VOLTA A PORTUGAL, FALTA MAIS DE METADE PELA FRENTE
Alexis Guérin - Foto: Rodrigo Rodrigues
Depois do Prólogo e das primeiras cinco etapas, a 87.ª Volta a Portugal em Bicicleta Jogos Santa Casa chegou ao dia de descanso com 698,2 quilómetros percorridos.
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Fonte: Site oficial – Volta a Portugal
Volta a Portugal falta mais metade para apurar o vencedor da edição de 2026
Mais de metade da corrida está ainda pela frente e apenas 3m03s separam os dez primeiros da classificação geral.
A 87.ª Volta a Portugal em Bicicleta Jogos Santa Casa chegou esta terça-feira ao seu único dia de descanso.
É tempo de recuperar forças, mas também de fazer contas aos primeiros seis dias de competição e olhar para os números de uma prova que ainda tem muito para decidir.
Dos 1.430,1 quilómetros previstos para a edição de 2026, estão cumpridos 698,2 quilómetros.
Significa que faltam ainda percorrer 731,9 quilómetros, mais de metade da distância total da prova.
E se os quilómetros que faltam já deixam antever uma segunda metade exigente, a montanha ajuda a perceber melhor a dimensão do desafio:
dos cerca de 24 mil metros de desnível positivo acumulado previstos para toda a Volta, permanecem por superar 13.580 metros.
Pouco mais de 3m separam os dez primeiros na Volta a Portugal
Também do ponto de vista competitivo, os números confirmam uma Volta ainda em aberto.
Depois de seis dias de competição, apenas 3m03s separam o líder do décimo classificado.
Uma geral que reúne, entre os dez primeiros, cinco corredores portugueses e seis equipas diferentes.
A Camisola Amarela pertence a Alexis Guérin, que soma um tempo total de 16h39m31s.
O vencedor das duas últimas edições, Artem Nych, também da Anicolor/Campicarn, ocupa a segunda posição, a 1m12s do companheiro de equipa.
Logo atrás surge o melhor português, Tiago Antunes, da Efapel Cycling, terceiro classificado a 1m52s do líder.
Além da luta pela Camisola Amarela, a Volta chega ao dia de descanso com:
Daniel Cavia (Burgos-Burpellet-BH) na liderança da Classificação por Pontos;
Oscar Rota (Feira dos Sofás-Boavista) no topo da Montanha;
e Adrià Pericas (UAE Team Emirates XRG) como melhor jovem em prova.
Os três corredores são os atuais detentores das camisolas Laranja, Azul e Branca, respetivamente.
Com diferenças ainda reduzidas e algumas das jornadas potencialmente mais decisivas por disputar, a segunda metade da Volta promete uma luta intensa pela vitória.
Faltam ainda duas chegadas em alto, nas Termas do Gerês e na Senhora da Graça.
Oportunidades importantes para os candidatos à Camisola Amarela procurarem fazer diferenças antes da consagração final no Porto.
113 corredores continuam na estrada
Dos 119 corredores que partiram para a 87.ª edição, 113 permanecem em prova após o dia de descanso, representando as 17 equipas que alinharam à partida.
Mas os números da Volta vão muito além da componente competitiva.
Colocar diariamente uma prova desta dimensão na estrada implica uma vasta operação que atravessa o país ao longo de 11 dias.
A logística das zonas de partida mobiliza 49 elementos, enquanto as chegadas contam com 105 profissionais.
A organização integra 141 elementos, incluindo 10 comissários, aos quais se junta a operação de transmissão televisiva da RTP, que envolve mais de uma centena de profissionais.
Na estrada, o Destacamento Eventual da GNR é constituído por 28 militares, contando ainda a prova, ao longo do território, com o apoio de mais de 1.000 efetivos necessários à segurança e ao condicionamento da circulação.
A dimensão territorial é igualmente expressiva.
A Volta envolve 74 municípios e 310 freguesias, atravessando 15 dos 18 distritos de Portugal Continental.
A acompanhar e contar diariamente tudo o que acontece dentro e fora da corrida estão ainda mais de 100 profissionais da comunicação social acreditados.
Grandíssima junta mil ciclistas amadores e um convidado de honra de luxo
O dia de descanso ficou igualmente marcado pela realização da Grandíssima, a prova aberta para ciclistas amadores integrada no programa da Volta a Portugal.
Com partida e chegada no Europarque, em Santa Maria da Feira, foram cerca de mil os participantes que tiveram a oportunidade de percorrer parte das estradas que esta quarta-feira receberão o pelotão profissional na sexta etapa da corrida, numa manhã de muita festa.
Presentes no evento estiveram desde logo figuras ilustres como o:
presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa;
o Diretor da Volta, Ezequiel Mosquera;
e o presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Amadeu Albergaria;
assim como Manuel Zeferino, organizador deste granfondo.
Joaquim Andrade foi o convidado de honra: vencedor da Volta a Portugal em 1969, o antigo ciclista português marcou presença e foi o dorsal número um da corrida, aos 81 anos.
“É a primeira vez que participo no Granfondo da Volta a Portugal e aconselho toda a gente a praticar desporto e andar de bicicleta. (…)
Estou muito contente com esta Volta a Portugal e com a organização da corrida”, referiu Joaquim Andrade.
A Volta descansou por um dia, mas os números mostram quanto ainda está por decidir:
731,9 quilómetros, 13.580 metros de desnível positivo e cinco etapas separam o pelotão da chegada à Avenida dos Aliados, no Porto.
E, com apenas 3m03s entre os dez primeiros, a luta pela Camisola Amarela está longe de estar fechada.




