HERÓIS DO MAR PARTEM CONFIANTES PARA O EURO 2O26
Foto: Federação Andebol Portugal
Heróis do Mar concluíram oficialmente o seu plano de preparação para o Campeonato da Europa.
Com o troféu do 50.º Torneio Internacional de Espanha na bagagem, os Heróis do Mar partem para a Dinamarca dia 14, com a moral reforçada e prontos para a estreia oficial.
Está cada vez mais perto o início da caminhada portuguesa no Men’s EHF Euro 2026, que começa já a 16 de janeiro.
A vitória sobre a Espanha, uma das crónicas candidatas aos títulos internacionais, dá motivação acrescida para enfrentar uma competição que colocará em campo a elite do velho continente.
Encerrado o ciclo de estágios e jogos particulares, o foco é agora a fase preliminar.
Fonte: FPA
Grupo mantém-se e base será Herning
Para a fase final da competição, os Heróis do Mar não vão apresentar alterações relativamente ao grupo de trabalho que esteve no ativo em Pamplona, e irão ultimar os preparativos já em Herning, na Dinamarca, onde chegarão no dia 14 de janeiro.
Portugal chega a esta competição, a sua quarta participação consecutiva [2020, 2022, 2024], com a ambição de melhorar o sexto lugar, alcançado em 2020, embora reconhecendo as dificuldades que tem pela frente, tendo ficado apenas uma posição a baixo na última edição (7.º Lugar em 2024).
Juventude talentosa e algumas baixas
A formação portuguesa, apesar de algumas baixas conhecidas, nomeadamente de Diogo Rêma Marques, tem no seu contingente muito talento jovem, com quatro atletas recentemente vice-Campeões do Mundo das camadas jovens – Filipe Monteiro, Gabriel Cavalcanti, José Luís Ferreira e Ricardo Brandão – para além dos restantes atletas que também foram prata, em 2022 e 2024, nos Campeonatos da Europa dos escalões juniores.
Os Heróis do Mar voltam a reunir-se no dia 14 de janeiro, já de partida para Herning, a cidade que será a casa forte dos portugueses, em solo dinamarquês e onde permanecerão durante toda a competição.
Jogos de preparação e balanço do torneio
Durante a preparação, Portugal disputou três jogos oficiais, no 50.º Torneio Internacional de Espanha, frente a Egito, Irão e a anfitriã, que culminou com uma vitória na prova, após dois triunfos e um empate e, ainda, dois jogos de treino frente ao Bahrain.
“Eu recordo-me que sempre que nós fazemos mais jogos, acho que conseguimos preparar melhor a competição principal, normalmente, tem sido assim.
E os jogos com o Bahrain, ainda que numa fase ainda prévia, porque foi logo nos primeiros dias de preparação, foram importantes.
Esses dois jogos foram, teoricamente, mais acessíveis e permitiram preparar a equipa e treinar melhor.“
“A sequência [deste Torneio] não foi a melhor, começámos com o Egito, uma equipa fortíssima, acabámos por ter um empate num jogo em que perdemos a vantagem que tínhamos na parte final.
Sobretudo porque não soubemos também gerir essa vantagem em termos de ataque mais prolongado.
Depois, o jogo com o Irão, que também era uma equipa teoricamente acessível, contra quem acabámos por ser competentes para obter uma margem boa que nos permitisse ficar em primeiro lugar no grupo, o que acabou por acontecer.
E depois, este jogo com a Espanha, no qual acho que o resultado era mais importante para a eles do que para nós, tendo em conta que ficaram atrás de Portugal nos dois últimos Europeus e no último Mundial, em que foram eliminados por nós.
Portanto, para a Espanha, em termos de autoestima, poderia ter sido importante um resultado diferente.
O facto ganharmos, apesar de estarmos a perder por 6 golos, a faltar cerca de 15 minutos, e sem recorrer a time-out, mantendo o nosso plano de jogo e ficando cada vez mais próximos daquilo que tínhamos que fazer, mais disciplinados até, foi espetacular porque praticamente utilizámos todos os jogadores.
E foi fantástico ver as novas peças a encaixar naquilo que já tínhamos antes.”
