Pedro Arsénio vence Atlântica com recorde nos 15 km

Atlântica

Complementarmente à Ultra Maratona Atlântica, uma aventura sem paralelo de 43 km, realizava-se a corrida de 15 km, a Corrida Atlântica Comporta -Tróia, uma “irmã” mais nova para os que pretendem experimentar a corrida nas areias, e que contou com a participação do “padrinho” da prova, o internacional Paulo Guerra, pluricampeão de corta-mato e que chegou a ser quarto numa das primeiras edições da ultra.

Corrida Atlântica Comporta – Competição ou Aventura

A Corrida Atlântica é uma das provas que começa muito antes do tiro de partida por tudo o que a envolve. Com o despertar bem cedo pois escolhi a opção que a organização disponibiliza ir de transporte até ao evento.

Cais de embarque na doca do comércio para apanhar o catamaran das 7:10h e na chegada a Tróia autocarro à espera dos atletas para transporte até à Comporta, o que lá estava era pequeno e não coubemos todos esperamos 15m e logo veio outro que levou os restantes.

Já na Comporta entrega de dorsais sem grandes complicações nem filas de espera, tudo muito bem “oleado” por parte da organização.

Depois espalhados um pouco por todo o lado, segue-se o ritual dos atletas a equiparem-se, sendo uma prova em autonomia logo não tem abastecimentos ao longo dos 15km de praia, cada um leva o que bem entende, eu opto por levar um boné e mochila com água e gel para hidratar.

Deixo o equipamento e pertences dentro da mochila e entrego à organização que a coloca num saco preto fechado identificado com o numero do meu dorsal e o transporta até a meta.

Ligeiro aquecimento, sinto-me confiante, este ano treinei mais e espero um bom resultado. A partida está marcada para as 9:30h, cerca de 10m antes desloco-me para o local e verifico que este ano a maré está mais alta que nos dois anos anteriores que participei. Não me agrada mas está igual para todos, siga.

 

A partida

Ligeiro atraso na partida da Corrida Atlântica nada de grave, soa a buzina e lá vamos nós. Depressa se percebe que ninguém quer puxar, a areia mais dura afunda a sola do ténis e as ondas mais fortes obrigam o zigue-zague constante para não molhar os pés, mas é inevitável e depressa todos temos os pés molhados.

Rapidamente ficamos só 3 atletas na frente de corrida e cerca de 2km percorridos, passo para a frente aumentando um pouco o ritmo ficando só eu, Jorge Robalo e o Pedro Arsénio na frente. Por volta dos 5km o Pedro Arsénio dá um forte esticão, tento reagir mas não vou ao choque, opto por colocar o meu ritmo e tentar perder pouco de forma a ter uma margem recuperável. Noto que km após km ele ganha alguns segundos mas vou calmo e confortável.

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As filmagens e fotos

As motas da organização vão passando por nós a espaços filmando e tirando fotos, vou descontraído e vou trocando algumas brincadeiras com a câmara, mas sempre focado em alcançar a frente da corrida. A paisagem é maravilhosa sempre com a Serra da Arrabida em fundo, as águas são cristalinas, os areais estão limpos, aos poucos aqui e ali vamos-nos cruzando com os banhistas que aplaudem e incentivam em português, espanhol e francês.

Por volta dos 10km devo levar perto de 40 segundos de atraso e tento manter-me assim, vou seguindo as pegadas marcadas na areia numa tentativa de me alhear do cansaço que já vou sentindo. Cerca dos 13km apercebo-me que estou a encurtar distância e aumento o ritmo, ao longe já se vê a meta, o GPS apita e marca 14km e aumento ainda mais numa tentativa final de chegar ao Arsénio, cerro os dentes e dou tudo neste km final….não chega fiquei a 7 segundos.

No final o Arsénio confidenciou-me que a partir dos 13km veio a controlar e abrandou, eu vim com tudo e acabei feliz mais rápido que o ano passado 1:32minutos e 3:26minutos melhor que em 2016.

Pedro Arsénio uma vitória com Recorde

Pedro Arsénio, do Beja AC, que foi o vencedor deste ano, repetindo o triunfo de 2017, mas agora com recorde pessoal (51.58), à frente de Jorge Robalo, de O Praticante (52.05) e de Carlos Papacinza, do Beja AC (53.18).

Para o vencedor, o “triunfo foi um momento de grande satisfação. Fico contente por ter batido o recorde da prova, mas o importante era mesmo triunfar, esse era o meu objetivo”. Tendo realizado “treinos em rampas e corta-mato”, Pedro Arsénio salienta o esforço psicológico que é necessário para uma competição desta natureza.

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Pedro Arsénio e Alexandra Alves, vencedores

Alexandra Alves a vencedora feminina

O mesmo refere a vencedora feminina, Alexandra Alves – individual, que fez a prova “pela primeira vez!
Não estou habituada a estes pisos e senti alguma dificuldade.
Há uns anos fiz uma prova na Costa e Caparica, mas nem se compara a esta”, referiu, salientando as “dificuldades dos primeiros quilómetros, com a areia muito solta a dificultar muito a progressão”.

Depois dela, chegaram Carla Silvano – Clube Desportivo Areias de S.João, com 1:10.59, e Margarida Amaro – AMC, com 1:16.16.

Classificação colectiva

Beja Atlético Clube, foram os vencedores colectivos com 22 pontos, seguidos do Grupo Desportivo Recreativo São Francisco da Serra – 35 pontos, e a fechar o pódio o SCA Run Alcáçovas – 68 pontos.

No final é uma festa com todos os atletas a conviverem entre si, com direito a medalha, sumos, cerveja preta, águas, café, bebida isotonica, frutas, massagem, e saco com brindes. Os sacos particulares que deixamos na partida já se encontravam na chegada, levantamento sem problemas.

Entrega de prémios rápida e sem confusões com um belo vinho, uma garrafa de 1,5l reserva do Breijinho da Costa, troféu e cheque simbólico.

Da minha parte organização sem falhas num evento que envolve muitos meios. Participo nos 15km à 3 anos e quem sabe se para o ano será os 43km!!! Assim me vou divertindo.

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Texto: Jorge Robalo
Fotos: Organização

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