BAYRON MUNTON DÁ VITÓRIA À EQUIPA 32 ANOS DEPOIS
Bayron Munton - Foto: Volta a Portugal
O sul-africano Bayron Munton (Feirense-Beeceler) venceu a quarta etapa da 86ª Volta a Portugal que terminou no Alto da Senhora da Graça.
Tornou-se no primeiro corredor africano a triunfar no Monte Farinha.
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“Se penso na amarela ?” Bayron Munto
Bayron Munto (Feirense/Beeceler): “Foi uma vitória importante para mim e para a equipa.
Se penso na amarela ? É dia a dia, ainda falta muita volta.
Dedico esta vitória à minha irmã a recuperar de um violento acidente e a todos aqueles que combatem os incêndios”.
Uma etapa que teve de tudo, incluindo uma neutralização em Vila Real por causa dos fogos que devastam a Serra do Alvão.
Trinta e dois anos depois de em 12 de agosto de 1993, Quintino Rodrigues ter ganho a 12ª etapa da Volta, que curiosamente terminou na Senhora da Graça, onde também tinha ganho no ano anterior pela equipa da Feira, um corredor do Feirense voltou a levantar os braços no risco da meta e no pódio da “Portuguesa”.
Etapa marcada pela neutralização
A tirada fica marcada pela neutralização decidida pela Organização e Colégio de Comissários.
Ocorreu depois de consultar a Autoridade Nacional de Emergência Proteção (ANEPC).
Não estavam reunidas as condições de segurança par se atravessar o Alvão por causa dos violentos incêndios que consomem as florestas da região transmontana.
A corrida foi interrompida em Vila Real quando estavam percorridos 132,3 quilómetros e reatada após a Campeã, tendo sido percorridos mais 44 quilómetros.
Na altura existia em grupo de cinco corredores na frente a corrida, seguido por um grupo intermédio de sete corredores a 2’00” e o pelotão a 3’00”.
A corrida foi reiniciada com os corredores a saírem para a “segunda parte” da etapa com estas diferenças de tempos que tinham quando foram mandados parar após a meta volante de Vila Real.
Fizeram cerca de 15 quilómetros a pedalar em ritmo de passeio, o que para muitos pode ter significado uma quebra de ritmo.
O grande animador da tirada foi Francisco Peñuela (Caja Rural/Seguros RGA) que integrou a escapada inicial desde o quilometro dois.
Já em pela ascensão à Senhora da Graça o ciclista ficou isolado na cabeça de corrida.
Mas, os ataques dos principais candidatos levaram a que não tivesse conseguido triunfar na etapa.
Também a sete quilómetros do final Pau Martí (Israel/ Premier Tech Academy), o camisola amarela, perdeu o contacto com o grupo principal tendo chegada à meta com 7’40” de atraso em relação a Bayron Munton.
Na subida formou-se um grupo integrado por cinco (Munton, Nych, Guerin, Lopes e Peña) que foram desferindo ataques.
Bayron Munton arriscou tudo na vitória e na camisola amarela
A quatro quilómetros do final o sul-africano Bayron Munton decidiu ir sozinho serra a cima e arriscar tudo na vitória e na camisola amarela.
Os 23” de diferença para Artem Nych poderiam ser anulados, mercê também da bonificação no final.
Mas o vencedor da Volta a Portugal do ano passado e o colombiano Jesus Peña (AP Hotels e Resort/Tavira/Farense) travaram um interessante duelo que não permitiu que a vantagem do corredor do Feirense/Beeceler fosse suficiente para ser o líder da prova.
Artem Nych (Anicolor/Tien 21): “Foi uma etapa esquisita, mas muito positiva para a equipa. Quanto à segunda vitória na prova está tudo em aberto.”.
Quem deu uma excelente resposta foi o jovem Lucas Lopes (Rádio Popular/Paredes/Boavista) que saltou do 11º para o 5º lugar.
Volta a liderar a classificação da Juventude e é o último que fica abaixo de um minuto de diferença para o líder Artem Nych.
5ª Etapa (11 de agosto)
Lamego-Viseu:155,5 kms, a última antes do dia de descanso.
Partida às 13h20 e chegada às 17h17.
Três Metas Volantes e três contagens do Prémio da Montanha

