Almeida quinto classificado, Merlier vence, Ganna segue líder
João Almeida
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João Almeida da Deceuninck-QuickStep, desceu para quinto classificado com o mesmo tempo do seu colega de equipa Remco Enevepoel, que bonificou com a equipa a trabalhar para ele.
Texto: Henrique Dias / OPraticante.pt
Tim Merlier vence segunda etapa ao ‘sprint’, Filippo Ganna segue líder
O belga Tim Merlier (Alpecin-Fenix) venceu hoje ao ‘sprint’ a segunda etapa da Volta a Itália em bicicleta, na chegada a Novara, com o italiano Filippo Ganna (INEOS) a segurar a liderança da geral individual.
Merlier, que se estreia a vencer em grandes voltas, cumpriu os 179 quilómetros entre Stupinigi e Novara em 4:21.09 horas, batendo sobre a meta dois italianos, Giacomo Nizzolo (Qhubeka ASSOS), segundo, e Elia Viviani (Cofidis), terceiro.
Dylan Groenewegen (Jumbo Visma) e Peter Sagan (Bora Hansgrohe), fecharam o top-5 da geral da etapa, enquanto Caleb Ewan, um dos grandes favoritos, terminou na décima posição.
Na geral, Ganna segurou o primeiro posto, num dia sem alterações nos três primeiros lugares, com o compatriota Edoardo Affini a 13 segundos e o norueguês Tobias Foss a 16.
João Almeida em quinto com o mesmo tempo de Remco Evenepoel
Abaixo do duo da Jumbo-Visma está agora o belga Remco Evenepoel da Deceuninck-QuickStep, que ultrapassou o seu colega português João Almeida, agora em quinto, ambos a 20 segundos da camisola rosa.
Patrick Lefevere ‘Patrão’ da Deceuninck-QuickStep confirmou no inicio do Giro de Itália, enquanto decorria o contrarrelógio em que o jovem ciclista português foi quarto classificado, que a sua saída estava confirmada.
A saída de João Almeida da Deceuninck-QuickStep, já é certa, referindo que apesar dessa situação a estratégia da equipa para o Giro de Itália, está claramente definida:
“São as pernas que decidirão [a estratégia da equipa].
(…) Não quero saber se ganho o Giro com um belga ou um português, a equipa é mais importante.
O João é o líder, o Remco tem liberdade.
Se o Remco for mais forte dos dois e o João não quiser fazer o que esperamos, arrumamos-lhe a bicicleta e abandona a corrida”.
De resto, essa situação é “exatamente igual no caso oposto”, frisando que o coletivo é o mais forte.
Mas o que se viu hoje, poderá vir a revelar-se o contrário, e João Almeida acabar prejudicado pela própria equipa, por não ter renovado.
As próximas etapas ditarão se estamos corretos.
A fuga do dia, composta por italianos
Foi uma etapa tranquila nas estradas italianas, muito típico do início de uma corrida como esta, que vai enfrentar os primeiros dias mais intensos muito em breve.
Assim, o pelotão circulou com calma na maior parte dos 179 quilômetros que eles tiveram que percorrer entre Stupinigi e Novara.
A fuga foi permitida com três ciclistas italianos, Vincenzo Albanese (Eolo Kometa), Filippo Tagliani (Androni Giocattoli) e Umberto Marengo (Bardiani), mas mesmo estes nunca acreditaram nas suas opções.
O primeiro dos três aproveitou a aventura para marcar pontos no único desfiladeiro e nesta segunda-feira vestirá a camisa azul como o melhor escalador da corrida, sendo neutralizados a 26 quilômetros do final.
Terceira etapa da 104ª edição do Giro de Itália
Nesta segunda-feira será realizada a terceira etapa da 104ª edição da prova, uma jornada de 190 quilômetros e na qual os ciclistas partirão de Biella e terminarão em Canale, após ultrapassarem três contagens de montanha – uma de terceira categoria na última metade da etapa e duas de quarta categoria.



