PORTUGAL VENCE NA DESPEDIDA EM SOLO EGÍPCIO
Foto: © Jure Erzen / kolektiff / FPA
Ponto final na participação de Portugal no M19 IHF World Championship 2025, com direito à conquista do troféu da President’s Cup.
A turma de Nuno Santos, assim que viu a porta do Main Round ser fechada, há cerca de uma semana, propôs-se a vencer todos os jogos até ao final rumo à melhor classificação possível… e assim foi.
Depois de Marrocos, Kosovo e Ilhas Faroé, a última vitória aconteceu esta sexta-feira, frente à Croácia (33-30), na Final da President’s Cup.
Uma espécie de competição secundária para as equipas que não conseguiram integrar o top-16.
No final do jogo, o capitão da Seleção Nacional sub-19 Masculina, Tiago Sousa, recebeu o troféu.
Foi das mãos do checo Frantisek Taborsky, membro do Comité Executivo da Federação Internacional de Andebol.
João Bandeira Lourenço, com 60 golos marcados em sete jogos, foi o melhor marcador de Portugal na prova.
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Fonte: Federação de Andebol de Portugal
Portugal com uma primeira parte de grande qualidade
A Croácia entrou melhor e construiu cedo uma vantagem de dois golos (0-2), rapidamente anulada pela dupla concretização de João Magalhães (2-2).
Ainda antes dos 5’ apareceu a primeira exclusão do jogo para a Croácia e Portugal aproveitou para passar pela primeira vez para a frente (4-3), com Rafael Vasconcelos e assinar o golo da reviravolta.
Já em igualdade e com algum azar à mistura, Portugal viu a Croácia crescer novamente no jogo e concretizar três golos sem resposta (4-6), para regressar aos dois de vantagem.
A reposta lusa foi consciente e eficaz: parcial de 4-1 e liderança reposta aos 12’.
O guardião Rodrigo Geada tinha entrado inspirado para substituir Bernardo Sousa e ajudou Portugal a atingir a marca dos dois golos de vantagem (9-7), ainda antes dos 15’.
Os lusos tiveram duas oportunidades de dilatar a diferença para patamares novos – de três golos – mas só conseguiram ter sucesso à terceira (11-8), com 18 minutos decorridos.
Crescimento de Portugal leva a Croácia a pedir Time-out
À chegada aos 20’ foi a vez do treinador da Croácia pedir o primeiro time-out face ao crescimento de Portugal no jogo, já depois da turma de Nuno Santos ter chegado ao 12-8.
Após a paragem, e com os croatas em branco há mais de seis minutos, Portugal até esteve próximo de atingir cinco golos à maior.
Mas o adversário melhorou e conseguiu equilibrar as contas, fazendo prevalecer uma diferença de 3/4 golos durante vários minutos.
Depois de muita insistência, a turma dos Balcãs conseguiu quebrar um pouco mais a barreira portuguesa até reduzir para dois golos (15-13), já dentro dos cinco minutos finais da primeira parte.
Numa última investida de grande qualidade, Portugal voou de novo até aos cinco golos de vantagem, margem essa que fechou a primeira parte em Gyza.
Equipa lusa soube sofrer para vencer o confronto com a Croácia
No arranque da segunda parte, um ataque perdido pelos croatas permitiu a Portugal atingir uma inédita vantagem de seis golos (20-14).
Mas a resposta contrária viria a colocar rapidamente um ponto final ao conforto dos lusos: três golos de uma assentada e, agora, três golos a separar as duas seleções, aos 33’ (20-17).
A formação das Quinas deu a volta à situação com mestria.
Com a preciosa contribuição de Rodrigo Geada entre os postes, respondeu de forma ainda mais contundente: parcial de 4-0 (24-17).
Nova vantagem máxima de sete golos e time-out pedido pelos croatas aos 38’.
Quando o cronómetro assinalava 45’ decorridos, a Croácia ganhou ainda mais moral quando atingiu o 27-23.
Aconteceu mesmo em inferioridade numérica, numa fase de menor acerto de Portugal no ataque.
Aos 52’ os guarda-redes de parte a parte somavam entre todos 22 defesas (12 vs 10).
O croata Leo Branko Sunajko a sobressair-se nesta altura e a não deixar Portugal fugir de vez no marcador.
A sete minutos do fim o resultado era de 29-26.
O cenário até podia ter-se complicado para Portugal quando a Croácia ficou a apenas dois golos do empate.
Mas os lusos souberam sofrer, jogaram com o tempo a seu favor e confirmaram a quarta vitória consecutiva para fechar a campanha no 17.º lugar.
No final houve tempo para a habitual cerimónia protocolar, com o capitão, Tiago Sousa, a receber o troféu de vencedor da President’s Cup.




