COP QUER DESPORTO ALÉM DO PÓDIO

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Fernando Gomes, presidente do Comité Olímpico de Portugal

O presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Fernando Gomes, destacou, numa mensagem de Ano Novo, que o organismo defende para o desporto nacional “políticas que vão além do pódio”, capazes de trazer estabilidade ao setor.

Fonte: Helena Santos com a Lusa

Visão para o desporto nacional

“O desporto é um investimento coletivo.

Para transformar ambição em impacto, precisamos de parcerias sólidas entre o Estado, as autarquias, universidades, empresas, federações, clubes e, claro, a sociedade em geral.

O COP defende, por isso, políticas que olhem para além do pódio, garantindo estabilidade”, sublinhou Fernando Gomes.

Para atingir esse objetivo, o dirigente propõe contratos plurianuais com as federações, que promovam a saúde, previnam doenças e ofereçam alternativas profissionais a quem dedica a juventude à superação desportiva.

Na mensagem divulgada no primeiro dia do ano, Gomes recordou os destaques de 2025.

Portugal conquistou três ouros, duas pratas e três bronzes em Mundiais de modalidades olímpicas, incluindo atletismo, canoagem, judo, surf e triatlo.

Além disso, mencionou o aumento de atletas no projeto olímpico e nas esperanças olímpicas.

Foram destacados também a transferência de 10 milhões de euros para a requalificação de Centros de Alto Rendimento.

O dirigente salientou ainda o incremento de 30% no financiamento à preparação olímpica.

Jogos de 2026: oportunidades para afirmar Portugal no desporto

Para 2026, o plano desportivo será marcado pelos Jogos Olímpicos Milão-Cortina, pelos Jogos do Mediterrâneo em Taranto e pelos Jogos Olímpicos da Juventude em Dakar, oportunidades para Portugal afirmar a sua capacidade no setor.

“Não procuramos apenas resultados pontuais, mas percursos sustentados que formem campeões e cidadãos.

A nossa prioridade é construir trajetórias duradouras — rumo a Los Angeles 2028 e Brisbane 2032”, acrescentou.

Apoio estruturado e sustentabilidade para o desporto nacional

Fora das competições, o COP pretende reforçar o apoio às atividades regulares das federações, com a alteração do método de distribuição das verbas provenientes das apostas desportivas.

O organismo quer também criar o Fundo de Desenvolvimento Desportivo, destinado a apoiar modalidades que não entram nesse “bolo” do jogo.

Outros objetivos para o ano incluem aumentar o número e o valor das bolsas de apoio.

O COP pretende também reformar o Estatuto do Dirigente Desportivo em regime de voluntariado.

Além disso, está prevista a alteração da Lei do Mecenato, de forma a aumentar os benefícios fiscais para empresas que apoiem atletas portugueses.

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