PORTUGAL A TRÊS DIAS DO MUNDIAL SUB-20
Foto: FPA
A comitiva de Portugal mais numerosa de sempre em Mundiais de juniores, com 19 atletas, prepara-se para uma viagem de mais de 8.500 km e oito horas de diferença horária.
Para facilitar a adaptação dos atletas, a Federação Portuguesa de Atletismo, em articulação com o IPDJ, alargou excecionalmente os horários de treino no Centro de Alto Rendimento do Jamor.
Fonte: Federação Portuguesa de Atletismo
Portugal com a comitiva mais numerosa de sempre
A três dias do início do Campeonato do Mundo Sub-20 a equipa portuguesa prepara-se para levar a maior comitiva de sempre a um Mundial de juniores.
Com uma diferença de oito horas em relação a Portugal, a adaptação ao fuso-horário tornou-se uma das prioridades da preparação final dos atletas.
Para responder a este desafio, a FPA entrou em contacto com o IPDJ no sentido de alargar os horários de funcionamento do CAR Jamor.
Esse factor permitiu que os jovens atletas pudessem realizar os treinos mais tarde.
Desta forma começar, ainda em Portugal, a ajustar o seu relógio biológico ao horário que vão encontrar em Eugene.
Uma preparação pensada ao pormenor para a comitiva de Portugal
Francisco Barreto, responsável técnico da seleção, explica a origem da ideia:
“Esta iniciativa, autorizada pela FPA e o IPDJ, surgiu para nos adaptarmos, de forma gradual, ao horário de Oregon, de modo a que a preparação para os Mundiais seja a melhor possível.”
O responsável técnico sublinha ainda o acompanhamento médico dado à comitiva:
“O médico que vai estar com a comitiva, o Dr. Francisco Belo, também se disponibilizou para uma sessão online onde passou conselhos e dicas de preparação para o novo fuso-horário.”
Questionado sobre as expectativas para a prova, Francisco Barreto mantém um discurso equilibrado:
“Temos alguns atletas muito bem classificados em top-lists, mas, enquanto responsável técnico do grupo, ficarei sempre satisfeito se os atletas entrarem em pista para darem o seu melhor.”
Também Pedro Leite, um dos treinadores que vai integrar a comitiva, destaca a fase final do processo:
“Uma vez que o trabalho está praticamente desenvolvido, já só estamos a retocar certos detalhes físicos.
O importante foi ainda em Portugal, preparar o ritmo biológico dos atletas para um mais parecido com o que vão encontrar em Eugene, para chegarem lá com tudo pronto.”
O testemunho de quem vive a mudança de fuso na pele
Cristina Neves, atleta dos 400 metros barreiras, partilha a sua experiência com este tipo de preparação:
“É a primeira vez que estou a fazer treinos específicos para mudar de fuso-horário.
Não está a ser muito difícil, por enquanto, e está a correr bem fazer as coisas um pouco mais tarde que o habitual.
Espero conseguir adaptar-me da melhor forma possível, para que a competição em Oregon seja a muito boa.”
Já Eduardo Carrolo, atleta do salto em altura, para quem esta será a viagem mais longa da carreira, descreve os ajustes na rotina diária:
“Nunca viajei para tão longe.
Estou a deitar-me e a acordar mais tarde, assim como também tenho atrasado as refeições, tudo em vista aos horários dos Estados Unidos.”
O atleta admite que nem todos os ajustes são igualmente fáceis:
“A verdade é que sempre fui uma pessoa que gosta de estar acordada durante a noite.
Essa parte não me tem custado tanto, mas almoçar às quatro ou cinco da tarde ainda é difícil.”
Portugal rumo a Eugene
Com o trabalho técnico concluído e o foco agora centrado na adaptação horária.
A comitiva portuguesa ultima os detalhes a ajustar nos Estados Unidos, para disputar o Campeonato do Mundo Sub-20, entre 5 e 9 de agosto, em Eugene, Oregon.


