciso treinar.

Ponto extremamente positivo da prova: os abastecimentos de água. Literalmente por todo o lado. Fabuloso. Nunca tínhamos participado numa prova tão completa neste sentido.

Mais uma chegada à meta. Objectivo de redução de tempo: não cumprido. Hora de ir para casa rever o Unbreakable, o melhor filme de Super-Heróis, que não é um filme de Super-Heróis. Confusos? Vejam o filme e depois digam-nos se não estamos certos.

E os campeões foram:

7 kms

Duarte Brito – NAZ Aboboda venceu com 25m23s, José Brito do mesmo clube – 25;36 e Natanael Guerreiro – Individual – 27;22, ocuparam os restantes lugares do pódio.

Ana Palmeiro – Individual, com 33;54 obteve a vitória, MMS – BTT Brain Tumor Team – 36;00 e Iris Petinga – Smile – 37;26, em 2ª e 3ª respectivamente

10 kms

O vencedor foi Nuno Teixeira com 36m08s, seguido de António Fortuna – 37;10 e Pedro Pinheiro – 38;00, todos a correr como individuais.

Em femininos a vitória foi obtida por Ercilia Machado, do Sporting Clube de Portugal, que obteve 39;54, Carlotte Baker – individual – 40;36 foi a 2ª e 3ª Ana Sofia Mendes – Individual – 44;39.

Venham mais corridas com mais objectivos e de preferência com saúde para todos.

É um prazer correr!

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Texto / Fotos: Bruno & Inês | Correr Lisboa

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