HERÓIS DO MAR FIZERAM HISTÓRIA!
A Seleção Nacional venceu a Suécia por 36-35, num jogo épico decidido por Martim Costa no último segundo. Com este triunfo, os Heróis do Mar fecham o EHF Euro 2026 com uma prestação memorável, conquistando a sua melhor posição de sempre na prova.
Num duelo que foi uma autêntica ode ao andebol ofensivo, Portugal mostrou resiliência e crença. Frente a uma Suécia habituada aos grandes palcos, na Jyske Bank Boxen, a equipa de Paulo Jorge Pereira soube sofrer nos momentos de desvantagem e teve a frieza necessária para decidir nos segundos finais.
Fonte: FPA
7 inicial e arranque fulgurante
7 inicial: Diogo Valério, Diogo Branquinho, Martim Costa, Rui Silva, Francisco Costa, António Areia e Luís Frade.
O duelo pelo 5.º lugar arrancou com um ritmo frenético e um Martim Costa insaciável.
O lateral assinou quatro dos cinco primeiros golos nacionais, obrigando a Suécia a um time-out precoce logo aos 7 minutos.
Portugal liderava com autoridade, mas a resposta sueca foi pragmática, aproveitando transições rápidas para equilibrar o marcador.
Capdeville brilha e Portugal mantém a frente
Foi então que Gustavo Capdeville se tornou protagonista.
Vindo do banco para um livre de 7 metros, o guardião travou dois lances capitais consecutivos e somou intervenções decisivas que galvanizaram a equipa.
Com Iturriza e Luís Frade a darem luta junto aos seis metros, Portugal manteve-se na frente até aos 23 minutos, altura em que Paulo Jorge Pereira parou o jogo para reorganizar a estratégia.
Parada e resposta no final do primeiro tempo
A reta final do primeiro tempo foi de parada e resposta.
Diogo Branquinho, João Gomes e Salvador Salvador mantiveram a eficácia lusa, mas a Suécia castigou cada falha defensiva.
Nos instantes finais, Salvador colocou Portugal em vantagem, os escandinavos restabeleceram a igualdade, e Branquinho viu a sua rosca beijar o poste e sair pela linha final, mantendo o resultado igual.
Intervalo: 16-16
Ataque intenso e decisões cruciais
A segunda metade foi um duelo de ataques, onde as defesas raramente conseguiram travar o caudal ofensivo.
Francisco Costa assumiu o comando das operações lusas, respondendo golo a golo à eficácia sueca, enquanto o capitão Rui Silva trazia o sangue-frio necessário nos momentos de maior pressão.
As duas formações procuravam um triunfo que lhes daria a quinta posição na tabela final da prova.
A pressão sentia-se na Jyske Bank Boxen com o receio de que qualquer falha pudesse ser decisiva para o desfecho da contenda.
A velocidade lusa ia fazendo estragos na formação de Michael Apelgren, mas o contra-golo adversário também dava frutos.
Últimos segundos e triunfo histórico
O último minuto foi de drama e contornos épicos. Com o marcador empatado a 34, Martim Costa colocou Portugal na frente, mas a Suécia respondeu de imediato.
Após o derradeiro time-out de Paulo Jorge Pereira a escassos segundos do fim, a responsabilidade recaiu sobre o lateral esquerdo nacional.
Martim, com um remate em suspensão no último segundo, furou a defensiva sueca e selou o triunfo por 36-35 que deu aos Heróis do Mar a melhor classificação de sempre em Campeonatos da Europa.




