AFONSO EULÁLIO CAIU, LEVANTOU-SE E ENCANTOU
Foto: Team Bahrain Victorious
Afonso Eulálio voltou, mais uma vez, a deixar marca no Giro d’Italia. O corredor português da Bahrain Victorious foi uma das grandes figuras da 18ª etapa, entre Fai della Paganella e Pieve di Soligo, numa jornada de 171 quilómetros marcada por emoção e intensidade até aos metros finais.
Ainda assim, o dia começou a complicar-se para o jovem português. Apesar de estar bem colocado no pelotão, Eulálio sofreu uma queda aparatosa a cerca de 49 quilómetros da meta. No entanto, o líder da juventude mostrou enorme capacidade de superação, recuperou o atraso, atacou no Muro di Ca’ del Poggio e apenas foi alcançado já dentro do último quilómetro.
Por outro lado, no sprint final, o francês Paul Magnier (Soudal Quick-Step) voltou a revelar toda a sua velocidade e conquistou a terceira vitória nesta edição da corrida.
Fonte: Isabel Jesus // OPraticante.pt
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Queda assustou Bahrain Victorious
O momento mais tenso do dia surgiu, precisamente, na zona de abastecimento.
Quando tentava recolher o saco da equipa, Eulálio perdeu o controlo da bicicleta e caiu com violência, envolvendo também Hartthijs de Vries (Unibet Rose Rockets).
Naturalmente, a imagem preocupou a Bahrain Victorious. O português ficou bastante queixoso do pulso esquerdo e demorou alguns segundos a levantar-se, fazendo temer o pior.
Contudo, depois dos exames realizados pela equipa médica, a Bahrain Victorious confirmou que o ciclista sofreu apenas “pequenas escoriações no cotovelo”, sem qualquer fratura.
“Penso que está tudo bem comigo, não é nada de especial”, afirmou o português.
Recuperação impressionante
Apesar do susto, Eulálio não baixou os braços.
Com a ajuda de Robert Stannard e dos restantes colegas da Bahrain Victorious, o português conseguiu anular quase dois minutos para o pelotão em cerca de dez quilómetros, numa recuperação de enorme nível físico e mental.
“A minha equipa fez um ótimo trabalho como tem feito todos os dias”, reconheceu.
Dessa forma, o regresso ao grupo principal permitiu ao português preparar o ataque à subida final.
Ataque no Muro di Ca’ del Poggio
Já na subida mais explosiva deste Giro d’Italia, com rampas a chegarem aos 18,4%, Eulálio voltou a demonstrar ambição e coragem.
O português atacou no Muro di Ca’ del Poggio e obrigou até Jonas Vingegaard a responder ao seu movimento.
“A subida final é uma subida como eu gosto, mais explosiva, mais clássica, e apenas pus o meu ritmo”, explicou.
Além disso, depois da primeira aceleração, Eulálio conseguiu ganhar espaço na descida e juntou-se a Johannes Kulset (Uno-X).
Durante vários quilómetros, os dois corredores ainda alimentaram o sonho de discutir a vitória da etapa.
Sonho acabou perto da meta
Ainda assim, o pelotão acabou por controlar a fuga já nos derradeiros dois quilómetros.
“No fim, os sprinters ainda tinham homens de trabalho”, lamentou o português.
Mesmo sem conseguir lutar pela vitória, Eulálio terminou integrado no pelotão principal, mantendo a camisola branca de líder da juventude e o quinto lugar da classificação geral.
No final, ficou mais uma demonstração de personalidade e qualidade do jovem português, que continua a afirmar-se como uma das grandes revelações deste Giro d’Italia.


