GUÉRIN VENCE, TIAGO ANTUNES VESTE DE AMARELO
Foto: Rodrigo Rodrigues e Igor Martins / FPC
26 anos depois, a Volta ao Alentejo voltou a ter uma etapa a terminar no cimo da Serra de São Mamede, o ponto mais alto a Sul do Tejo, com uma altitude de pouco mais de mil metros: em 2000, triunfou Claus Moller, em 2026 foi Alexis Guérin (Anicolor/Campicarn) a festejar, depois de uma etapa caótica que marcou muitas diferenças na Classificação Geral.
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Final decisivo em São Mamede e mudança na liderança
Guérin chegou ao topo de São Mamede sozinho, com uma ligeiríssima vantagem de seis segundos sobre Tiago Antunes, da Efapel Cycling.
Os dois foram os protagonistas do derradeiro ataque da tarde, seguiram vários quilómetros isolados e conseguiram superiorizar-se aos restantes adversários.
Se Guérin festejou, Tiago Antunes também não tem menos motivos para sorrir.
Com o segundo lugar na etapa, o corredor português subiu à liderança da Geral e é o novo Camisola Amarela – Crédito Agrícola, por troca com Rafael Reis (Anicolor/Campicarn).
Como esperado, Rafael Reis não conseguiu sobreviver às dificuldades do dia.
E o dia, diga-se, pôs-se difícil desde muito cedo. Nos primeiros largos quilómetros da corrida, foram várias as tentativas de fuga, sempre anuladas pelo pelotão.
Fuga demorou, impôs-se… mas não durou muito
Foi já depois da primeira meta volante do dia, em Campo Maior — ganha por Miguel Salgueiro (Team Tavira-Crédito Agrícola) —, que surgiu um ataque com sucesso.
César Martingil (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua) teve a iniciativa, o que lhe permitiu passar na frente na meta volante de Arronches.
A ele juntaram-se mais cinco ciclistas: André Carvalho (Gi Group Holding – Simoldes – UDO), Gonçalo Leaça (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car), Rúben Rodrigues (Feira dos Sofás – Boavista), Francisco Campos e Ailetz Lasa, ambos da Team Tavira-Crédito Agrícola.
Quando a etapa começou a subir, os trepadores assumiram a corrida e rapidamente anularam a fuga.
Ainda assim, foi desse grupo que saiu o vencedor da primeira contagem de montanha do dia, de segunda categoria, no Alto do Souto da Relva.
Rúben Rodrigues foi o mais forte nesse ponto e venceu também o Prémio da Combatividade A MatosCar.
Azar de Nych, a força de Tiago Antunes e Guérin
Fuga alcançada, o grupo foi ficando cada vez mais reduzido. Nessa altura, Rafael Reis já havia ficado para trás, e a Anicolor/Campicarn ainda teve outra má notícia, com problemas técnicos a prejudicarem a corrida de Artem Nych, segundo classificado à geral na partida desta quarta etapa.
Problemas e ataques marcam a etapa
Nych ficou para trás, o que permitiu a Tiago Antunes fazer diferenças.
Antes disso, um trabalho forte da Efapel Cycling já tinha permitido a Diogo Gonçalves ser o mais pontuado na contagem de montanha do Alto das Reveladas.
Antunes forçou o ritmo e Alexis Guérin foi com ele.
Os dois seguiram juntos quase até à meta final.
Poucos metros antes, Guérin conseguiu descolar ligeiramente do Camisola Amarela: suficiente para ser o vencedor do dia, mas não para impedir outras contas na Classificação Geral.
Atrás da dupla, Ugo Fabries, jovem da UAE Team Emirates Gen-Z, fechou o pódio. Jesus Peña (Efapel Cycling) e David Dominguez (Feira dos Sofás – Boavista) foram quarto e quinto classificados, respetivamente.
Na luta pela Camisola Amarela, Tiago Antunes é assim o líder da Geral e tem uma mão na vitória final da “Alentejana”.
São 46 segundos de vantagem para Guérin e Ugo Fabries, segundo e terceiro classificados.
Resta apenas uma etapa por disputar, na qual se prevê um final ao sprint e sem dificuldades que ofereçam grandes alterações na classificação.
“Estamos de Amarelo, na liderança da corrida. Era um dos objetivos da equipa na etapa de hoje, felizmente conseguimos e vamos dar tudo na última etapa para defender a Camisola”, disse.
Santiago Mesa (Anicolor/Campicarn) segue com a Camisola Verde – Delta Cafés, dos pontos, mas na montanha, Alexis Guérin é o novo dono da Camisola Azul – RTP. Na juventude, Ugo Fabries assumiu a Camisola Branca – Turismo do Alentejo.
A 43.ª edição da Volta ao Alentejo termina este domingo, com a quinta etapa, uma ligação de 163 quilómetros entre Moura e Évora.