Calendário da fase de grupos
Portugal terá o seu quartel-general em Herning, na Dinamarca, onde a mítica Jyske Bank Boxen será o cenário de todas as decisões.
O calendário da equipa das Quinas nesta primeira etapa da competição começa com o embate frente à Roménia no dia 16 de janeiro, seguindo-se o confronto com a Macedónia do Norte no dia 18.
O fecho desta fase de grupos será um dos momentos altos, com o contingente luso a medir forças com a anfitriã Dinamarca no dia 20 de janeiro. Apenas os dois primeiros classificados garantem o acesso ao Main Round.
Objetivos claros: melhorar o melhor resultado de sempre
Na antecâmara da partida para solo nórdico, Paulo Pereira aponta para cima quanto aos objetivos portugueses:
“O estágio correu muito bem, dentro do que estava previsto.
Agora temos de ter atenção a esta pausa e ao regresso a Portugal, que creio ser merecida e necessária, embora faremos com que todos se mantenham focados e trabalhem em casa para depois regressarmos à competição.
A convocatória vai manter-se e estamos muito satisfeitos com a prestação de todos.
Até agora, aquilo que estava previsto e a expectativa que tínhamos está a bater certo.
Agora, vamos ver se na competição conseguimos atingir o objetivo primordial, que é ficar no top-5.
É um objetivo difícil, tendo em conta que jogamos na Dinamarca, mas queremos melhorar o nosso melhor resultado de sempre, o sexto lugar de 2020.”
Integração dos jovens e energia renovada
Com a integração de seis jovens na lista final, o timoneiro nacional salienta a energia que trazem para o grupo:
“Ter estes jovens atletas a jogar, pela primeira vez, um Europeu, faz parte de um processo de integração gradual que temos vindo a fazer há alguns anos.
Por agora parece estar a correr bem.
Noto que todos eles têm aquilo que é preciso para serem produtivos: a fome de vencer.
Essa fome é essencial e esta juventude traz uma energia e uma luz espetaculares para o nosso grupo.”
Análise aos adversários do Grupo B
O técnico de 60 anos abordou ainda as três formações que integram o Grupo B juntamente com Portugal.
A anfitriã Dinamarca realizou dois particulares, onde conquistou uma dupla vitória frente à Noruega e Grécia (26-34 e 38-24).
A Roménia perdeu os três jogos de cariz particular, com Itália (34-35), e com a Hungria (33-23; 40-34).
Já a Macedónia do Norte realizou quatro encontros à entrada para o Euro, com duas vitórias frente a Bahrain e Ucrânia (32-28 e 26-31), uma derrota com a Croácia (26-23) e um empate frente à Suíça (29-29).
Roménia
“A Roménia é uma seleção que está a trabalhar bem para ser mais consistente em termos de frequência de participação nestas competição.
Esteve arredada de Europeus durante bastantes anos, voltou no anterior e agora repetiu.
Têm alguns atletas conheço bem, portanto, há alguma vantagem nisso.
A desvantagem é que eles também me conhecem a mim e sabem como é que eu penso, como é que me organizo para jogar.
Mas nós acabamos por ter, teoricamente, uma equipa mais preparada.
No entanto, temos de estar atentos a isso tudo.”
Macedónia do Norte
“A Macedónia também é uma seleção que conhecemos mais ou menos bem, embora esteja diferente, não é a mesma equipa que nós encontrámos há dois anos.
O [Kiril] Lazarov já leva algum tempo a trabalhar com esta equipa, está a construir.
Temos alguma informação de alguns jogos que fizeram recentemente, portanto, é outra seleção que teremos que ter atenção.
É uma seleção que vamos preparar bem, porque acreditamos que, ganhando estes dois jogos, já estamos qualificados.”
Dinamarca
“Todos sabemos quem é a Dinamarca.
É uma seleção muito forte, que em Mundiais já não perde há muito tempo, embora não tenha conquistado o último Europeu.
Eu costumo dizer sempre que a Dinamarca algum dia vai ter que perder.
Não sei se poderá ser connosco ou não.
Eu acho que posso estar a ser demasiado ambicioso, ainda por cima a jogar na Dinamarca, mas nós vamos fazer o nosso caminho gradualmente.
Um dia de cada vez, um jogo de cada vez. E dar o máximo sempre, como sempre.”




