CORFEBOL NOS JOGOS MUNDIAIS CHENGDU 2025
A caminhada do corfebol luso nos Jogos Mundiais Chengdu 2025 começou com a montanha mais alta.
Mas a presença portuguesa neste evento não foi somente pela seleção de corfebol, também a arbitragem esteve representada através de Carlos Faria.
Texto: Henrique Dias // OPraticante.pt em cooperação com Tiago Carvalho / FPC
Resultado do corfebol português pode não brilhar como uma medalha, mas…
No jogo inaugural, a Holanda mostrou porque é a força dominante da modalidade.
O 29-12 foi um golpe duro, mas também um lembrete: para crescer, é preciso medir forças com os melhores.
Dois dias depois, a resposta foi de campeões, vitória por 21-9 contra a China, com um ataque rápido, passes certeiros e uma defesa que parecia um muro.
Seguiram-se dois jogos que poderiam ter mudado tudo. Contra a China Taipé, Portugal caiu por 23-18, apesar de ter demonstrado uma entrega incrível.
Frente à Alemanha, foi quase um espelho: equilíbrio, garra e derrota curta, 23-20, que deixou um travo amargo.
A última partida, novamente contra a China, foi um fecho com sabor doce. Triunfo por 18-16, sorrisos no banco e abraços apertados no apito final. Mas, ao fundo, a emoção era outra.
O torneio ficará para sempre marcado pela despedida de Luíse Paz Costa Ruivo, que anunciou o fim da sua carreira internacional.
Ao longo dos anos, Luíse foi sinónimo de entrega, talento e liderança dentro e fora do campo, tornando-se uma referência para colegas e adeptos.
A sua saída deixa um vazio difícil de preencher, mas também um legado que inspirará as próximas gerações.
O 7.º lugar pode não brilhar como uma medalha.
Mas, para quem esteve dentro de campo, ele representa muito mais: união, evolução e a certeza de que Portugal tem espaço para crescer entre as grandes potências da modalidade.
E, nas emoções que se seguiram ao último apito, ficou a promessa de voltar mais fortes, mais unidos e prontos para voar mais alto.


