Vitória ao Sprint na São Silvestre de Espinho

A 3ª edição desta prova, realizada em Espinho, vem deixar vincada a sua qualidade, o potencial que futuramente a prova vai ter no calendário dos atletas profissionais e amadores ou apaixonados.

Começar o ano a correr em espinho, é uma optima opção para os apaixonados da corrida de estrada e não só.

Homenagem a António Leitão

Registe-se a homenagem que a prova todos os anos faz, no caso concreto, relembrar o saudoso e eterno António Leitão, Espinhense, que muitas alegrias nos deu, não só ao atletismo nacional, mas ao desporto nacional. Memória eterna nos deu o António Leitão, nos jogos olímpicos de Los Angeles 1984, com a sua fantástica medalha de bronze.

Antes de falar da prova, um aparte a registar, o acto nobre da organização de fazer respeitar a memória de Mário Soares, exemplarmente respeitada com um minuto de silêncio pelos presentes, seguido por uma salva de palmas, mostrando que o atletismo é feito de gentes de tolerância, respeito e fair-play.

1.400 aderiram à São Silvestre de Espinho

Quanto à prova, foram 1400 os participantes que se dividiram maioritariamente pela corrida, terminando esta 901 atletas, e parte pela caminhada, que percorreram a bela cidade de Espinho, pelas ruas, where the streets have no name, fazendo alusão à particularidade da cidade ter ruas numeradas.

A cidade estando encostada ao mar, e sendo muito plana, teve inesperadas dificuldades, com subidas que obviamente não sendo de grau elevado, trouxe tempero à corrida e à competição para os que lutam por vitórias.

E falando de vitórias

Vitórias, que no escalão feminino foi conquistada pela Silvia SantosCA Ovar/X5 Healt Club – 39m59s, seguida de Marisa JoãoDCICCDRPedrulha Mealhada – 42;46 e no terceiro lugar, da equipa da casa Running Espinho, Cristiana Ferreira – 42;55.

No escalão masculino, a vitória foi para o Helder Lopes – DCICCDRPedrulha Mealhada, com 32m16s, que a conseguiu nos últimos metros, comemorando efusivamente, seguido do Espanhol Genaro NogalesCapex – 32;20 e em terceiro, o vencedor da edição do ano passado, André Marques – CAGAP – 32;30.

A concorrência nesta edição foi mais forte e mais rápida, com Hélder Lopes a assumir o comando da corrida desde o seu início, que declarou no final: «Vinha com o objetivo de ganhar e só posso estar satisfeito, pois esta era uma vitória que ansiava há muito, depois de na Figueira da Foz o triunfo me ter escado por um triz».

Ultimo Km dá prémio para o mais veloz, digno de uma lebre!!!

Outro tónico da competição foi a contabilização do ultimo KM, cabendo o mérito do melhor tempo ao Hélder Pires – CA Ovar/X5 Healt Club, com um fantástico 2m45s, digno de uma lebre!!!

Helder Lopes – DCICCDRPedrulha Mealhada foi o 2º com 2;53 e o Espanhol Genaro Nogales – Capex – 2;58, obteve o 3º lugar.

A conclusão a tirar desta prova, é que atingiram um nível de excelência, pelo trajecto competitivo escolhido, pelas belas ruas de Espinho, com o destaque para a avenida à beira mar e pela passadeira vermelha da mítica rua 19, que premeia o ultimo KM de esforço dos atletas, que diga-se foram premiados pelo povo, que saiu à rua para os aplaudir e motivar.

Mas também por toda uma estrutura de logística, com um staff bem organizado, no antes (informações e entrega de dorsais), durante (bombeiros e muitos abastecimentos líquidos) e pós prova (abastecimentos líquidos e sólidos, bombeiros e cruz vermelha e boas condições para banho), premiada por uma bela medalha de finisher com a alusão ao António Leitão!!!

Parabéns e até para o ano Espinho

WHERE THE STREETS HAVE NO NAME!!!

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Texto: Rui Filipe Gabriel – ACMA Running Team – Viagens 360 Gaia
Fotos: Organização

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