NA ULTRA MARATONA ATLÂNTICA, A AREIA DECIDE
Foto: Organização
A Costa Alentejana, no dia 19 de julho, voltou a ser o cenário de um dos desafios mais exigentes e belos do atletismo nacional.
Edição de 2026 testou os limites dos atletas na icónica ligação em areia entre Melides e Tróia.
A 21.ª edição da Ultra Maratona Atlântica Melides-Tróia e a 12.ª Corrida Atlântica Comporta-Tróia reuniram mais de 700 atletas de 29 nacionalidades.
Todos partilharam o mesmo objetivo: superar a dureza de correr quilómetros seguidos com o pé na areia.
Ao alinhar na Praia de Melides no passado domingo, carregava comigo um historial de 13 participações na Ultra Maratona Atlântica.
Conheço cada curva desta costa e sei perfeitamente que a praia nunca repete o mesmo cenário.
Ainda assim, os 45 quilómetros desta edição lembraram-me, da forma mais dura possível, que a experiência não diminui o sofrimento. Apenas nos ensina a geri-lo melhor.
Para mim, o objetivo já não é bater recordes pessoais.
Mais do que isso, é honrar a ligação que tenho com esta mítica prova. Na ligação entre Melides e Tróia, enfrentei o areal com o respeito de quem conhece verdadeiramente a dureza do percurso.
No final, cortar a meta na Praia de Tróia-Mar pela décima quarta vez teve o mesmo sabor da primeira: orgulho puro.
É verdade que o corpo ressente-se mais a cada ano. No entanto, a paixão por este deserto de areia mantém-se intacta. Continua a ser uma relação de amor e ódio.
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Um resultado coletivo para recordar
Desta vez, porém, não estava sozinho.
Juntamente com o Celso Guerra, o Óscar Lopes e o António Soares, formámos um quarteto determinado que fez história ao alcançar um brilhante 4.º lugar na classificação geral por equipas.
Foi, sem dúvida, um resultado que valorizou ainda mais o esforço de todos.
Para completar a festa, a Débora Branco representou-nos com enorme garra na Corrida Atlântica.
Superou os exigentes 16 quilómetros e conquistou o 5.º lugar no escalão Veteranas I, além da 30.ª posição da classificação geral feminina, fechando com chave de ouro a nossa presença na competição.
Entretanto, ver o Rui Teixeira revalidar o título em 03:07:51 e a Liliana Veríssimo vencer em 04:18:11 só me faz admirar ainda mais a capacidade humana.
Já na Corrida Atlântica, de 16 quilómetros, Carlos Tiago venceu a prova masculina com o tempo de 01:02:00.
Por sua vez, Kcénia Bougrova voltou a fazer história ao conquistar a sua sexta vitória consecutiva, terminando em 01:11:27.
Uma prova única e um orgulho representar OPraticante.pt
Mais uma vez, o Município de Grândola confirmou a excelência da organização de um evento que alia a superação desportiva à promoção das paisagens naturais únicas da Costa Alentejana.
Ao mesmo tempo, a prova voltou a contar com OPraticante.pt como Media Partner, projeto dedicado à divulgação do desporto e da atividade física.
Através da cobertura de eventos e da participação direta dos seus colaboradores nas competições, continua a promover o espírito de equipa, a superação pessoal e os valores do desporto.
Por isso, deixo um agradecimento especial pela confiança que me foi dada para representar este projeto numa das provas mais emblemáticas do calendário nacional. É um privilégio que procuro honrar em cada quilómetro percorrido.



