RECORDE NACIONAL COM 22 ANOS SUPERADO POR MARIANA MACHADO

recorde nacional

Mariana Machado

Na sua estreia em Campeonatos Mundiais ao ar livre, Mariana Machado conseguiu uma muito boa prestação, batendo recorde nacional Sub-23, ao cortar a meta nos 5 000 metros com marca de 15m18s09.

Um recorde melhorado em cerca de três segundos, mas que representa uma melhoria pessoal de mais de sete segundos (tinha 15.25,87).

Texto: Federação Portuguesa de Atletismo

Mariana Machado “Faltou passar à final”

O anterior recorde nacional já completara 22 anos! Era de Inês Monteiro, que em Lisboa, a 15 de junho de 2002, correu em 15.21,05.

No final da corrida, Mariana Machado estava contente. “Foi muito bom. O primeiro objetivo, recorde pessoal, foi passado, o segundo, recorde nacional, também.

Havia um terceiro, caso a prova fosse num ritmo possível, poderia, por milagre passar à final.

Não aconteceu [foi 12ª], mas estou muito satisfeita, porque esses dois objetivos principais foram cumpridos”.

Saio daqui muito motivada, para voltar para o ano com objetivos mais altos, de chegar à final”, continuou a minhota, “mas para estreia não podia ser melhor e confesso que já tinha saudades de bater um recorde nacional”.

Apesar de ter mudado a estratégia a meio da época, “valeu a pena vir cá.

É nestas competições que conseguimos experiência para, nos anos seguintes, conseguir alcançar lugares de finalista e medalhas.

Todas as vezes que consegui medalhas no meu escalão precisei sempre ter uma participação em que não consegui ganhar nada.

Só nas seguintes é que trouxe medalha para Portugal ou um lugar de finalista”, afirmou.

Para fechar: “E agora que venha o Europeu, que esse sim era o objetivo no início da época”.

Cátia Azevedo

Cátia Azevedo fora da final

Fora da final também ficou Cátia Azevedo, sexta na primeira das meias-finais, coma a marca de 51,79, não conseguiu entrar nas duas primeiras, nem das duas mais rápidas seguintes.

No final da corrida, Cátia Azevedo não escondia o seu desapontamento.

Não vou mentir, estava à espera de muito melhor.

Saio daqui não tão feliz, é como se nós fossemos avaliados no nosso trabalho e este meu dia não correu nada bem, e o patrão estava em casa”, afirmou.

Acrescentando: “Mais uma vez fui na pista um, uma pista que é fechada nas curvas.

Como estava completamente fora da corrida, tive de forçar na fase de aceleração, estava a correr bem, mas quando se tenta compensar de um lado, vai-se descompensar do outro. Arrisquei, não deu”.

Sobre o que aí vem, a atleta afirma “não consigo pensar já nisso. Deveria. Deveria estar a pensar assim, mas sou muito emocional, quero saber o que não está bem, algo estou a fazer errado.

Por isso ainda não consigo pensar no objetivo a três semanas”, concluiu.

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