ATLETAS FEMININAS OBRIGADAS A TESTE GENÉTICO PARA CONFIRMAR SEXO

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Foto: Organização Meeting de Braga

A Federação Internacional de Atletismo (World Athletics) aprovou uma medida controversa, que exige a todas as atletas femininas a realização de um teste genético para confirmar o sexo biológico antes de competirem em provas internacionais.

Fonte: Lusa

Realização de um teste genético para confirmar o sexo biológico, uma medida controversa?

A regra entra em vigor a 1 de setembro e será aplicada já no Campeonato do Mundo de Atletismo, marcado para Tóquio, a partir do dia 13 do mesmo mês.

Segundo o novo regulamento, as atletas terão de realizar uma prova para detetar a presença do gene SRY — associado ao cromossoma Y, que desencadeia o desenvolvimento de características sexuais masculinas.

O teste poderá ser feito através de um esfregaço bucal ou uma amostra de sangue, e será supervisionado pelas federações nacionais.

O procedimento será único, a menos que haja contestação ou recurso por parte da atleta.

Caso o resultado revele a presença do gene SRY, a atleta será considerada inelegível para competir na categoria feminina, embora mantenha o direito de apelar ou pedir exames adicionais.

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Foto: FPA/António Magalhães

Sebastian Coe, presidente da World Athletics, justificou a decisão com a defesa da “integridade do desporto feminino”.

Acrescentando “Para competir na elite e na categoria feminina, é necessário ser biologicamente mulher.

Esta nova medida surge após anos de debate em torno da participação de mulheres transgénero e atletas com diferenças no desenvolvimento sexual (DSD) em competições de elite.

Vem reacender uma discussão complexa sobre identidade de género, justiça desportiva e direitos humanos.

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