EQUILÍBRIO MÁXIMO DITA EMPATE PARA OS HERÓIS DO MAR

HERÓIS DO MAR

Foto: Uros Hocevar / kolektiff

Num jogo de parada e resposta, equilibrado até final, o resultado final ditou um empate a 35 golos e divisão de pontos entre Portugal e Noruega. Os Heróis do Mar somam o terceiro ponto e viram atenções para o último jogo da Main Round, esta quarta-feira (14h30, hora portuguesa).

Fonte: FPA

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Foto: Uros Hocevar / kolektiff

Primeira parte intensa e equilibrada

Portugal entrou em campo decidido a deixar uma imagem de brio após os desaires frente a Alemanha e França.

Num jogo de ritmo altíssimo, a equipa das Quinas mostrou argumentos para bater o pé aos nórdicos, destacando-se a eficácia de Luís Frade e a segurança de Diogo Valério na baliza.

Apesar da luta até final, o equilíbrio manteve-se até ao final com um empate 35-35.

O apito inicial deu o mote para um início frenético na Jyske Bank Boxen.

Os ataques superiorizavam-se às defesas com golos de ambos os lados, ainda que com ligeiro ascendente norueguês que se firmava numa vantagem constante de dois golos.

A resposta lusa não tardou: António Areia e Luís Frade — cinco golos em seis remates no primeiro tempo — reduziram a diferença para a margem mínima (8-9).

O jogo continuou num registo de parada e resposta constante, com Rui Silva a assumir a batuta da equipa e a manter Portugal encostado no marcador.

Aos 16 minutos, Martim Costa, que saltou do banco para dar nova dinâmica ao ataque nacional, fez o empate.

No entanto, na reta a Noruega voltou a ser mais pragmática, em especial no contra-golo, recurso tático que se mostrava decisivo.

Diogo Valério rendeu Capdeville na baliza e, com duas defesas consecutivas, permitiu que Areia empatasse a 15-15.

Na reta final, após um time-out de Paulo Jorge Pereira, Frade restabeleceu a igualdade a 17.

No entanto, o conjunto nórdico, com recurso a um tempo técnico próprio, marcou e levou a vantagem mínima para o descanso.

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Foto: Uros Hocevar / kolektiff

Reação dos Heróis do Mar na segunda parte

Portugal reentrou em campo condicionado por uma exclusão de 2 minutos, que a Noruega aproveitou para dilatar a vantagem.

Contudo, a resposta lusa foi liderada por Rui Silva e Martim Costa, mantendo a perseguição constante.

Diogo Valério assumiu-se como a figura central deste período, somando defesas que permitiram a Frade restabelecer sucessivas igualdades.

O jogo atravessou um momento crítico quando a Noruega fugiu para 20-23, mas a resiliência portuguesa voltou a vir ao de cima.

Com Valério a somar intervenções decisivas (incluindo duas defesas consecutivas aos 40 minutos), os Heróis do Mar encontraram em Luís Frade o porto seguro que permitiu recuperar.

O pivô assinou o 26-25, colocando Portugal na frente do marcador pela primeira vez desde o 1-0 inicial.

Foto: Uros Hocevar / kolektiff

Final emocionante e palavras do selecionador

Francisco e Martim Costa assinaram um parcial de 3-0 que colocou a equipa das Quinas com uma vantagem inédita de dois golos à entrada dos últimos 10 minutos.

A etapa final foi imprópria para cardíacos com as duas equipas a procurarem o triunfo.

O equilíbrio foi máximo até ao soar da buzina, com uma defesa de Diogo Valério – a sua 12.ª – a selar o empate.

Paulo Pereira, Selecionador Nacional, destacou as condicionantes de Portugal para este jogo mas salientou a forma como se bateu:

“Este empate hoje soube a vitória, tendo em conta também alguns condicionalismos que tivemos para preparar o jogo.

Não podemos contar a 100% com dois atletas [Francisco Costa e Luís Frade], que são jogadores-chave para a nossa equipa.

Um deles fez um jogo fantástico, mesmo com alguns condicionalismos e depois o ‘Kiko’ também, quando entrou.

Portanto, se calhar por um lado soube um bocadinho a pouco, nós jogámos mesmo bem.

Este é o Portugal que nós gostamos de ver e queremos, mas depois são pequenos detalhes que fazem com que a vitória caia para um lado ou para o outro.”

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