PORTUGAL PERDE NA ESTREIA DIANTE DO EGITO
Leonardo Anastácio - Foto: FPA
Portugal iniciou a sua participação nos Mediterranean Games – Taranto 2026 diante do Egito.
Um encontro marcado pela forte componente física da formação adversária e por um arranque difícil da Seleção Nacional.
Egipto foi superior à equipa portuguesa
A entrada portuguesa não foi a desejada, com algumas falhas técnicas a permitirem ao Egito encontrar golos fáceis e assumir o controlo do marcador.
Do outro lado, mesmo quando Portugal conseguiu criar boas situações de finalização, o guarda-redes egípcio respondeu com eficácia e ajudou a sua equipa a consolidar a vantagem.
A Seleção Nacional encontrou-se a perder por 14-7, mas reagiu ainda durante a primeira parte.
Portugal conseguiu reduzir para 14-10 e aproximar-se no marcador, antes de o Egito voltar a aumentar a diferença nos minutos que antecederam o descanso.
Portugal teve oportunidade para reduzir a diferença
No arranque da segunda parte, os Lusos tiveram a oportunidade de reduzir a diferença para apenas três golos, mas não concretizaram um livre de sete metros.
O Egito aproveitou o momento para recuperar margem e voltar a distanciar-se no resultado.
A diferença física entre as duas equipas acabou por assumir particular importância no decorrer do encontro, dificultando a tarefa defensiva portuguesa, tanto nos duelos individuais como nas situações de ajuda.
A forte capacidade de remate de primeira linha da seleção egípcia colocou igualmente problemas a Portugal perante características que os jovens portugueses ainda não encontram regularmente no treino e na competição.
Apesar das dificuldades, a equipa técnica portuguesa aproveitou o encontro para dar minutos a todos os atletas, permitindo ao grupo adquirir experiência neste contexto competitivo internacional.
“Hoje aprendemos na dor.” João Varejão
Após o encontro, João Varejão destacou precisamente a aprendizagem proporcionada por este primeiro desafio:
“Hoje aprendemos na dor. Não entrámos bem no jogo e cometemos algumas falhas técnicas que permitiram golos fáceis ao adversário.
A diferença física entre as duas equipas é muito evidente e dificultou bastante as nossas tarefas defensivas, quer nos duelos, quer nas ajudas.
A capacidade de remate de primeira linha do Egito também é muito forte e ainda não estamos habituados a enfrentar estas características, nem no treino nem em competição.
De qualquer forma, demos oportunidade a todos os atletas para adquirirem esta experiência.
Vamos continuar a trabalhar para fazer melhor, já amanhã no treino e depois no jogo com a Itália.”
Portugal volta agora a centrar atenções no próximo compromisso frente à Itália, esta terça-feira, pelas 19h00.
