DIOGO CARMONA, A HORA DE VALORIZAR OS PARALIMPICOS
Às portas de um momento inédito para o desporto nacional, Diogo Carmona prepara-se para representar Portugal nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milano Cortina 2026.
Entre uma preparação exigente, a superação de uma lesão grave e a ambição de deixar marca no movimento paralímpico, o atleta fala-nos do seu percurso, das expectativas e do futuro.
Fonte: Helena Santos e Henrique Dias
Diogo Carmona a preparação para os Jogos
Diogo, antes de mais, conte-nos: como tem sido a sua preparação para os Jogos Paralímpicos de Inverno Milano Cortina 2026?
A minha preparação tem sido feita no centro de alto rendimento do Jamor, passo lá vários dias por semana.
Houve algum treino ou desafio que tenha marcado especialmente esta fase?
Sim, a fratura que fiz há 8 meses foi um desafio grande de superar enquanto me preparava para este momento.
Qual é a rotina diária que o mantém no auge, tanto física como mentalmente?
Rotina diária passa por ginásio, fisioterapia, piscina e skate.
Qualificação e Momento Histórico
Conseguiu a qualificação para os Jogos e torna-se o primeiro português a participar numa edição de Inverno. Que sensação teve ao receber a confirmação oficial?
Fiquei em choque, era uma notícia que já esperava, mas que não parecia real.
Ao olhar para trás, quais foram os momentos mais difíceis até alcançar este objetivo?
O mais difícil foi a incerteza que fui tendo, se deveria apostar tudo nesta fase ou esperar pelo próximo ciclo olímpico, mas felizmente correu tudo bem.
Como encara este feito em termos de legado para o desporto paralímpico em Portugal?
É um momento de celebração para o movimento paralimpico e, sem dúvida, abrirá portas para futuros atletas.
Expectativas e Objetivos de Diogo Carmona
Que expetativas leva consigo para Milano e Cortina? E quais os objetivos que pretende alcançar durante a competição?
As expectativas são altas, espero que seja um momento de felicidade e de resultados positivos. Objetivos competitivos é dar o meu melhor.
Existe alguma prova ou manobra que considere o seu ponto forte?
Creio que não.
Como lida com a pressão de competir com os melhores atletas do mundo?
Lido com naturalidade e com leveza.
Inspiração e Papel de Exemplo
Sente que, ao ser o primeiro português nos Jogos Paralímpicos de Inverno, se torna também uma inspiração para outros atletas?
Espero que sim!
Que mensagem gostaria de deixar a jovens que desejam praticar desporto paralímpico ou até iniciar uma modalidade de inverno?
Se houver esse interesse, procurar-me ou à federação, que haverá alguém que possa ajudar.
Há algum atleta ou figura no mundo do desporto que tenha sido uma grande motivação para si?
Há vários, desde skaters a snowboarders, mas qualquer atleta que arrisque tem o meu respeito.
Futuro Depois dos Jogos
Olhando para além de 2026, quais são os seus próximos objetivos, dentro e fora do desporto?
Objetivos futuros passam por estar mais vezes na neve, dar palestras motivacionais e fazer algum projeto televisivo.
Há projetos, competições ou metas que sonha alcançar?
Há vários, no skate e snowboard.
Que impacto gostaria de deixar no Movimento Paralímpico e no desporto de inverno em Portugal?
O impacto passa pela demonstração de que, apesar de não sermos um país com as melhores condições para o snowboard, é possível chegar a este patamar.
Pergunta Final Inspiradora
Se pudesse deixar uma mensagem a todo o país sobre este momento histórico e sobre a importância do desporto inclusivo, o que diria?
Que agora é o momento que devemos dar mais atenção ao movimento paralimpico e aos desportos de inverno.






