ANA PINHO RODRIGUES DE PRATA, FRANCISCA MARTINS REPETE BRONZE
Ana Pinho Rodrigues e Francisca Martins - Foto: Comité Olímpico de Portugal
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No dia em que apenas estavam duas nadadoras em competição, dois lugares no pódio com destaque para Ana Pinho Rodrigues que conquistou a medalha de prata nos 50 bruços.
A outra medalha, de bronze, foi para Francisca Martins nos 800 livres.
Terceiro dia de competição nos Jogos do Mediterrâneo e a natação portuguesa continua a somar medalhas.
«Foi muito bom esta medalha de prata…» Ana Pinho Rodrigues
Ana Pinho Rodrigues, a mais experiência nadadora da comitiva portuguesa que está em Taranto, demonstrou que continua a somar bons resultados já depois dos 30 anos.
A nadadora do SC Braga é um exemplo não apenas de longevidade.
Mas acima de tudo para os mais jovens, pois consegue aos 32 anos continuar ao mais alto nível e a engradecer a natação nacional com mais títulos internacionais importantes.
De manhã, nas eliminatórias dos 50 bruços, já tinha deixado boas indicações ao qualificar-se para a final com o segundo melhor tempo entre as presentes (31,48 segundos).
Na final voltou a estar em grande nível, conquistando a medalha de prata com um registo ainda melhor (31.01 segundos).
É a sua segunda medalha de prata, pois já tinha conseguido essa proeza em Oran (2022).
Ana Pinho Rodrigues destacou a consistência do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos e a importância de voltar a responder ao mais alto nível.
A nadadora portuguesa valorizou ainda o ambiente vivido na competição e o espírito de equipa proporcionado pela representação do Comité Olímpico de Portugal.
«Felizmente, correu muito bem.»
«Foi muito bom esta medalha de prata e demonstra a consistência do trabalho que tenho vindo a fazer.
São quatro anos de diferença e conseguir continuar a estar bem, a competir a este nível e a corresponder nos grandes momentos é uma sensação difícil de explicar», disse.
Prosseguindo: «Já vínhamos com uma energia muito positiva do Europeu, que correu muitíssimo bem, e chegámos aqui muito motivados.
Começámos logo bem no primeiro dia. Nos 100 bruços queria ter feito melhor, mas já fui aproveitando a prova para testar algumas coisas para os 50.
Ontem também nadei de manhã na estafeta, senti-me bem e fiquei com boas expectativas para a prova da tarde. Felizmente, correu muito bem.»
A terminar Ana Pinho Rodrigues falou do espírito que reina a comitiva portuguesa nos Jogos.
«Esta é também uma competição muito especial por estarmos a representar o Comité Olímpico de Portugal e por partilharmos esta experiência com atletas de várias modalidades.
Sentimos que não estamos apenas a competir por nós, mas por toda uma equipa.
Para nós, que estamos habituados a uma modalidade individual, é muito bom sentir esse espírito coletivo», concluiu.
Três finais e três medalhas para Francisca Martins
Já Francisca Martins soma e segue.
Três provas, três finais e três medalhas, resultados que demonstram bem o atual momento de forma da nadadora portuguesa que já tinha brilhado nos Europeus de Paris.
Depois do ouro nos 400 livres e do bronze nos 200, agora nova medalha de bronze nos 800 livres, com o registo 8.30,33 minutos.
Foi a sua melhor marca de sempre, a apenas um segundo do recorde nacional que pertence a Diana Durães, desde 2018 (8.29,33 minutos).
«Foi muito bom, a expectativa que tinha antes da competição era lutar por medalhas, consegui cumprir e estou feliz com o que consegui.
É verdade que já temos alguns dias de competição desde o Europeu de Paris, no primeiro dia estava um pouco receosa.
Mas fui-me motivando com os resultados da equipa de Portugal e não apenas os da natação e isso ajudou-me a ter mais motivação e a conseguir bons resultados», disse Francisca Martins.
Sublinhando que por mais medalhas que ganhe continuará a ser a mesma pessoa:
«Saio a mesma nadadora que entrei ou quando comecei e serei sempre a mesma pessoa independentemente das medalhas que vierem.
Agora vem as férias, foi uma época muito longa, muito positiva e de muito trabalho e foi recompensada no europeu e nos jogos.
Esta época deixa-me motivada para continuar a fazer melhor. A curto prazo tenho como objetivo estar no Mundial e no Mundial universitário e atingir o mínimo olímpico.»

