JOÃO ALMEIDA “ESPERAMOS TERMINAR NO PRIMEIRO LUGAR”
João Almeida - Foto: UAE Team Emirates
Na Volta ao Algarve que se inicia já amanhã, João Almeida parte determinado a lutar pela vitória numa prova que continua por conquistar no seu palmarés. O ciclista português lidera a UAE Emirates nesta edição e não esconde a ambição, mesmo reconhecendo as dificuldades do percurso e a qualidade da concorrência.
Fonte: Helena Santos com a Lusa
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Ambição reforçada depois do segundo lugar
“Ter o dorsal ‘1’ nas costas é motivante. Esperamos terminar no primeiro lugar, que sabemos que vai ser difícil, mas vamos tentar”, afirmou o corredor em declarações à agência Lusa e à Rádio Renascença.
Depois do segundo lugar alcançado na edição anterior, Almeida assume que a corrida algarvia é um objetivo assumido na sua carreira.
“É um objetivo que eu gostava de carreira ganhar a Volta ao Algarve pelo menos uma vez”, declarou, admitindo que o desfecho de 2025 ainda lhe pesa:
“O segundo lugar em 2025 ficou-me um pouquinho atravessado por sentir que fiquei tão perto e tão longe ao mesmo tempo”.
Rivais e estado de forma
Questionado sobre os principais adversários, o português apontou dois nomes em particular, o espanhol Juan Ayuso, agora na Lidl-Trek, e o alemão Florian Lipowitz, terceiro classificado do Tour2025.
“E deve haver para aí algum outro de que eu me estou a esquecer”, acrescentou.
A preparação para a prova algarvia deixa o ciclista confiante.
Depois do segundo lugar na Volta à Comunidade Valenciana, Almeida considera que chega em boas condições à corrida portuguesa.
“A forma é boa, sinto-me bem, portanto tem tudo para correr bem nesta Volta ao Algarve”, avaliou.
Percurso e pontos quentes
O percurso da 52.ª edição também mereceu nota positiva por parte do vice-campeão da Vuelta2025, que estará acompanhado pelos compatriotas António Morgado, Rui Oliveira e Ivo Oliveira.
“É melhor para trepadores, com a subida à Fóia a ser mais dura e duas passagens no Malhão, e um contrarrelógio plano, mas diferente do habitual. [O ‘crono’] parece-me ser muito bom”, resumiu.
Sobre as alterações introduzidas pela organização, nomeadamente os chamados ‘pontos quentes’, Almeida antevê cenários variados ao longo das etapas.
“Se calhar, há dias em que talvez a fuga esteja ainda na estrada, talvez não.
Mas temos de lidar com as circunstâncias e temos de nos adaptar”, sublinhou.
Olhar no Giro
O desempenho na Volta ao Algarve é visto como parte importante da preparação para a Volta a Itália.
“Acho que começar também bem a temporada é sempre positivo, dá-nos confiança para as próximas corridas.
Ainda tenho algumas corridas até lá [ao Giro], espero vencer mais, mas vamos tentar o nosso melhor”, reforçou.
Na prova italiana, o português deverá voltar a cruzar-se com Jonas Vingegaard, que o precedeu na classificação final da Vuelta.
“É um adversário muito duro e muito bom.
Estivemos perto [na Vuelta] de derrotá-lo, mas faltou o quase.
E acho que já é motivo de orgulho, fizemos um excelente trabalho.
E é continuar a esforçar-me para ser ainda mais forte e tentar ganhar”, destacou.
A presença do dinamarquês na Volta a Itália não apanhou Almeida de surpresa.
“Já havia rumores, já estávamos à espera que ele fosse.
Se não fosse, era melhor. Mas o facto de ele ir acho que é bom para mim também.
Torna a corrida mais dura, um bocadinho mais controlada também. E acho que vai ser uma bonita Volta a Itália”, concluiu.



