IVO OLIVEIRA E A PERSEGUIÇÃO MAIS RÁPIDA DE SEMPRE

Ivo Oliveira - Foto: UVP – Federação Portuguesa de Ciclismo

Ivo Oliveira foi o melhor dos três portugueses ontem em ação no Campeonato do Mundo de Pista, em Ballerup, Dinamarca.

Conseguiu a sexta posição na perseguição individual, disciplina em que nunca tinha sido tão rápido.

Diogo Narciso foi sétimo na corrida por pontos e Maria Martins fechou o omnium no 11.º lugar.

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Fonte: UVP – Federação Portuguesa de Ciclismo

Ivo Oliveira com sucesso e de forma clara atingiu o objetivo

O corredor gaiense tinha como primeira meta superar a melhor marca pessoal (e nacional) no contrarrelógio de 4 quilómetros.

O objetivo foi concluído com sucesso e de forma clara.

Ivo Oliveira
Ivo Oliveira – Foto: @by_melissassilva_

Ivo Oliveira parou o cronómetro nos 4’04”532, quase dois segundos mais rápido que que o registo a bater, os 4’06”407 estabelecidos no Mundial de Glasgow, em 2023.

Apesar de nunca antes ter sido tão veloz na perseguição individual, o português não conseguiu aceder aos quatro primeiros lugares, que davam acesso à final.

Foi o sexto melhor numa qualificação supersónica, na qual o britânico Josh Charlton estabeleceu um novo recorde mundial, 3’59”304.

Estou muito orgulhoso de todo o trabalho do Ivo, que lhe permitiu fazer uma excelente corrida.

O que dependia de nós era melhorar o registo anterior e o Ivo conseguiu-o por quase dois segundos”, frisa o selecionador nacional, Gabriel Mendes.

Na luta pela medalha de ouro surgiu nova surpresa.

A vitória pertenceu ao italiano Jonathan Milan, que salvou a honra transalpina.

Depois de Charlton ter roubado o recorde mundial a Filippo Ganna, Milan resgatou a melhor marca mundial para Itália: 3’59”153.

Josh Charlton ficou-se pela medalha de prata. O bronze foi para o britânico Daniel Bigham, que termina a carreira de pistard com um pódio no Mundial.

Diogo Narciso – Foto: UVP – Federação Portuguesa de Ciclismo

Estreia de Diogo Narciso em corridas por pontos em Mundiais de elite

Diogo Narciso participou nos 40 quilómetros (160 voltas) da corrida por pontos, alcançando a sétima posição.

Foi uma prova muito movimentada, praticamente sem tempos mortos, o que se traduziu numa média final de 54,545 km/h.

Os ataques constantes permitiram que 13 dos 23 participantes dobrassem o pelotão, mas também levaram a que quatro corredores fossem ultrapassados pelo grupo principal.

O português esteve entre os primeiros.

Diogo Narciso somou 20 pontos de uma volta mais 16 pontos conquistados em seis dos 16 sprints pontuáveis, graças a uma corrida em que esteve sempre perto dos melhores.

A luta pelo pódio foi dramática, com o espanhol Sebastián Mora a valer-se do segundo lugar no último sprint para conquistar o título mundial, com 70 pontos, mais um do que o dinamarquês Niklas Larsen.

O terceiro, a cinco pontos da camisola arco-íris, foi o neerlandês Philip Heijnen.

Na sua estreia em corridas por pontos em Mundiais de elite o Diogo esteve muito bem.

Conseguir pontuar em seis sprints e ainda ganhar uma volta é sinal de que está em evolução e a adquirir competências para estar ao mais alto nível”, considera o selecionador nacional.

Gabriel Mendes e Maria Martins – Foto: UVP – Federação Portuguesa de Ciclismo

“A Maria fez uma corrida regular” Gabriel Mendes.

Maria Martins foi a única portuguesa a participar ontem em provas olímpicas, sendo a décima primeira classificada no omnium.

A ribatejana começou por ser oitava em scratch, foi 13.ª na corrida tempo e sexta na eliminação.

Com estes resultados, a representante nacional chegou à corrida por pontos no décimo lugar.

Na corrida por pontos, apesar de ter tentado algumas vezes sair do pelotão, Maria Martins não conseguiu qualquer ponto, terminando o omnium com os 72 com que iniciou a prova decisiva.

Isso fê-la perder uma posição, acabando no 11.º lugar.

A Maria fez uma corrida regular. As provas que correram melhor foram o scratch e a eliminação.

Mas não foram suficientes para iniciar a corrida por pontos nas oito primeiras, que era a nossa ambição.

Para subir na classificação era preciso pontuar na última prova.

A Maria tentou fazê-lo, mas as iniciativas em que esteve envolvida foram neutralizadas, porque as corredoras que disputavam os primeiros lugares da geral estiveram sempre muito ativas”, sublinha Gabriel Mendes.

A neozelandesa Ally Wollaston está a assumir-se como uma das grandes figuras deste Campeonato do Mundo.

Depois de ontem ter conquistado o título de eliminação, ontem arrecadou a medalha de ouro em omnium, após somar 131 pontos.

A britânica Jessica Roberts foi a segunda, com 119 pontos e a norueguesa Anita Yvonne Stenberg fechou o pódio, com 110.

Hoje, sábado só um português estará em prova, mas a agenda de Rui Oliveira será bem preenchida, já que competirá no concurso de omnium.

A primeira prova pontuável, scratch, está marcada para as 12h37. Seguem-se a corrida tempo, 14h49, eliminação, 18h54, e corrida por pontos, 20h07.

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