MISSÃO PORTUGUESA JÁ EM PORTUGAL
Foto: Paralímpicos
A Missão Portuguesa aos Jogos Paralímpicos de Inverno Milano-Cortina 2026 regressou esta segunda-feira a Portugal, num momento marcado por emoção, reencontros e celebração após dias intensos vividos em Cortina d’Ampezzo. A participação nacional nesta edição dos Jogos ficará na memória não apenas pelos resultados desportivos, mas também pelo espírito de superação e união demonstrado ao longo da competição.
Fonte: Helena Santos
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Receção no aeroporto com forte carga emocional
À chegada ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, a comitiva portuguesa foi recebida pelo presidente do Comité Paralímpico de Portugal, José Manuel Lourenço.
Estavam também presentes os vice-presidentes José Pavoeiro e Tiago Carvalho, reforçando a importância institucional do momento.
Leila Marques, vice-presidente do Comité Paralímpico de Portugal e primeira vice-presidente do Comité Paralímpico Internacional, que acompanhou os Jogos, fez questão de saudar a equipa no simbólico regresso a casa.
A receção contou ainda com familiares, incluindo a mãe de Diogo Carmona e a esposa do treinador Mancha, reforçando o caráter pessoal e humano desta participação.
Palavras de reconhecimento
O Chefe de Missão, Pedro Flávio, fez um balanço extremamente positivo:
“De facto foi uma experiência incrível. É muito bom ter o Diogo a participar, como primeiro atleta, nos Jogos Paralímpicos de Inverno. Este é um momento que nos dá oportunidade de mostrar que outras pessoas podem vir para o desporto de inverno adaptado. A partir de agora é continuar a trabalhar, identificar novos talentos e apoiar o Diogo neste caminho. A nossa comitiva poderá ser maior daqui a quatro anos.”
Diogo Carmona, protagonista da participação portuguesa, destacou a importância histórica da experiência:
“É uma experiência muito positiva. Estou bastante feliz, é um momento histórico para Portugal. A minha prestação foi boa e sinto que foi uma descoberta do mundo paralímpico, muito mais do que eu esperava. Estou motivado para continuar a dar o meu melhor e levar o nome de Portugal mais longe nos desportos de inverno.”
Uma missão para a história
A missão integrou ainda o treinador Mancha, a médica Ana Lúcia Pereira e o fisioterapeuta Luís Lourenço, garantindo acompanhamento completo ao atleta. Mais do que resultados, esta participação destacou-se pelo trabalho em equipa, pelo pioneirismo e pelo exemplo que representa para futuras gerações.
O regresso da Missão Portuguesa encerra assim uma participação marcante, que ficará na história do desporto paralímpico nacional e abre caminho para uma presença mais consistente de Portugal nos Jogos de Inverno.


