Joni Brandão triunfa solitário em Valongo

Joni brandão

Joni Brandão (Efapel) venceu ontem, em Valongo, a quarta etapa do Grande Prémio JN, na sequência de um ataque a 50 quilómetros da meta, que lhe deu o triunfo em solitário. Ricardo Mestre (W52-FC Porto) mantém a camisola amarela no final dos 130,6 quilómetros desta jornada.

Três corredores em fuga

A etapa começou movimentada, juntando-se três corredores em fuga, logo nos quilómetros iniciais: Bruno Silva (Efapel), Pablo Guerrero (Rádio Popular-Boavista) e António Barbio (LA Alumínios-LA Sport). O pelotão, comandado pela W52-FC Porto, nunca deixou a margem superar os dois minutos.

Na segunda subida de primeira categoria da jornada, a cerca de 50 quilómetros do final, o domínio portista foi colocado à prova por Joni Brandão, que atacou, fazendo a ponte para a fuga, onde contou com a colaboração de Bruno Silva, durante alguns quilómetros. Na fase final, precisando de ganhar mais tempo aos rivais, Joni Brandão iniciou uma “cavalgada” em solitário, enquanto os outros fugitivos eram absorvidos pela locomotiva da W52-FC Porto.

Joni brandão

Joni Brandão revelou um estado de forma assinalável

Joni Brandão revelou um estado de forma assinalável resistindo à velocidade imprimida pelos portistas, que reduziu o pelotão a 20 unidades, mas nunca foi capaz de alcançar o fugitivo. O chefe de fila da Efapel cortou a meta com 12 segundos de vantagem sobre o grupo principal, encabeçado por Rafael Silva (Efapel) e por Oscar Pelegri (Vito-Feirense-PNB).

Ataquei para vencer a etapa, mas também para recuperar tempo na geral. Sofri muito ao longo da etapa, mas consegui a vitória. O tempo ganho não foi muito, mas tudo continua em aberto a duas etapas do final. Já amanhã irei dar tudo de mim na Senhora da Assunção”, promete o herói deste sábado.

Joni Brandao e Ricardo Mestre

A iniciativa valeu a Joni Brandão a subida ao oitavo lugar da geral, a 1m43s do camisola amarela, que continua a ser Ricardo Mestre. Alejandro Marque (Sporting-Tavira) é o segundo, a 24 segundos, e Fabricio Ferrari (Efapel) ocupa o terceiro lugar, a 30 segundos.

Foi um dia difícil para nós, porque o Joni Brandão esteve muito bem e conseguiu fazer alguma diferença. Mas a equipa manteve-se unida e minimizou as perdas. Amanhã cabe-me dar o melhor para conservar a camisola”, promete Ricardo Mestre, em jeito de antecipação da quinta etapa. A jornada de domingo promete ser um novo momento definidor. É uma crono-escalada de 7,1 quilómetros, entre Santo Tirso e o alto da Senhora da Assunção, com início às 15h00.

Paulo Silva, Antonio Barbio, Joni Brandao, Ricardo Mestre Rafael Lourenco

W52-FC Porto no topo da geral por equipas

A W52-FC Porto termina este sábado no topo da geral por equipas. António Barbio aproveitou a fuga para assumir o comando nas metas volantes, Paulo Silva (Fortunna/Maia) conservou a camisola da montanha e Rafael Lourenço (UD Oliveirense/InOutBuild) mantém-se como melhor jovem da competição. Além de vencer a tirada, Joni Brandão arrebatou a camisola dos pontos e foi eleito combativo do dia.

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Texto: União Velocipédica Portuguesa – Federação Portuguesa de Ciclismo
Fotos: João Fonseca Photographer

 

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