RUI OLIVEIRA COM UM DIA DE SONHO
Rui Oliveira - Foto: UAE Team Emirates
Rui Oliveira cumpriu um sonho e é ele o novo líder da Classificação Geral, isto apesar de não ter vencido esta primeira etapa – na reta da meta, o brilho maior foi da Tavira-Crédito Agrícola.
A Camisola Amarela deixou de pertencer a Julius Johansen, mas fica na equipa da UAE Team Emirates XRG: em estreia na Grandíssima.
Lourinhã-Queluz, eis a primeira etapa em linha da 87.ª edição da Volta a Portugal Jogos Santa Casa, que viveu esta tarde um elétrico final na chegada ao Palácio Nacional de Queluz.
Mas já lá vamos.
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Fonte: Site oficial – Volta a Portugal
Fotos: Rodrigo Rodrigues e Igor Martins / FPC
Cinco corajosos lançaram-se para a fuga
Não foi preciso esperar muito para se ver a formação da fuga do dia.
Ao quilómetro dois, cinco corredores lançaram-se na frente, e por lá andaram durante muito tempo:
Gabriel Silva (Localiza Meoo / Swift Pro Cycling), Iker Bonillo (Feira dos Sofás-Boavista), Patrick Welch (APS Pro Cycling by Team Cadence Cyclery), Diogo Pinto (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car) e Andrey André (GI Group Holding-Simoldes-UDO).
No pelotão ficaram os homens rápidos, com intenções concentradas nos últimos metros.
Por isso a fuga andou sempre a rondar os dois minutos de vantagem, com a UAE Team Emirates XRG – sobretudo – a trabalhar na perseguição.
Bonillo – vencedor do Prémio da Combatividade EBRO – acabou por ser o elemento de referência nas primeiras contagens intermédias da tarde.
Foi o mais rápido na meta volante bonificada de Silveira e na de Mafra.
Foi segundo, atrás de Welch na do Palácio Nacional de Mafra.
Na subida a Montelavar, coincidente com uma contagem de montanha de terceira categoria, a corrida começou a agitar.
Na fuga, descolaram Gabriel Silva e Diogo Pinto – este viria a recolar pouco depois – e o pelotão aumentou o ritmo.
Uma altura em que a Caravana já estava dentro dos últimos 40 quilómetros da tirada.
Bonillo voltou a ser o mais rápido nessa primeira contagem.
Mas pouco depois, na outra subida do dia – Alto de São Pedro de Sintra, também de terceira categoria –, já o pelotão seguia compacto.
Oscar Rota, colega de Bonillo na Feira dos Sofás-Boavista, foi quem mais pontuou nessa ascensão e garantiu a liderança da Classificação de Montanha, em igualdade precisamente com Bonillo.
A partir daí, como costuma dizer-se na gíria, foi sempre a abrir. Cerca de 20 quilómetros intensos até à meta, com muita velocidade e luta por posicionamento.
Tavira-Crédito Agrícola não deu hipóteses no sprint, Rui Oliveira cumpriu um sonho
A batalha final acabou por ser ganha pelo Tavira-Crédito Agrícola, com muita mestria.
Miguel Salgueiro e Francisco Campos mostraram força e confiança nas pernas, e o primeiro lançou o segundo para a estreia a vencer na Grandíssima.
Entre os dois, só mesmo Daniel Cavia (Burgos-Burpellet-BH) foi capaz de intrometer-se.
“A nível da Volta a Portugal, vencer uma etapa é tudo novo. É muito especial, a nossa Volta.
É o objetivo de toda a gente, foi mesmo um dia muito especial. Estou muito feliz, assim como a equipa”, afirmou Campos.
Logo atrás chegou Rui Oliveira, o novo Camisola Amarela.
O português não alcançou o tão desejado triunfo, mas aproveitou a falta de pernas do colega Julius Johansen na última subida do dia para subir à liderança da Geral.
O corredor luso assumiu que foi o cumprir de um sonho.
“Estou sem palavras. Antes de mais, dar os parabéns ao Francisco e ao Tavira, ganharam de uma maneira magnífica. Merecem bastante.
Obviamente que o meu objetivo era ganhar uma etapa, nunca sonhei vestir de Amarelo.
Mostrei boas pernas, mas tenho de agradecer à minha equipa o apoio que me deram desde o quilómetro zero.
Poderia ter vencido, mas parabéns ao Francisco, ao Miguel e ao Tavira. Mas sim, foi o concretizar de um sonho”, confessou.



