JOÃO ALMEIDA CRITICA ORGANIZAÇÃO DA VUELTA
João Almeida - Foto: UAE Team Emirates
Apesar de não haver uma consagração oficial, o pódio humilde e improvisado no final da Vuelta 2025 encantou e marcou João Almeida de forma especial. O segundo classificado da prova viveu momentos inesperados depois de manifestações pró-Palestina terem interrompido a última etapa.
Fonte: Helena Santos // OPraticante.pt com a Lusa
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O episódio chamou atenção: os próprios ciclistas organizaram o pódio improvisado depois que os manifestantes interromperam a etapa.
João Almeida perdeu a tradicional festa de consagração e lamentou, em entrevista à agência Lusa, que a organização não tenha promovido uma cerimônia oficial.
“É estranho.
Faltou espetáculo para os fãs, aquele ambiente de cerimônia, aquela interação com o público.
Nem sequer chegámos ao circuito; o pelotão foi abalroado pelo protesto e alguns ciclistas caíram.
Depois, tivemos de cancelar tudo um pouco mais à frente e regressar nos carros, porque era impossível chegar seguro de bicicleta até aos autocarros ou à meta”, explicou o ciclista da UAE Emirates.
A magia do pódio improvisado
Mesmo sem a consagração oficial, João Almeida ressalta que o pódio improvisado teve um significado especial:
“Nem sequer houve preocupação da organização em montar um pódio; as equipas tiveram essa ideia.
E acho que foi excelente.
Pessoalmente, gostei bastante do pódio.
Foi mais simples, mais humilde, com um significado mais caseiro.
Foi engraçado, gostei”, referiu.
“O que conta são as nossas memórias, o que sentimos.
Depois, o resto é um pouco mediático”, acrescentou à Lusa.

