GUSTAVO DO CANTO JOVEM PROMESSA DO TRIATLO
Gustavo do Canto de seu nome, 17 anos de idade, um dos triatletas jovens promessas do Clube de Natação de Torres Novas, que no passado fim de semana conquistou o seu primeiro pódio internacional.
Na sua recente carreia destaque para além do resultado referido os títulos de Vice-campeão Nacional de Triatlo em Iniciados (2017) e em Cadetes (2021)
Foi com ele que a nossa equipa de reportagem se encontrou, bem como também com o seu treinador Paulo Antunes.
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Texto: Henrique Dias // OPraticante.pt
Fotos cedidas pelo atleta
Gustavo do Canto uma jovem promessa do triatlo conquistou o seu primeiro pódio internacional
Gustavo do Canto começou por referir que “Inicialmente representei o clube ‘Os Águias de Alpiarça’, durante 4/5 anos.
Só quando o clube acabou é que mudei para Torres Novas e passei a ser treinado pelo Paulo Antunes, que acabou por me acompanhar durante a maior parte da minha formação, fase que ainda não acabou.
Estou em Torres Novas há 7 anos. Quando era mais novo também fiz competição de natação pura pelo clube ’20km de Almeirim’.
Curiosamente, também representei este clube a fazer taekwondo, durante uns anos. Neste momento e já há alguns anos que treino exclusivamente triatlo.“
Referindo como o triatlo apareceu na sua vida “Não dá para falar de como o triatlo apareceu na minha vida, sem falar do meu irmão.
Nós os dois frequentávamos as aulas de natação nas piscinas de Alpiarça e um dos professores perguntou ao meu irmão se queria experimentar o triatlo.
Ele experimentou, gostou e, mais tarde, eu fui experimentar e também gostei. Foi assim que tudo começou, quando tinha 6 anos.“
“À medida que fui praticando a modalidade e criando amigos, o gosto pela modalidade foi aumentando gradualmente.
Acho que posso dizer que o gosto pelo treino e pela modalidade continua a aumentar até hoje.“
Estreia agridoce em provas internacionais
“Não sei se posso chamar a este momento um momento engraçado.
Agora que já passou quase um ano, já consigo olhar para a situação de forma menos negativa, isto é, como uma aprendizagem.
A primeira e única vez que desisti duma prova coincidiu com a minha estreia em provas internacionais, a Taça de Europa de Coimbra.
Nos dias antes da prova este sempre bom tempo. Precisamente no dia da prova esteve a chover imenso, e caí na primeira curva do ciclismo.“
Sobre a Taça da Europa, sobre a sua preparação declarou-nos “Para ser sincero, a minha preparação para esta prova foi bastante condicionada por uma lesão na canela.
Tive, juntamente com o meu treinador, que fazer uma adaptação do treino nas últimas semanas.
Como fiz um bom bloco de treino no início do ano, consegui apresentar me em boa forma para a prova, dentro do possível.“

Acrescentando “Foi um misto de sensações o segundo lugar que conquistei. Por um lado, foi o meu melhor resultado de sempre numa prova internacional.
Desde a minha primeira internacionalização que sonhava com uma medalha internacional e consegui alcançar esse sonho.
Por outro lado, houve a queda feia do João Nuno, um amigo e colega de treino de longa data que também estava em prova, o que acabou por contrastar com a felicidade do resultado.“

Que sacrifícios se tem de fazer para se conseguir este resultado?
Tal como ouvi dizer há alguns anos o José Estrangeiro, que curiosamente é agora o Diretor Técnico Nacional da Federação de Triatlo de Portugal, no desporto não há sacrifícios, há escolhas.
Deslocar-me todos os dias 45km de minha casa até Torres Novas para ir treinar foi uma escolha que fiz em conjunto com a minha família e que está a começar a dar resultados.
Os seus próximos objetivos são “O apuramento para os Campeonatos do Mundo, que se vai realizar no Fundão, dia 1 de maio e os Campeonatos da Europa na Polónia.
Para ambas as provas tenho como objetivo apresentar me na melhor forma possível e fazer o melhor resultado que conseguir.“
E em jeito de conclusão falou da família e do apoio que lhe tem dado “Na minha opinião, os resultados de um atleta são a conjugação de variados fatores em que todos têm a mesma importância, na medida em que são todos imprescindíveis.
O que quero dizer com isto é que:
se não fosse o meu treinador, não estaria onde estou;
o meu grupo de treino, não estaria onde estou;
a minha família, que tanto me ajuda em deslocações e em todo o tipo de aspetos, também não estaria onde estou.
Isto é, todos estes fatores são necessários para existir resultados e basta não haver um deles para o rendimento baixar.“
“Os anos passam… já são 7 anos com o Gustavo do Canto :)”
E para terminar ouvir o seu treinador Paulo Antunes, o homem que o acompanha “Os anos passam… já são 7 anos com o Gustavo :)”
“O Gustavo é um jovem Triatleta que em 2015 iniciou o Triatlo na Escola de Triatlo de Torres Novas. Desde então desloca-se diariamente entre Almeirim e Torres Novas.
É um atleta que tem uma taxa de assiduidade superior a 97% e um elevado compromisso com a escola que lhe permite ter nesta altura uma média superior a 18.5 para concorrer ao ensino superior.
O esforço conjunto da Famila do Canto traduz-se em resultados de excelência, onde o compromisso não é sinónimo de obrigação e onde o treino faz parte de uma rotina saudável, apesar de por vezes bastante exigente.
Ser Triatleta é ter um estilo de vida diferenciado.
As férias de verão em vez de serem passadas em família normalmente são passadas comigo e com o grupo de treino concentrados em estágio.
A evolução do Gustavo tem sido feita de forma gradual e a sua tenacidade permitiu inclusive melhorias significativas na técnica do nado do crol que lhe possibilitaram dar um salto qualitativo neste segmento.
É um exímio comunicador e um excelente elemento de grupo de treino.
O futuro é sempre uma incógnita mas a ambição do Gustavo e a sua capacidade de trabalho seguramente lhe vão trazer mais resultados dignos de destaque.“




