ANGÉLICA ANDRÉ CONQUISTOU O BRONZE NOS 10 KM
Angélica André
Depois do 4.º lugar nos 5 km de anteontem a portuguesa Angélica André conquista o bronze nos 10 km de ontem numa prova disputada sobre a meta com a vitória ir para a alemã Leonie Beck e a prata para a italiana Ginevra Taddeucci, todas separadas por tês segundos.
A jovem Mafalda Rosa foi 18.ª classificada.
Para Angélica André depois do sabor agridoce do 4º lugar, veio a medalha para coroar o seu trabalho
Angélica André sabia que o pódio poderia estar ao seu alcance no Europeu de Roma 2022.
A portuguesa, que no Mundial de Budapeste 2022 tinha terminado no 7.º lugar, há duas épocas que segue entre a elite das águas abertas.
Ontem esteve a um décimo do bronze nos 5 km, hoje a nadadora do FC Porto fez uma prova sempre no grupo da frente para, sobre a meta, ceder apenas para a alemã Leonie Beck (2.01.13,04 horas), prata no Mundial de Budapeste 2022, e para a italiana Ginevra Taddeucci (2.01.15,02).
A portuguesa concluiu em 2.01.16,04. Depois de Angélica André terminou a campeã olímpica no Rio 2016 e prata em Tóquio 2020, a holandesa Sharon van Rouwendaal, que anteontem venceu os 5 km e a italiana Rachele Bruni, prata nos Jogos do Rio 2016.
Angélica André: «é uma emoção muito grande. Esta medalha era o que me faltava, conquistada num Europeu, ainda por cima disputado numa reta final.
Estou muito contente, depois da prova de 5 km onde fui 4.º classificada que me deu bons indicadores para hoje.
A prova correu-me bem. A ideia é estar sempre no grupo da frente. Senti-me bem num sprinte de 15, 20 metros.»
Na prova masculina, o jovem Diogo Cardoso foi 15.º e Tiago campos não concluiu.
O pódio na prova masculina de 10 km foi ocupado pelo italiano Domenico Acerenza (1.50.33,6), e pelos franceses Marc-Antoine Olivier (1.50.373) e Logan Fontaine (1.50.39,1).
Recorde-se que em 2012, Arseniy Lavrentyev conquistou a medalha de prata na prova dos 25 quilómetros dos Europeus de Águas Abertas, que se disputou em Piombino, na Itália.
Daniel Viegas “Balanço extremamente positivo do Campeonato!”
Daniel Viegas, DTN para as águas abertas faz o balanço da participação portuguesa: «Balanço extremamente positivo do Campeonato!
Conseguimos superar as expetativas e objetivos globais. Um pódio, um lugar equivalente a final e dois lugares equivalentes a meia final… em 7 participações.
Foi uma semana difícil, com alguns constrangimentos para gerir, fruto do adiamento por duas vezes da competição!
No final para as nossas competições ficaram bem enquadradas, mas levou a trocas dos planos originais (o Diogo não era para nadar os 5km e os 10km femininos seriam primeiros que os 5km… e acabámos por ter de abdicar da estafeta).
O resultado dos 5km no primeiro dia foram muito bons, com aquela pouca sorte do 4.º lugar.
Para o segundo dia de competição para os 10km, que sabíamos que seria mais difícil, por ser a prova onde todos apostavam, foi uma “batalha” mais difícil, com condições de mar duros, com o mar a crescer e a ficar mais mexido ao longo da prova.
Os nossos nadadores estiveram muito bem. O Tiago Campos a seguir com os primeiros desde o início.
Numa prova muito rápida arriscou e acabou por pagar essa ousadia, quebrando aos 7km e acabando por desistir devido ao cansaço e quebra.
O Diogo Cardoso, que estava num segundo grupo, pequeno, acabou por conseguir equilibrar melhor a sua competição e acabou num ótimo 15.º lugar, ele que é estreante em Europeus absolutos.
No setor feminino a Mafalda Rosa nadou bem o inicio da prova, mas sentiu dificuldades com o aumento do mar e com os ritmos impostos.
Também porque foi a primeira vez que nadou os 5km e os 10km seguidos, a jovem nadadora está já empenhada na preparação final do Mundial de Juniores, ela que é 3.ª do europeu da Disciplina deste ano em Setúbal.
“Foi uma medalha muito ambicionada”
A Angélica esteve muito bem, nadou sempre bem posicionada… e que na última volta se colocou no sítio certo para poder juntar-se às outras três nadadoras que depois de uma reta final isoladas discutiram o pódio.
Foi uma medalha muito ambicionada e que todos sabíamos que poderia ser possível, fruto do trabalho que tem desenvolvido e das competições que tem nadado.
No final foi uma competição bem conseguida, com um 6.º lugar na classificação coletiva, algo inédito e que nos coloca entre as potencias Europeias da Disciplina.
Sabendo nós que fruto de um bom momento que atravessamos e que há muito trabalho pela frente para podermos consolidar esta posição.»

