BULGÁRIA UM ADVERSÁRIO DE PESO PARA PORTUGAL
Foto: Federação Portuguesa de Voleibol
A Selecção Nacional de Seniores Masculinos está a defrontar neste momento a Bulgária em jogo dos oitavos-de-final do Campeonato do Mundo 2025, a decorrer nas Filipinas.
Este verdadeiro embate de titãs está a ser transmitido em directo pela RTP. Mais informações aqui.
No jogo que decidia o apuramento, com a Colômbia, a Seleção Nacional viveu um autêntico teste à sua resiliência.
Mas superou a pressão e conseguiu uma vitória épica por 3-2 (23-25, 21-25, 25-20, 25-21 e 15-11).
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A Bulgária, que terminou em primeiro lugar e invicta na Pool E, é um adversário de peso, mas a Selecção Portuguesa mostra-se preparada.
“Até ao jogo vamos ajustar alguns pontos tácticos e tentar explorar os pontos fracos da Bulgária.
Não há segredos, só muito trabalho“, explicou João José.
Sublinhando que “a dedicação e o rigor táctico” serão as armas de Portugal para tentar a passagem aos quartos-de-final.
O Selecionador Nacional mostrou a sua satisfação pelo objetivo cumprido, destacando a luta e o empenho da equipa.
“Olhando para o processo todo e analisando friamente cumprimos o objectivo.
Lutámos muito para que fosse possível e pelo caminho tivemos altos e baixos“, referiu João José, que foi eleito o melhor blocador no Mundial de 2002, quando Portugal atingiu os quartos-de-final, tendo terminado a competição no 8.º lugar.
Portugal poderá vir a contar com um trunfo extra.
Trunfo extra para Portugal
O capitão da Seleção Nacional, Alexandre Ferreira, está de regresso, após debelar uma lesão no ombro que se arrastou por mais de três semanas, impedindo-o de dar o seu contributo à turma das Quinas.
“Tem sido uma evolução muito boa.
A equipa médica diz que tem sido uma recuperação rápida e temos feito tudo para acelerar o processo, para ver se consigo dar uma ajuda na equipa na segunda-feira.
Não vai ser fácil. E preciso continuar a trabalhar a parte física, com fisioterapia.
E esperar que consiga jogar na segunda-feira, pelo menos, nem que seja para fazer um ponto, para ajudar a equipa a ter um resultado positivo.
Isso é a parte mais difícil para mim, estar aqui, estar com o grupo, estar dentro da competição.
Mas ao mesmo tempo não conseguir estar dentro de campo e poder dar o meu contributo naquilo que eu faço melhor, que é fazer pontos.
Está a ser difícil, custa, mas também tento me focar naquilo que eu posso acrescentar à equipa e dar à equipa da parte de fora”, salientou Alex.
A Bulgária é uma equipa muito forte fisicamente.
“Eu sinto a equipa mais tranquila, ou seja, para nós o pior já passou, o nosso principal objetivo era passar a fase de grupos, sabendo que ia ser muito difícil, e foi até ao fim, ou seja, muito nervosismo desde o primeiro até o último jogo, muito stress, até ao último para saber se realmente passávamos ou se não passávamos…
Houve uma enorme descarga emocional, e agora eu acho que o grupo está muito mais tranquilo, porque também é um jogo só, tudo ou nada, não temos nada a perder.
A Bulgária é uma equipa muito forte fisicamente.
Mas também tem os seus pontos fracos, debilidades.
É nisso que nós temos que nos focar, e também já demonstrámos que somos capazes de jogar com equipas fortes fisicamente, como foi o caso de Cuba.
Portanto, isso também não vai ser nenhum entrave ou não nos vai meter medo, e é nisso que nós estamos focados”, avisou o capitão português.

