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Coluna Dto
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Corrida da Nau uma festa à beira-mar

Começou o mês de Setembro e com ele também inicia-se a nova época desportiva no que ao atletismo nacional diz respeito. Muitos são os atletas que apresentam-se para esta nova época com objetivos a serem cumpridos e metas a serem atingidas. Uns começam mais em ritmo de treino para as provas maiores do Outono, outros começam já a querer mostrar resultados, mas o importante é que as provas de atletismo estão de regresso à estrada, e corrida da Nau foi uma delas.

Corrida da Nau integrou o circuito de Portugal a Correr

Para começar a época nada melhor que uma prova tranquila à beira-mar num percurso sem grandes dificuldades e feito em ritmo de festa. Para esse propósito, Vila do Conde foi palco de uma das provas mais emblemáticas do país, a corrida da Nau que neste ano celebrou as suas bodas de prata.

A 25ª edição da Corrida da Nau decorreu este Domingo (2) de setembro pelas 10:00 horas em Vila do Conde e foi uma organização da GlobalSport, em parceria com o clube de atletismo ‘Os Rompe Solas’ e o apoio da Câmara Municipal, e da Junta de Freguesia de Vila do Conde.

Este ano, a prova integrou o circuito de provas nacionais da GlobalSport, Portugal a Correr. Aos atletas estava proposta uma prova cronometrada de dez quilómetros e a complementar o evento estava a tradicional caminhada na distância de cinco quilómetros.

A equipa de Opraticante.pt esteve presente e agora apresentamos todos os detalhes do evento.

 

 

Percurso praticamente plano e para boas marcas

A Corrida da Nau teve partida e chegada junto à nau quinhentista que é um ex-líbris da cidade de Vila do Conde.

Podemos dividir o percurso da corrida da Nau em duas partes.

A primeira parte da prova com os seus dois quilómetros iniciais a decorrerem no centro histórico da cidade num carrossel cheio de altos e baixos por entre ruas e ruelas empedradas e cujo destaque foi a passagem junto à Igreja de São João Batista.

 

Os restantes quilómetros de prova decorreram na marginal da cidade junto à foz do Ave e passagem ao lado das praias com um retorno junto à igreja do Nosso Senhor dos Navegantes na zona das Caxinas decorria o sexto quilómetro de prova.

Em suma, o percurso desta prova era de valor para os atletas obterem boas marcas neste inicio de época. Mesmo que se perdesse algum tempo nos dois quilómetros iniciais, podia-se facilmente recuperar esse tempo nos quilómetros seguintes e também beneficiar da ligeira descida no retorno para a meta.

 

O único obstáculo para os atletas, terá sido talvez a temperatura a que decorreu a prova e algum vento contra após o retorno.

Vencedores

Carla Martinho vence na competição feminina

No que toca à competição feminina da prova, esta foi menos disputada que a masculina. A vencedora da prova foi Carla Martinho do Recreio Desportivo de Águeda que cruzou a linha de meta com 35.30 minutos. Na segunda posição ficou a atleta dos Amigos da Montanha, Doroteia Peixoto com 36:41 minutos e a fechar o pódio, Jéssica Pontes do Sporting Clube de Braga com 38.59 minutos.

Carla Martinho

Miguel Ribeiro vence 25ª corrida da Nau

O grande vencedor da 25ª edição da corrida da Nau foi Miguel Ribeiro do Clube Olímpico Vianense que terminou a prova em 31:40 minutos. A prova foi decidida ao segundo com o atleta vianense a ficar somente um segundo à frente de Ricardo Ribas do Sport Lisboa e Benfica e a três de Vítor Oliveira, do Maia Atlético Clube. Deste grupo de atletas que dominou a prova de inicio a fim ainda fazia parte João Almeida que quebrou na parte final e acabou a prova a sete segundos do vencedor. Miguel Ribeiro com esta vitória, continua a ser o totalista de vitórias no circuito Portugal a Correr da GlobalSport pois já havia vencido a prova de Monção que aconteceu em Abril.

Miguel Ribeiro

Vencedores por escalão

A prova teve vencedores por escalão e os vencedores foram os seguintes:

Na competição masculina venceram Tomás Carriço (Juniores), Miguel Ribeiro do Clube Olímpico Vianense (Seniores), Vítor Oliveira do Maia Atlético Clube (M35), Ricardo Ribas do Sport Lisboa e Benfica (M40), Davide Figueiredo do Figueiredo’s Runners and Friends (M45), Fernando Maia do Blasqem (M50), José Cabral (M55) e Jacinto Oliveira do Sunset Runners (M60).

Na vertente feminina triunfaram Jéssica Pontes do Sporting Clube de Braga (Seniores), Doroteia Peixoto dos Amigos da Montanha (F35), Carla Martinho do Recreio Desportivo de Águeda (F40), Fátima Silva do Cdpóvoa (F45), Maria Campos do Spin&Run Esposende (F50), Fernanda Coelho (F55) e Maria Brás do Spin&Run Esposende (F60).

Patricia Silva – OPraticante.pt – Foto: António Sousa

Opraticante.pt

A equipa de Opraticante.pt esteve representada por Patrícia Silva (274º geral / 10º F35) – 52:24min e Nuno Fernandes (421º geral / 57º seniores) – 1h05min.

