SOLER BRILHA E UAE SOMA QUARTO TRIUNFO NA VUELTA
A UAE Emirates voltou a demonstrar a sua profundidade e capacidade coletiva na Volta a Espanha 2025. Desta vez, foi Marc Soler quem brilhou, ao vencer a etapa com final no alto de La Farrapona, após um trabalho tático irrepreensível da formação dos Emirados.
O espanhol tornou-se o quarto corredor distinto da equipa a triunfar nesta edição, confirmando a estratégia de diversidade ofensiva.
Fonte: Helena Santos // OPraticante.pt com a Lusa
Leia também
JOÃO ALMEIDA VENCE NO MÍTICO ANGLIRU
ALMEIDA VENCE O MÍTICO ANGLIRU E ELOGIA EQUIPA
Almeida e Vingegaard travam duelo pela geral
Na luta pela classificação geral, João Almeida voltou a mostrar consistência e resistência nas duras subidas da jornada.
O português acompanhou sempre Jonas Vingegaard, camisola vermelha e líder da prova, sem nunca ceder terreno.
Contudo, no sprint final pelo segundo lugar, o dinamarquês conseguiu ser mais rápido, conquistando dois segundos de bonificação que podem revelar-se decisivos na luta pelo título.
Montanha impôs dureza ao pelotão
A etapa de 136 quilómetros, que ligou Avilés a La Farrapona, ficou marcada pela dureza concentrada nos últimos 50 km.
O pelotão fragmentou-se nas rampas do exigente Puertu de San Llaurienzu, com média de 8,5% de inclinação, antes da longa e desgastante escalada final até aos 1700 metros de altitude de La Farrapona, que apresentou 5,9% de inclinação média.
Trabalho de equipa foi chave
A UAE Emirates geriu a corrida de forma exemplar.
Jay Vine, Ivo Oliveira e Felix Grossschartner assumiram papel fundamental no grupo dos favoritos, protegendo Almeida e mantendo-o em segurança perante os ataques.
Apesar do esforço coletivo em torno do líder português, a equipa ainda teve margem para lançar Marc Soler para a vitória, que selou com o tempo de 3h48m22s.
Contexto fora da estrada: protestos pró-Palestina
O dia não ficou apenas marcado pelo espetáculo desportivo.
Antes da partida, registaram-se novos protestos pró-Palestina, o que voltou a gerar tensão no ambiente da corrida.
Face à pressão, a Prime Tech, parceira técnica, optou por apagar a referência a Israel do seu equipamento oficial, numa decisão que não passou despercebida.



