SUPER – HERÓIS DO MAR VOLTAM A SORRIR E JÁ ESPREITAM O MAIN ROUND

Foto: © Anze Malovrh / kolektiff

Exibição de luxo de Portugal, dos Heróis do Mar frente à Chéquia carimbada com triunfo por 27-30, mantém o registo invicto e a ambição intacta para o Main Round do EHF Euro 2024.

Último desafio no Grupo F será esta segunda-feira, a partir das 19h30, diante da poderosa Dinamarca – transmissão em direto na RTP 2.

A caminhada da Seleção Nacional no EHF Euro 2024 segue de vento em popa e, este sábado, o Andebol português voltou a ser dignificado ao mais alto nível.

Os Heróis do Mar protagonizaram uma exibição imaculada diante da Chéquia, venceram por 27-30 podem celebrar a passagem ao Main Round da competição no hotel.

Isto porque o passaporte para a próxima fase só chegará caso a tri-Campeã do Mundo, Dinamarca, não perder com a estreante Grécia.

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Portugal segue de vento em popa

No segundo duelo do Grupo F, voltaram a ficar de fora Gonçalo Vieira e Ricardo Brandão e Martim Costa carimbou 11 remates certeiros.

O jogo de despedida da Ronda Preliminar será esta segunda-feira, diante da Dinamarca, a partir das 19h30, novamente no Olympiahalle, em Munique.

Portugal falhou o primeiro ataque e, pouco tempo depois de ultrapassado o primeiro minuto de jogo, viu Luís Frade ser excluído.

Diogo Rêma Marques começou cedo a mostrar as reconhecidas qualidades e os lusos sofreram apenas um golo nesta primeira situação de inferioridade numérica madrugadora (1-0).

Já de igual para igual, os Heróis do Mar responderam com um parcial de 0-2, por Martim Costa e Leonel Fernandes, para alcançar pela primeira vez a dianteira (1-2).

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Duelo intenso e equilibrado

Seguiu-se um duelo intenso e equilibrado, com as duas defesas a mostrarem-se coesas e agressivas, com Portugal a segurar sucessivas vantagens mínimas, que até podiam ter crescido para dois golos, não fossem as intervenções do guardião Tomáš Mrkva, a ‘estrela da companhia’ desta seleção checa, que atua no THW Kiel.

Aos 15 minutos, os Lusos lideravam por 5-6, altura em que apareceu nova exclusão, desta vez para Leonel Fernandes.

Em mais um livre de 7 metros, Diogo Rêma Marques voltou a dizer presente e a impedir novo empate contrário.

Aos 16 minutos, Martim Costa foi o autor do 5-7, que colocou Portugal a vencer pela primeira vez – e finalmente – por dois golos de vantagem e, para melhorar o cenário, a Chéquia teve logo a seguir a primeira exclusão da partida.

Face a este contexto, foi novamente o mais velho dos irmãos Costa a dilatar a diferença, desta feita para três golos (5-8).

A seleção checa começou a perder algum discernimento, para além de que Portugal continuava firme na defesa e aos 19 minutos apareceu um já esperado time-out por parte do espanhol Xavi Sabaté, logo após Pedro Portela marcar o 5-9.

A pouco mais de 10 minutos do intervalo, eram já uns inéditos quatro golos a separar as duas seleções.

Diogo Rêma Marques – Foto: © Anze Malovrh / kolektiff

Diogo Rêma Marques o grande destaque

Após a paragem, o jovem guardião ‘Rêma’ fez a quarta e a quinta defesas consecutivas e o recém-entrado Joaquim Nazaré marcou os dois primeiros da conta pessoal, para aumentar para seis a liderança portuguesa (5-11).

Neste momento, aos 23 minutos, a Chéquia já não marcava há 10 minutos.

Até ao final da primeira parte, houve tempo para as habituais trocas no xadrez de Portugal, que chegou mesmo aos sete golos à maior (6-13) mas o grande destaque continuava a ser Diogo Rêma Marques que, manteve a eficácia checa a zeros no que toca aos livres de 7 metros: quatro defesas nessa situação do jogo.

O jovem de apenas 19 anos terminou a primeira metade com 9 intervenções e 50% de eficácia.

Os primeiros 30 minutos foram extremamente positivos para os Heróis do Mar e isso estava bem espelhado na grande diferença entre as seleções, no que toca à percentagem de eficácia de remate: 72% para Portugal contra apenas 39% dos checos.

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Portugal conseguiu estabilizar o rumo do jogo

Na segunda parte, estrearam-se Rui Silva, Fábio Silva e António Areia e Portugal precisou de apenas três minutos para voltar ao patamar dos sete golos (10-17), depois de um curto período de parada e resposta.

A Chéquia teria que reagir se quisesse continuar a sonhar com a vitória e tal aconteceu mesmo, com os checos a aproveitarem uma situação de superioridade numérica para encurtar a diferença para cinco golos (15-20), aos 40 minutos.

Paulo Pereira pediu de imediato o primeiro time-out da segunda parte e, na sequência, lançou Gustavo Capdeville para a estreia na baliza.

Portugal conseguiu estabilizar o rumo do jogo, não permitiu que a Chéquia ganhasse terreno e, a meio da segunda parte, voltaram a aparecer aos poucos alguns dos atletas que começaram a titular.

Gustavo Capdeville justificou a aposta, brilhou entre os postes e, aos 48 minutos, Alexandre Cavalcanti – na primeira ação ofensiva em ataque organizado – apontou o 17-24, trouxe de novo os sete golos de vantagem e Xavi Sabaté não viu outra opção que não a solicitar um time-out.

A seleção checa saiu da paragem muito motivada e entrou num dos melhores momentos desde o início da partida.

Com um 5:1 profundo a condicionar a ofensiva lusa, concretizou um parcial de 3-0 – finalizado aos 53 minutos – para reduzir a diferença para quatro golos (20-24), algo que já não se via desde o 5-9.

Paulo Pereira parou o jogo a quatro minutos do fim.

Até ao final, os Heróis do Mar não tremeram, Martim Costa vestiu a capa de heróis e Portugal segurou um triunfo muito importante para que o objetivo de chegar ao Main Round fosse cumprido.

A partir daqui, só faltava a Dinamarca vencer a Grécia.

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