SPORTING VENCE PORTO NO JOGO 1 DAS MEIAS-FINAIS

Foto: Sporting Modalidades

A equipa de hóquei em patins do Sporting Clube de Portugal visitou e venceu o FC Porto por 3-7.

Foi o jogo 1 das meias-finais dos play-offs do Campeonato Nacional, disputadas à melhor de cinco partidas.

Num clássico intenso, veloz e com várias mudanças no marcador, os Leões souberam resistir e aproveitaram da melhor forma o único power play de que beneficiaram.

Uma noite marcada também pelo regresso de Alessandro Verona, que não jogava desde 16 de Abril, às opções de Edo Bosch.

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Porto derrotado no Dragão Arena no jogo 1 das meias-finais dos play-offs

O Sporting CP entrou muito forte no Dragão Arena e criou perigo logo na primeira jogada, mas o remate de Facundo Navarro embateu com estrondo no ferro da baliza portista.

A resposta azul e branca surgiu logo depois, com Xano Edo a travar a primeira tentativa de Carlo Di Benedetto aos quatro minutos.

O francês, porém, inaugurou mesmo o marcador no minuto seguinte, com um desvio à boca da baliza após remate de longa distância de Gonçalo Alves.

A vantagem portista durou pouco. Um minuto depois, Rafael Bessa levantou a bola para a área e Danilo Rampulla, de costas para a baliza, desviou de forma intencional para o empate.

O encontro seguia num ritmo elevadíssimo, quase sem interrupções, e o argentino voltou a ameaçar pouco depois, numa entrada pelo corredor direito.

Apesar do desconto de tempo pedido pelo FC Porto aos sete minutos, foi o Sporting CP quem aproveitou melhor esse momento.

Aos oito minutos, Facundo Navarro recuperou a bola e assistiu GonzaloNolito” Romero, que rematou forte e cruzado para consumar a reviravolta verde e branca.

Num clássico muito aberto, os dragões voltaram a empatar pouco depois, aos 9’.

Carlo Di Benedetto, endiabrado nesta noite de quarta-feira, recuperou a bola em zona alta, tabelou com Rafa Costa e apareceu isolado perante Xano Edo para fazer o 2-2.

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Os guarda-redes assumiram protagonismo

Entre ataques rápidos, perdas de bola e transições constantes, os dois guarda-redes começaram também a assumir protagonismo.

Aos 13 minutos, Xavi Malián protagonizou uma sequência decisiva de intervenções.

Travou remates de Alessandro Verona, Facundo Bridge e Facundo Navarro no mesmo lance, e impediu assim o Sporting CP de recuperar a vantagem.

O FC Porto respondeu e, numa altura delicada para os Leões, com oito faltas acumuladas aos 19 minutos, Edo Bosch pediu desconto de tempo.

A equipa verde e branca conseguiu estabilizar a posse e voltar a controlar o encontro, mas o perigo continuava a surgir nas duas áreas.

Ainda aos 19 minutos, Gonzalo ‘Nolito’ Romero descobriu Facundo Navarro com um excelente passe.

Mas Xavi Malián voltou a responder com segurança, enquanto do outro lado Xano Edo assinou uma defesa espectacular a um remate de primeira de Pol Manrubia.

Aos 21 minutos, o FC Porto voltou a ganhar vantagem, com um remate colocado de Edu Lamas ao ângulo da baliza verde e branca.

A equipa portista cresceu a partir daí e Xano Edo evitou males maiores com duas intervenções consecutivas.

Primeiro perante Carlo Di Benedetto e depois a negar o bis a Pol Manrubia, e manteve o Sporting CP vivo ao intervalo (3-2).

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Sporting entrou da melhor forma na segunda parte

Os Leões entraram da melhor forma na segunda parte e chegaram ao empate logo aos 26 minutos.

Uma jogada onde tudo foi feito bem: Rafael Bessa recuperou a bola em zona defensiva e lançou o contra-ataque, ‘Nolito‘ combinou com Facundo Navarro e o camisola 33 temporizou e enganou Xavi Malián para o 3-3.

O Sporting CP manteve-se pressionante e, aos 28’, Alessandro Verona obrigou Xavi Malián a nova intervenção apertada.

A reacção portista surgiu no imediato e Gonçalo Alves acertou no ferro da baliza defendida por Xano Edo.

Edo Bosch pediu então desconto de tempo, numa fase do encontro em que o Sporting CP começava a sentir dificuldades para chegar com critério à zona de finalização.

Mas também para travar as transições rápidas do FC Porto, os Leões atingiram a décima falta aos 34 minutos.

Carlo Di Benedetto, porém, falhou o respectivo livre directo e a igualdade prolongou-se.

Com os dragões mais pressionantes nesse período, Facundo Bridge esteve perto de recolocar os verdes e brancos na frente aos 37 minutos e, logo depois, Alessandro Verona também falhou o alvo por centímetros.

À entrada para os últimos dez minutos, e com o prolongamento a pairar como ameaça, o FC Porto chegou igualmente à décima falta.

Nolito Romero assumiu o livre directo, mas, tal como Carlo Di Benedetto anteriormente, acertou nos ferros da baliza de Xavi Malián.

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Momento decisivo na reviravolta do resultado a favor do Sporting

O momento decisivo do encontro surgiu segundos depois.

Aos 41 minutos, Ezequiel Mena viu cartão azul e o Sporting CP aproveitou da melhor forma a superioridade numérica para marcar não um, não dois, mas… três golos.

Logo na primeira jogada de power play, Danilo Rampulla levantou a bola sobre o guardião portista, fez a bola bater no solo e colocou os Leões novamente em vantagem.

Um golo genial do argentino, que embalou o Sporting CP para a vitória.

Aos 42′, Rafael Bessa apareceu descaído para a direita e rematou de primeira, sem hipótese para Xavi Malián.

Ainda em superioridade numérica, Danilo Rampulla assinou o hat-trick aos 43 minutos com mais uma finalização de enorme inspiração, tirada a papel químico do golo anterior. 

Com a igualdade reposta, mas uma pesada desvantagem no marcador, o FC Porto também dispôs de uma situação de superioridade numérica pouco depois, graças ao cartão azul mostrado a Henrique Magalhães.

Numa demonstração cabal de solidariedade, os Leões defenderam então com unhas e dentes e conseguiram manter o marcador inalterado.

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Leões defenderam então com unhas e dentes

Numa fase final de sofrimento, Rafael Bessa também viu cartão azul aos 47 minutos.

Mas o Sporting CP voltou a mostrar enorme competência na sua meia-pista.

Os Leões não só fecharam os caminhos para a sua baliza como, mesmo em inferioridade numérica, continuaram perigosos em transição.

Tanto que, ainda no mesmo minuto, Nolito sofreu uma falta na área e conquistou grande penalidade. Xavi Malián, imperial, negou contudo o poker a Danilo Rampulla.

Também ele com uma exibição magnífica, Xano Edo continuou a aparecer sempre que chamado a intervir e o Sporting CP, já dentro do último minuto e de forma justíssima, fechou o marcador com um bis de Rafael Bessa (3-7).

Com uma vitória contundente a abrir a eliminatória, e depois de um grande jogo de hóquei em patins, o Sporting CP ‘conquistou’ o factor casa ao FC Porto.

Recebe agora os dragões no próximo sábado, a partir das 19h00, para um Jogo 2 que pede um Pavilhão João Rocha a rugir de apoio. 

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