São Macário, um santo que dá umas valentes marretadas!

São Macário

Foto: Luís Rocha

O GTT.SPS – Grupo Todo Terreno de São Pedro do Sul, organizou, no passado dia 7 de Novembro, a 5ª edição do Trail São Macário.

O evento teve duas distâncias competitivas, o Trail Curto com cerca de 19 Km (1270 D+) e o Mini Trail de 10Km (570D+). OPraticante.pt teve o privilégio de ser média partner do evento.

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Texto: Pedro Garrido
Fotos: Frítz Photography / Luís Costa / Luís Rocha

Macieira, aldeia “base” da prova do Trail São Macário

O Trail São Macário teve partida e chegada no Recinto da Festa da Castanha e do Mel, na aldeia de Macieira de Sul, bem perto do santuário que dá nome à prova, S. Macário.

Logo na viagem de carro, após passar São Pedro do Sul, começávamos a subir e a ter perceção das dificuldades mas também da beleza que caracteriza a Serra da Arada.

São Macário
Homem estátua com a equipa de OPraticante.pt – Foto: Luís Costa

Após levantamento dos dorsais, podemos tirar uma foto com o S. Macário que, de forma muito original, veio do seu santuário para receber todos os participantes!

Trilhos “apertados”, início difícil

Com o aproximar da hora, a organização pediu aos participantes para se aproximarem, para se prepararem para a partida!

Partida – Foto: Frítz Photography

Dado o levantamento de algumas medidas devido à pandemia, as partidas não foram segmentadas e houve uma partida geral para cada uma das provas.

Infelizmente, o início do percurso – a descer por trilhos “apertados” – não estava preparado para um fluxo tão grande de atletas. Os atletas da frente do pelotão foram ainda traídos com um engano do corredor piloto.

São Macário
Travessia da Cascata – Foto: Luís Rocha

Logo após sair da aldeia, entramos num riacho e seguíamos ao longo de uma levada de água. Início bonito, mas com algum congestionamento difícil de gerir para os atletas mais rápidos.

O aquecimento para as valentes marretadas!

Olhando para o gráfico da altimetria no dorsal, teríamos a primeira subida. Num misto de corrida e passo acelerado, e já a puxar bem pelo motor, alcançamos o cimo da subida. Foi como que um aquecimento para as valentes marretadas que viriam mais tarde.

São Macário
Foto: Luís Rocha

Logo a seguir passávamos pelo primeiro posto de abastecimento, por volta do km5, com direito a animação musical.
Daqui até ao segundo abastecimento, seria à partida a parte mais fácil, mas o piso muito irregular, com muita pedra solta, imponha muito cuidado! Mesmo com o perigo de queda iminente, que chegou mesmo a acontecer uma ou outra vez, a adrenalina era fantástica.

São Macário
Massagoso – Foto: Frítz Photography

Até chegar à aldeia de Fujaco, onde teríamos o segundo abastecimento, passamos pela aldeia Massagoso, uma aldeia perdida na serra, por incríveis single tracks, por riachos,.. uma verdadeira delícia!

Subida épica de Fujaco ao Parque Eólico

Já com cerca de 11km de prova, começava aqui uma nova versão da famosa subida de Fujaco e, digamos, que versão! Tem tanto de brutal como de beleza.

Fujaco – Foto: Frítz Photography

Praticamente impossível de correr, foi mesmo muito duro esta parte do percurso até alcançar o Parque Eólico. Uma valente caminhada – carregada de marretadas – por lá acima! Realmente, o céu é dos santos e.. andamos lá próximo!

Subida do Fujaco – Foto: Luís Costa

Verdadeira marretada final no São Macário

Já com vista para o Santuário de São Macário e com a junção das duas distâncias em prova, olhando para o gráfico da altimetria, entravamos numa fase mais “favorável” da prova.

Aquela parte em que com quem cruzamos dizem “está quase, o pior já passou!”. Sabemos bem que com carinho e boa intenção são ditas estas palavras. Mas depois daquela subida épica, qualquer pequena subida parecia enorme.

São Macário
A famosa marretada – Foto: Luís Rocha

Já muito perto do São Macário o santo dava a verdadeira marretada final! No cimo da serra passamos no santuário de São Macário, debilitados com tanta marretada mas “animados” pelas vistas deslumbrantes em toda a volta e com o final muito próximo.

Últimos 2Km sempre a descer até à Meta, até viver aquela emoção de mais um desafio concluído!

Descida – Foto: Frítz Photography

Tipologia do Percurso, Abastecimentos e Organização

O percurso era, na sua maioria, composto por “single tracks“, com trilhos muito técnicos e desníveis consideráveis. O desenho do percurso estava excelente bem como a sua limpeza. Certamente, muitas horas de trabalho! Merece todo o nosso reconhecimento e agradecimento.

Trilhos do Trail São Macário – Foto: Frítz Photography

A marcação do percurso esteve menos bem. Houve zonas que careciam de mais marcação, ou pelo menos, em pontos mais visíveis ou notórios. Em certas viragens a sinalização no chão faz falta. As fitas também poderiam ser de uma cor mais saliente.

Bons abastecimentos e em número certo. Após conclusão da prova, a organização deu um saco com diversos brindes, bem como a senha para almoço volante. Organização composta por gente simpática e prestável!

Organização – Foto: Frítz Photography

No que toca a prémios, deveriam ser atribuídos também por escalão e não só à geral. Já nas equipas, a organização atribui apenas prémios pelo número de inscritos, o que não implicava que não pudesse atribuir também pelo desempenho destas, como habitualmente.

Pódio geral masculino dos 19 km -Trail São Macário

A equipa OPraticante.pt no Trail São Macário

OPraticante.pt esteve presente com três atletas, representados na distância de 19 km por Pedro Garrido – 02h10m00s, que obteve o 1º geral, por Domingos Vieira – 02h35m56s, 18º geral e por João Garrido – 03h03m44s, 51º geral. A equipa OPraticante.pt alcançou o 3º lugar por equipas.

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