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Algarve é o primeiro teste para estrelas internacionais

A 44.ª Volta ao Algarve, que irá realizar-se entre quarta-feira e domingo, será o primeiro grande teste da nova temporada para muitas estrelas do ciclismo mundial.

O australiano Richie Porte, cehefe-de-fila da BMC Racing Team para a Volta a França e vencedor da Volta ao Algarve em 2012, é um dos corredores que encara a corrida portuguesa com expectativa.

Richie Porte “Poderemos jogar várias cartas em diferentes etapas”

Estou ansioso para voltar a competir.
Como venho de correr na Austrália e esta é minha primeira corrida na Europa, quero ter alguns bons dias de competição nas pernas e adaptar o organismo às temperaturas europeias.
Temos uma equipa forte e poderemos jogar várias cartas em diferentes etapas”, avisa Richie Porte.

Uma dessas “cartas” é o estadunidense Tejay van Garderen, que terá na Volta ao Algarve a primeira prova de 2018.

A preparação de inverno foi muito boa.
Estou muito motivado para começar em força a nova temporada.
O Richie Porte será o líder para a corrida, mas estando ambos em forma podemos jogar com isso.
Já corri esta Volta cinco vezes e terminei no pódio em 2011.
Portanto, sei bem com o que contar”, diz o lugar-tenente de Porte na BMC.

Richie Porte – Foto de arquivo

O galês Geraint Thomas “Não está em Portugal para somar quilómetros”

A lista de adversários da equipa sediada nos Estados Unidos é alargada e alguns também já avisaram que não estarão em Portugal apenas para somar quilómetros.

O galês Geraint Thomas (Team Sky), vencedor da Volta ao Algarve em 2015 e em 2016, está neste lote.

Estou a começar a época de forma mais lenta do que no passado, mas senti-me num momento de forma decente durante os treinos.
Vou ao Algarve para lutar pelo melhor resultado possível”, confessa o corredor que irá partilhar o comando da Sky com o polaco Michal Kwiatkowski, vencedor da Volta ao Algarve em 2014.

Tenho boas memórias desta corrida, que é um bom evento.
Há dois duas duros e um contrarrelógio, pelo que é uma boa maneira de começar a época.
O clima, geralmente, é muito bom.
Kwiatkowski também estará presente, espero que estejamos em boa forma para fazer algo”, conclui Geraint Thomas.

Geraint Thomas

Bob Jungels “Estreia-se na Volta ao Algarve”

O campeão luxemburguês de fundo, Bob Jungels (Quick-Step Floors), vai estrar-se na Volta ao Algarve, mas tem um currículo de respeito, que inclui dois top 10 no Giro de Itália.

No ano em que troca a corrida transalpina pela chefia da Quick-Step Floors no Tour, escolheu a Volta ao Algarve para o primeiro grande teste do ano.

Vai ser a minha primeira vez na Volta ao Algarve, mas não participo apenas com o objetivo de ganhar forma.
Vou aproveitar todas as oportunidades.
Sinto-me bem e olhando para o percurso acho que é uma corrida que me assenta bem.
Ainda não sei se poderei lutar pela classificação geral, porque estamos numa fase muito precoce da temporada.
No entanto, tendo em conta o que fiz em Múrcia, a minha forma é boa e isso é o mais importante”, exclama Bob Jungels.

Os diretores desportivos sabem que a Volta ao Algarve é perfeita para que os seus principais corredores afinem pormenores para enfrentar os principais objetivos do ano.

Trek

BMC Racing Team regressa à Volta ao Algarve

Foi por isso que a BMC Racing Team decidiu regressar à corrida portuguesa, após cinco anos de ausência.

É uma boa corrida para avaliar a forma dos ciclistas no início da temporada.
Apresentamo-nos com uma equipa forte, que inclui o ex-vencedor Richie Porte, e Tejay van Garderen.
Será a primeira prova de Richie após as corridas australianas e o arranque de época para Tejay, que vem de um estágio em altitude.
É a corrida perfeita para preparar o Paris-Nice e o Tirreno-Adriático e para testar a condição dos corredores”, explica o diretor desportivo, Fabio Baldato.

“Após a segunda etapa, com a chegada à Fóia, já teremos uma ideia de como a corrida estará a desenrolar-se.
A partir daí vamos encarar as coisas dia a dia”, anuncia o responsável técnico pela BMC Racing Team.

A Volta ao Algarve é uma corrida internacional de classe 2.HC, o segundo nível mundial, apenas suplantado pelo WorldTour.

A corrida será disputada por um pelotão de 175 corredores, representando 25 equipas.

Treze dos coletivos são do WorldTour, três são da segunda divisão internacional (categoria continental profissional) e nove são as equipas portuguesas, de categoria continental.

Texto: José Carlos Gomes
Fotos: UVP / FPC

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