APOPA EXCLUÍDA COMO ASSOCIADO DA FPA
Foto: Organização
A APOPA (Associação Portuguesa de Organizadores de Provas de Atletismo) vem por este meio confirmar que, na Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da FPA, foi formalizada a sua exclusão como associado extraordinário da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA).
Site oficial da APOPA
O Saneamento da Voz Crítica da APOPA
A exclusão da APOPA não é um ato de gestão administrativa.
Mas sim um saneamento deliberado de uma voz que se recusou a ser conivente com o atual modus operandi da direção da FPA.
Ao longo do último ano, a APOPA foi alvo de uma narrativa de transferência de culpas, sendo injustamente rotulada como:
“Desestabilizadora”:
Por exigir que os direitos e a integridade dos atletas fossem colocados acima de interesses políticos.
“Responsável pelo insucesso comercial”:
A FPA tentou imputar à APOPA a sua própria incapacidade em angariar patrocínios estratégicos.
“Culpada por incumprimentos financeiros”:
Numa inversão total da realidade, a direção tentou responsabilizar esta associação pelo não pagamento das verbas devidas às associações regionais — incluindo a própria APOPA.
Legitimidade Eleitoral vs. Integridade Ética
É um facto que a atual direção da FPA foi eleita pela maioria dos associados. No entanto, maioria não é sinónimo de inocência.
Recordamos que o sistema judicial não declarou esta direção “inocente“; apenas se optou por não dar continuidade a processos para evitar o desgaste institucional da Federação.
A APOPA sempre defendeu que a preservação da instituição não deve servir de escudo para comportamentos eticamente questionáveis.
O Conflito dos Números: 20 Mil vs. 500 Mil
A divergência de fundo permanece clara:
- A FPA foca-se numa estrutura de 20.000 atletas federados.
- A APOPA e os organizadores de provas representam e defendem o universo do atletismo popular, que abrange cerca de meio milhão de praticantes.
A pretensiosa afirmação da FPA de que a tutela aceita a imposição de uma taxa sobre os atletas informais é o exemplo máximo de uma visão meramente mercantilista.
Enquanto a direção da FPA acusa a APOPA de se preocupar com o lucro, a realidade demonstra o contrário: a APOPA lutou contra taxas abusivas que oneram quem corre por prazer e saúde.
Conclusão
A exclusão da APOPA da FPA é a confirmação de que, na atual estrutura federativa, não há espaço para a dissonância ou para o escrutínio.
Quem não se submete, é afastado.
A APOPA continuará, fora da estrutura da FPA, a sua missão inabalável de defender os organizadores de provas.
Mas acima de tudo, os 500.000 atletas que são o verdadeiro motor do atletismo em Portugal.