Corrida da Nau, uma prova com excelente organização

Tendo já participado em várias provas organizadas pela GlobalSport sabia de antemão que esta prova iria ter uma organização capaz e de bom nível. A organização foi excelente e só não digo que foi irrepreensível por um motivo que mais à frente irei dar conta.

Chegado cedo a Vila do Conde, no local de partida e chegada da prova já estava toda a estrutura para a prova montada. O secretariado era no posto de turismo local e o levantamento do dorsal era feito nos fundos do edifício e onde se recebia o dorsal e na saída levantávamos um saco plástico com uma t-shirt técnica azul alusiva à prova, uma barra de cereais e folhetos promocionais.

Após a prova para além da medalha de finisher em madeira, recebia-se um saco com bolachas, barra de cereais, maçãs, águas e leite. Para quem desejasse havia ainda oferta de isotónico. Para o preço de inscrição de dez euros, o que os atletas recebiam está a um nível excelente.

Em relação ao local onde estava a estrutura da prova, tinha o seu espaço bem definido e delimitado por barreiras de segurança e tudo bem sinalizado. Tudo estava no devido local e com todas as valências para os atletas. Casas de banho, guarda-roupa, espaço de massagem, tenda de bombeiros para os primeiros socorros. As crianças que acompanhassem os pais à prova tinham um espaço com insufláveis.

O local tinha um espaço para os atletas tirarem a foto alusiva à prova. Faltavam trinta minutos para a prova começar e já em palco estavam os responsáveis a dar o aquecimento a todos que o desejassem fazer.

 

Em cima disse que a questão de organização só não foi irrepreensível por um aspecto e este foi a demora que houve para dar o tiro de partida. Entendemos que a prova era uma celebração do grupo de atletismo local, tinha-se de fazer honra à cidade de Vila do Conde mas porque não fazer isso antes da hora de partida?

Os atletas tiveram uma espera de quase quinze minutos após as dez horas debaixo de calor e quem estava no fundo da caixa de partida não entendia o que se passava pois havia discursos, cantava-se o hino local, etc. Mas como digo, entende-se os motivos da organização para o ter feito.

Bom ambiente nas ruas de Vila do Conde

É sabido que esta zona norte de Portugal onde decorreu a prova é conhecida pela sua ligação ao desporto, seja atletismo, seja ciclismo, há muitos atletas de fim-de-semana nesta zona. Como tal, não foi de estranhar que as ruas por onde passou a prova tivessem público a apoiar os atletas.

Os primeiros metros de prova ainda se estranhou o silêncio da rua mas à medida que se subia para o alto da cidade, a animação e o apoio estavam lá. A música também se ouvia com um rancho folclórico local a mostrar a sua arte aos presentes. Mais à frente na prova um grupo de concertinas também se fez ouvir.

Foi bonito ver na marginal junto às praias as ruas ladeadas de público de um lado e de outro a bateram palmas e a incentivarem quem corria nas ruas debaixo do calor que se fazia sentir. Assim sabe bem participar nas provas.

Prova com dois pontos de hidratação

Na minha opinião, uma organização mostra o seu carácter para com os atletas com base no número de abastecimentos que colocam numa prova e onde não se limitam a cumprir as regras. Na corrida da Nau havia dois pontos de hidratação, um após o quilómetro quatro e outro após quilómetro sete. Dado o calor que se fez sentir durante a prova, este número de abastecimentos foi bem necessário.

Tal como no local de partida e chegada, o percurso estava bem delimitado e segurado por forças de autoridade. Em todos os quilómetros de prova havia placas informativas. Nos pontos em que a corrida coincidia com a caminhada, houve o cuidado de se separarem as vias. Quando tudo está bem delimitado e sinalizado é meio caminho para tudo correr bem.

25ª Corrida da Nau, uma festa com muitos convidados

A celebração das bodas de prata da Corrida da Nau foi um sucesso tanto a nível de afluência bem como a nível organizativo.

O nível de afluência de atletas á prova foi muito satisfatório com 449 atletas a cruzarem a linha de meta. Note-se que à mesma hora aconteciam duas provas relativamente perto com a corrida Cidade de Alfena em Alfena e com o Zupper Urban Trail em Ermesinde. Em relação a estas provas, a corrida da Nau foi a que teve mais afluência e por larga margem.

No que toca ao aspecto organizativo, já tudo foi dito e é daquelas provas que de tão bem organizada que estão, pouco há a dizer. Mais uma vez a GlobalSport mostra toda a sua capacidade organizativa e a montar uma estrutura fiável para uma grande prova. Não è à toa que para além do circuito Portugal a Correr, esta promotora seja a responsável pelo circuito Running Wonders, ou seja capacidade de organização é algo que não falta a esta equipa.

Rendilheiras

Claro está que a última palavra sobre esta prova tinha de ser para o grupo que em 1993 decidiu criar esta prova, os Rompe Solas. A organização de topo foi a promotora que a trouxe mas a simpatia, o gosto pelo atletismo e o crer de manter viva esta prova ao longo dos anos, seja com ou sem competição, isso sim é tudo mérito deste grupo que tão bem representa esta grande e emblemática cidade que é Vila do Conde. Um bem-haja e venham as bodas de ouro.

Nuno Fernandes – OPraticante.pt – Foto: António Sousa

Texto: Nuno Fernandes
Fotos: GlobalSport

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