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HIFT, o que é o treino funcional de alta intensidade?

O treino funcional de alta intensidade (HIFT) é uma modalidade que enfatiza movimentos funcionais multiarticulares que podem ser modificados para qualquer nível de condição física e provocam maior recrutamento muscular do que o exercício tradicional (como a caminhada por ex.).

É frequentemente comparado ao HIIT (treino intervalado de alta intensidade), que embora tenham semelhanças conceituais, é importante que reconheçamos as suas diferenças para selecionar as pesquisas sobre o assunto e termos clareza na sua aplicabilidade.

HIFT
HIFT – – Foto: br.freepik.com

O HIIT e o HIFT

O HIIT é caracterizado por explosões relativamente curtas de atividade vigorosa repetida e normalmente cíclicas (como corrida na passadeira, ou bicicleta, pista etc.), intercaladas por períodos de descanso ou exercícios de baixa intensidade para recuperação.

Já o HIFT utiliza exercícios funcionais multiarticulares, como agachamentos, saltos, flexões, deslocamentos etc., que combinam exercícios aeróbios e de fortalecimento muscular, constantemente variados e com durações que podem ser distintas, e que podem ou não incorporar o descanso.

O treino no estilo Cross fit encaixa-se neste tipo de classificação, uma vez que utiliza movimentos chamados “funcionais” com o auxílio de equipamentos específicos utilizados na intensificação dos movimentos.

Podemos destacar, nas diferenças entre eles, a natureza unimodal do HIIT, como sendo normalmente corrida, ciclismo, remo ou natação, enquanto os protocolos de HIFT são definidos usando exercícios multimodais e funcionais, que quando prescritos em circuito e realizados em alta intensidade, são estímulos potentes não apenas para melhorar a força, como para adaptações cardiovasculares, aeróbias e anaeróbias.

Uma outra diferença entre os dois tipos de protocolos é o tempo de recuperação entre os estímulos.

Enquanto no HIIT normalmente o tempo de recuperação e pré-definido, dependendo do tipo proposto (mais curtos ou mais longos ou ainda, com pausas ativas ou passivas), no HIFT o tempo pode ser de acordo com a “necessidade” do individuo ou ainda, escolhendo-se um exercício com menor intensidade ao invés de uma pausa (como por exemplo uma prancha em isometria), reduzindo assim a intensidade do estímulo, mas ainda assim com a realização de um exercício.

Corrida na passadeira – Foto: br.freepik.com

As modalidades são diferentes entre si

Claro, que isso pode implicar um menor controlo sobre as variáveis do treino, visto que as modalidades são diferentes entre si. Por exemplo, a frequência cardíaca pode atingir valores maiores num burpee do que numa flexão de cotovelos.

Como semelhança entre ambos, podemos destacar, que as modalidades em circuito de alta intensidade possuem maiores resultados psicofisiológicos, quando comparados com exercícios de baixa intensidade no que diz respeito à percepção de saúde geral e de dor.

Além disso, ambas as modalidades podem ter impacto positivo na melhoria do VO2 máximo, na redução do peso corporal, melhorias significativas no tempo até a exaustão (indicando melhorias periféricas e atividades enzimáticas nos músculos também) e essas modalidades normalmente também são descritas como “mais interessantes”, além de terem uma adesão maior por estimular comportamentos intrinsecamente motivados.

Estudos recentes também salientam que essas modalidades são capazes de promover melhorias significativas em pacientes com cancro, síndrome metabólica, diabetes, reduzindo assim a mortalidade e incidência de doenças cardiovasculares.

Outro grupo de pessoas que podem beneficiar desse tipo de treino são os chamados “atletas táticos”, ou seja, bombeiros, militares e profissionais da lei.

Sabemos que nos seus programas de treino normalmente dá-se atenção principalmente aos treinos de força e exercícios aeróbios de média e longa distância, entretanto, correr por uma hora numa passadeira não é o mesmo que entrar num incêndio usando um vestuário de 30 kg de proteção, incluindo máscara facial e tanque de oxigênio subindo uma escada, não é mesmo?

Zumba – Foto: br.freepik.com

Melhor condição física em vários domínios

Esse tipo de treinos poderiam trazer volumes de treinos menores com reduzido índice de lesões, melhor condição física em vários domínios, como força, potência, agilidade, flexibilidade, capacidade aeróbia e resistência muscular.

Em relação à segurança, o treino HIFT não está isento de lesões, mas estudos recentes realçam que pode ser menos lesivo do que a corrida, o futebol, e até mesmo o Zumba.

Tendo em conta que o “tipo” de treino varia muito nessa modalidade, como por exemplo sessões em que se utilizam apenas acessórios leves ou sessões como nos treinos de Cross fit com equipamentos mais pesados, a literatura atual tem mostrado que os seus índices de lesões eram comparáveis ou inferiores à incidência média de outras modalidades de treino físico ou recreativo.

Ainda existem poucos estudos comparando os dois tipos de protocolos nas respostas agudas e crônicas para sugerir que um é superior ao outro, no entanto, parece que os protocolos de HIFT podem permitir múltiplas performances e adaptações fisiológicas que não são observadas no HIIT unimodal.

Além disso, devido à epidemia do COVID-19 e o aumento do número de pessoas exercitando em casa sem equipamentos e o número de profissionais precisando de se adaptar à nova realidade de treinos online, essa parece ser uma opção promissora e que tem ganho o gosto popular.

Bibliografia

Feito, Y., Heinrich, K., Butcher, S., & Poston, W. (2018). High-Intensity Functional Training (HIFT): Definition and Research Implications for Improved Fitness. Sports, 6(3), 76. MDPI AG. Retrieved from http://dx.doi.org/10.3390/sports6030076

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Texto: Sabrina Costa / Promofitness
Fotos: Freepik.com

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