Liliana Cá protagoniza mais um feito histórico

Liliana Cá

Liliana Cá - foto de arquivo - DR

A portuguesa Liliana Cá, atleta treinada por Luís Herédio, protagonizou mais um feito histórico para o Atletismo nacional nestes Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Conquistou o quinto lugar no lançamento do disco, com a marca de 63,93 metros, o melhor resultado de sempre de uma portuguesa nesta disciplina na competição das competições.

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Liliana Cá na final do disco à procura do pódio

Texto: Federação Portuguesa de Atletismo
Fotos: DR/COP

Liliana Cá abriu com uns promissores 62,31 metros

A atleta do Novas Luzes, treinada por Luís Herédio, abriu o concurso com uns promissores 62,31 metros, que lhe valeram a terceira posição.

Depois de “cair” para o quarto lugar após o lançamento da alemã Kirstin Pudenz (que haveria de conquistar a medalha de prata), a recordista de Portugal do lançamento do disco soube recuperar, respondendo com 63,93 metros.

Voltou à quarta posição, novamente após o lançamento da alemã, altura em que a chuva começou a cair, impossibilitando qualquer ensaio válido, já que as atletas começaram a escorregar e a cair.

Perante os protestos das atletas, não só das que competiam nesta final do lançamento do disco, mas também na qualificação do salto com vara, ambas as competições foram interrompidas, não sem antes Liliana Cá lançar e cair, ensaio que acabou por poder repetir, mas que foi decisivo na brilhante prestação da portuguesa, já que acabou por se magoar.

A partir daqui, foi com dores que continuou a acreditar, mas a repetição não correu melhor, com Liliana Cá a fazer um ensaio nulo.

Depois foi ultrapassada pela favorita Sandra Perkovic, que tinha nestes Jogos Olímpicos a oportunidade de se tornar na primeira a conquistar três medalhas de ouro olímpicas consecutivas, mas que também haveria de ver as suas expetativas goradas, terminando na quarta posição.

Liliana Cá

A portuguesa partiu para a segunda ronda com dores

Foi, assim, na quinta posição, e apesar das dores, que a portuguesa partiu para a segunda ronda de lançamentos, já com o feito de protagonizar o melhor resultado e marca nacionais de sempre na disciplina em Jogos Olímpicos.

Depois de mais três ensaios nulos, a portuguesa acabou mesmo por ser forçada a prescindir do sexto e último ensaio, que consagrou a norte-americana e líder do concurso desde o primeiro ensaio, Valarie Allman, campeã olímpica, com a marca de 68,98 metros.

Na segunda posição terminaria Yaime Perez, com 65,72 metros, marca abaixo do recorde pessoal de Liliana Cá, que é de 66,40 metros.

No final, Liliana Cá, ainda a viver “um misto de emoções”, diz que esta é uma competição que vai “guardar para sempre com muitas dúvidas”.

Embora saia contente, sabia dentro de mim que ia melhorar e gostei de saber que valia muito mais, o que me motiva para fazer melhor no próximo ano”, disse.

Partilhando ainda que leva desta primeira experiência olímpica “muita maturidade” e a certeza de que tudo pode acontecer, “mesmo quando estamos bem”.

Dirigindo-se a todos os que a apoiam, da família ao treinador, e sem esquecer os portugueses, Liliana Cá agradeceu tudo o que fizeram e fazem e disse esperar que “todos tenham gostado” da sua prestação.

Gostei muito desta experiência, apesar do que aconteceu, e vou guardá-la para o resto da vida”, concluiu.

Lorene Bazolo

Lorene Bazolo no seu melhor

Antes de Liliana Cá fazer história para Portugal, a recordista de Portugal de 100 metros, Lorene Bazolo, correu, esta manhã, a primeira semifinal dos 200 metros, para a qual se apurou esta madrugada, classificando-se na sétima posição, com o tempo de 23,20s, melhorando a marca obtida na eliminatória em um centésimo (a sua terceira melhor nesta temporada) e terminando na 19.ª posição da geral.

Esta foi a melhor prestação de sempre em competições internacionais da atleta de 38 anos, que esta época bateu por duas vezes o melhor registo nacional nos 100 metros, que já lhe pertencia, e, também por duas vezes, o seu melhor tempo nos 200 metros, sendo a segunda atleta nacional de sempre nesta distância, já que a marca de 22,88s de Lucrécia Jardim, obtida nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, continua por bater.

O meu objetivo era chegar à semifinal”, disse Lorene Bazolo no final da competição, em entrevista à RTP. A atleta, que garantiu que deu “o máximo” referiu ainda que tem “Paris 2024 na cabeça”.

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