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João Silva conquistou o 63º Circuito Stº António de Amares

João Silva foi o grande vencedor do 63º Circuito de Santo António de Amares, tradicional prova de ciclismo integrada no programa das Festas d´Amares – Santo António 2019. Maria de Jesus Barros (Concelho de Porriño / Abanca) foi a melhor atleta feminina.

O 63º Circuito de Santo António de Amares, prova pontuável para a Taça do Minho de Ciclismo de Estrada – Arrecadações da Quintã, foi organizado conjuntamente pela Associação de Ciclismo do Minho, AFAA – Associação das Festas Antoninas de Amares e Câmara Municipal de Amares.

Ciclismo faz parte das Festas de Amares

João Andrade, presidente da AFAA – Associação das Festas Antoninas de Amares, recordou que “este circuito, um dos mais antigos do país, faz sempre parte das Festas d’Amares. Hoje ninguém aceitaria que se realizasse a Festa sem o Circuito. A prova disso é que este ano as festas só iriam arrancar no dia 11, mas como não era possível realizar o circuito no próximo fim-de-semana, alteramos o programa e arrancamos já este domingo com as festas. E arrancamos bem porque está aqui imensa gente a ver a prova”.

João Andrade garantiu que “a colaboração com a Associação de Ciclismo do Minho é muito boa, tranquila e espero que seja para continuar porque os amarenses gostam do ciclismo”.

63º Circuito de Santo António de Amares

Num dia excelente para a prática da modalidade, o 63º Circuito de Santo António de Amares decorreu num clima de grande animação dentro e fora da corrida, com muito público a aplaudir e a incentivar os ciclistas, enquanto no pelotão foram muitas as tentativas de fuga e a respetivas respostas.

A primeira tentativa de fuga foi protagonizada por António Silva, da UC Trofa, logo nos primeiros quilómetros, mas o pelotão respondeu e anulou de imediato as pretensões do atleta da trofa. Na passagem por Caldelas, Gonçalo Fonte (Tensai/Sambiental/Santa Marta) e Gonçalo Martins (EFAPEL – Escola Ovar) protagonizaram uma fuga que foi anulada ainda antes da passagem por Carrazedo. Henrique Pereira (Vito/Feirense/PNB) também tentou a sua sorte e na primeira passagem pela meta levava 10 segundos de vantagem para o pelotão, mas a investida não surtiu efeitos.

Logo após a passagem pela Ponte do Porto, três ciclistas – Daniel Dias (Seissa|KTM-Bikeseven|Matias&Araújo|Frulact), Gonçalo Martins (EFAPEL – Escola Ovar) e Pedro Leme (Fortunna) – encetaram nova tentativa de fuga que na passagem por Pousada levava uma vantagem uma pequena vantagem.

É então que o atleta da EFAPEL se deixa ficar para trás e o pelotão tenta responder, mas a verdade é que na passagem por Palmeira – terra de Peixoto Alves, ciclista de renome no panorama do ciclismo nacional – o duo já levava uma vantagem de 40 segundos.

Fugitivos aumentaram a vantagem

Daniel Dias e Pedro Leme foram aumentando a vantagem e na segunda passagem pela meta (primeira meta volante) mantinha uma diferença de cerca de um minuto.

O duo manteve-se na liderança da corrida, sempre imune às várias tentativas do pelotão em anular a fuga. EFAPEL e Tensai foram os clubes que mais trabalhavam para tentar evitar que o duo aumentasse a vantagem, mas o certo é que na segunda passagem por Besteiros Daniel Dias e Pedro Leme mantinham uma vantagem de 50 segundos.

À entrada em Caldelas o pelotão fragmentou-se, formando-se um grupo intermédio composto por quatro ciclistas, que foi reduzindo a desvantagem para os fugitivos.

Fugitivos foram alcançados

Daniel Dias ainda conseguiu vencer a segunda Meta Volante, instalada na reta da meta, deixando Pedro Leme no segundo posto, mas na passagem pelo centro de Amares os fugitivos foram alcançados.

É então que Bruno Silva (Seissa|KTM-Bikeseven|Matias&Araújo|Frulact) salta para a frente da corrida e antes da entrada em Adaúfe alcança uma vantagem de 30 segundos. O pelotão tenta reagir e Gonçalo Fonte (Tensai/Sambiental/Santa Marta) encabeça um grupo que segue na perseguição do atleta da Seissa.

A Gonçalo Fonte junta-se inicialmente João Silva e Flávio Fernandes (Seissa|KTM-Bikeseven|Matias&Araújo|Frulact), e logo depois o seu colega de equipa Roberto Cardoso e Tiago Sousa (UC Trofa), que vão reduzindo a desvantagem e conseguem mesmo anular a fuga ainda antes da chegada a Palmeira.

João Silva
João Silva

João Silva enceta fuga e vence

Na segunda passagem por Lago, o grupo de cinco ciclistas leva já uma vantagem de 20 segundos sobre o pelotão. A cerca de sete quilómetros da meta, João Silva (Seissa|KTM-Bikeseven|Matias&Araújo|Frulact) enceta uma nova fuga e apesar da tentativa de reação por parte dos atletas da Tensai, a verdade é que o barcelense foi ganhando terreno e acabou por vencer com uma vantagem de quatro segundos sobre o grupo que o seguia.

Bruno Silva (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact) impôs-se aos restantes elementos do grupo intermédio e terminou no segundo lugar, enquanto Tiago Sousa (UC Trofa) foi terceiro e Roberto Cardoso (Tensai/Sambiental/Santa Marta) terminou no quarto posto. Ainda com o mesmo tempo do segundo classificado terminou Flávio Fernandes (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact).

Por equipas venceu a Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact, com o tempo de 06;04:02, gastando menos 01.09m que o segundo classificado, a Tensai/Sambiental/Santa Marta. A EFAPEL – Escola Ovar terminou na terceira posição.

César Maciel (Seissa): “Estamos muito satisfeitos”

A Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact venceu em termos individuais, coletivos e as metas volantes. Por isso, César Maciel, diretor desportivo do clube de Roriz, estava satisfeito.

Foi uma boa corrida. Estou muito satisfeito. Os atletas cumpriram o que lhes foi pedido e a verdade é que estivemos sempre na frente da corrida. Eles sabiam como reagir no caso de alguém atacar ou quando um dos nossos fosse apanhado. O Daniel atacou, desestabilizou o pelotão e esteve algum tempo na frente da corrida. Pensei que a fuga iria surtir efeito, mas foi anulada. Aí os outros ciclistas tinham ordens para atacar à vez e assim controlamos a corrida e chegamos ao fim e vencemos este circuito com muita tradição”.

Portanto, concluiu o dirigente, “só tenho a fazer um balanço positivo desta corrida. Estivemos sempre no grupo da frente, no centro das decisões e conseguimos colocar três ciclistas nos cinco primeiros lugares, vencemos as metas volantes e a classificação por equipas”.

 

Texto: ACM
Fotos: Marcelo Lopes

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