Filipa Castela a Rainha da Montanha
A atleta Filipa Castela venceu a Mountain Series, no entanto revela que nada se consegue sem esforço e dedicação “é algo que foi sendo construído ao longo do tempo, já que era um circuito constituído por 3 provas; não é como competir num evento único, onde o primeiro a chegar à meta ganha. Por isso a sensação foi crescendo ao longo dos meses, desde uma ténue hipótese a uma forte certeza de ser a Rainha da Montanha.”

A vitória do circuito só dependia de mim
Filipa revela que “na realidade o sentimento mais forte aconteceu ao ganhar a segunda prova, quando tive noção de que a vitória do circuito nesse momento já só dependia de mim. E sinceramente, ainda não parece real.”
Ao Praticante a atleta confessou que as provas “foram muito duras, com muita altimetria. Mas também por isso tive a possibilidade de conhecer locais maravilhosos com paisagens de cortar a respiração. Por isso, agora quando olho para trás já não me consigo lembrar de tudo o que sofri, mas apenas nas experiências incríveis que tive oportunidade de usufruir.”

Para Filipa ter conseguido obter este feito teve que fazer algumas escolhas difíceis “a primeira foi ir a Andorra e não participar na prova do Circuito Nacional de Espanha, de 15 quilómetros, mas sim escolher a primeira prova do Mountain Series que teria 23 quilómetros e 2200D+”, nessa prova foi a terceira classificada.

Recuperar para estar a 100% nesse evento importante
Três semanas depois estava marcado o Campeonato Europeu “queria recuperar para estar a 100% nesse evento importante. Pois foi aí que veio a segunda opção difícil: participar na segunda prova do Mountain Series, em Dolomiti, exatamente na semana antes do Campeonato Europeu e hipotecando assim toda a esperança de ter uma boa prestação individual nesse evento.”
Em Dolomiti ficou em primeiro lugar nas classificações “o que me deixou nas nuvens e justificou por completo a decisão que tinha tomado.”

Rainha da Montanha
Já na última prova, em Oberndorf, com a vitória já consolidada “Fiz esta última prova com bastante cautela de forma a evitar qualquer tipo de lesão que me impedisse de chegar à meta. Consegui um 7º lugar, que juntamente com o somatório dos meus anteriores resultados me concedeu o título de Rainha da Montanha.”
Filipa sempre praticou desporto de competição mas confessa que “a Spartan Race não é a modalidade com mais admiradores lá em casa” ainda mais depois de se ter lesionado com alguma gravidade e ter sofrido uma cirurgia a um ombro após uma das corridas.

Confidencia que “foi apenas no momento em que venci este circuito, que me sagrei Rainha da Montanha, e em que estive numa emissão de televisão, que os meus pais compreenderam o nível a que eu estava a competir e começaram a dar algum valor à modalidade e a esta minha paixão.”
A atleta afirma que “com a minha evolução, vem a evolução das outras atletas. Já sabemos que performance puxa performance e ninguém fica sentado no sofá à espera que os troféus caiam no colo” e que por esses motivos pretende continuar “a trabalhar para continuar a subir a fasquia nos próximos tempos mas de qualquer forma sou consciente de que tenho 39 anos e de que nada dura para sempre… Até lá… I’M IN!”

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Texto: Daniela Rebouta
Fotos: Cedidas pela Filipa Castela